Vendas de veículos seminovos seguem em alta
Comprar ou trocar de carro é um dos momentos mais importantes para muitos brasileiros. A decisão, muitas vezes guiada pela emoção, exige também racionalidade, já que envolve um investimento de alto valor. Entre as principais dúvidas dos motoristas, está a escolha entre um carro zero quilômetro, um usado mais antigo ou um seminovo. De acordo com dados da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), o mercado de seminovos e usados segue em ascensão no Brasil. Apenas no primeiro semestre de 2025 foram 8,35 milhões de unidades comercializadas, crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o setor de veículos novos projeta para 2025 um crescimento mais tímido, de apenas 5%, segundo a Fenabrave. Para o consumidor, a opção pelo seminovo tem se mostrado cada vez mais vantajosa. Além do preço mais acessível em comparação ao carro zero, há uma economia significativa em custos como IPVA e seguro, sem abrir mão de modelos recentes, com baixo tempo de uso e tecnologia atualizada.
PREÇOS DE CARROS NOVOS CAEM PELO 3º MÊS CONSECUTIVO
Os veículos 0KM apresentaram redução de preços em agosto pelo terceiro mês consecutivo. É isso o que apontam os dados do Índice Webmotors, que calcula todos os meses as variações percentuais dos valores dos carros anunciados na plataforma. Segundo o levantamento, o preço médio dos veículos novos apresentou redução de -0,117%, o que representa uma variação de -0,047 ponto percentual com relação a julho, quando o índice apresentou -0,070%. Desta forma, agosto dá sequência à tendência de redução nos preços dos 0KM iniciada em junho. O mercado de usados seguiu em depreciação e apresentou em agosto índice de -0,408%, o que representa uma variação de +0,010 ponto percentual com relação a julho, quando o indicador foi de -0,418%. Sendo assim, o mercado automotivo brasileiro encerrou o mês de agosto com índice geral (considerando as variações percentuais dos valores dos carros novos e usados anunciados na plataforma) em -0,392%, com redução na desvalorização em +0,10 ponto percentual com relação a julho. Para Mariana Perez, CPO da Webmotors, o comportamento é um reflexo do cenário econômico do País. "É natural que, dada as circunstâncias atuais da economia brasileira, a demanda por 0KM e usados observe uma redução, o que acaba influenciando nos preços desses modelos", comenta a executiva.
COMUNIDADES NO LITORAL RECEBEM ENERGIA SOLAR
A Copel formalizou, na última semana, a assinatura do contrato para o fornecimento de energia elétrica com fonte solar para o litoral paranaense. O investimento, de aproximadamente R$ 20 milhões, leva energia limpa e renovável para 215 moradias. São 21 unidades consumidoras beneficiadas na Ponta Oeste da Ilha do Mel, em Paranaguá; 17 na aldeia indígena Pindoty, na Ilha da Cotinga, também em Paranaguá; e outras 177 situadas em nove comunidades tradicionais do Parque Nacional do Superagui, em Guaraqueçaba. As instalações, sem custo para o cliente, começam nos próximos dias e a previsão é de que as obras sejam concluídas até março do ano que vem. “Vencemos todas as etapas de aprovações das comunidades, conforme exige a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Agora, concluímos mais essa etapa de escolha e contratação do fornecedor”, afirma o superintendente de Engenharia da Distribuição, Edison Ribeiro da Silva. “Estamos implantando a tecnologia mais moderna em termos de eficiência e controle online da energia gerada”, complementa.
QUEIJOS PARANAENSES RECEBEM PRÊMIOS NA FRANÇA
Os queijos do Paraná seguem colecionando prêmios mundo afora. No dia 14, sete produtos lácteos paranaenses conquistaram medalhas no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers (Salão Mundial do Queijo e dos Laticínios), realizado na cidade de Tours, na região Central de França. O evento contabilizou 1.960 queijos inscritos de 26 países, sendo 300 do Brasil. Os sete queijos já haviam participado e, alguns foram medalhistas, na segunda edição do Prêmio Queijos do Paraná, promovido pelo Sistema FAEP em maio deste ano. Entre os queijos premiados do Paraná foram duas medalhas de ouro: Abaporu e Passionata, do Biopark; duas pratas: Petite Brie triplo creme e Saint Marcelin, também da empresa da região Oeste do Estado; e três bronzes: Morbier, da queijaria Vila Velha, Maná Paraná, do Sítio Aliança, e Bel Paese, da Granja Santo Expedito. Ao longo da avaliação do Mundial do Queijo, os produtos recebem pontuação, sendo os que obtiveram mais de 90 pontos foram agraciados com medalha de ouro. Quem fez entre 85 e 90 pontos, recebeu a medalha de prata. O bronze ficou para os que atingiram pontuação superior a 80 pontos.
TURISMO PARANAENSE SEGUE EM ALTA
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que o Paraná foi o estado que registrou o maior crescimento do Brasil no turismo em julho de 2025, com alta em relação a junho de 2%. O crescimento ocorreu na contramão da média brasileira, que no mesmo período registrou queda de 0,7%. Dos 18 estados pesquisados pelo instituto, apenas seis apresentaram aumento nas atividades turísticas ao longo do mês. Espírito Santo dividiu a liderança nacional com o Paraná, com alta de 2%, seguido pelos estados de Alagoas (1,8%), Minas Gerais (1,1%), Pernambuco (0,9%) e São Paulo (0,6%). Na comparação com julho de 2024, a atividade turística do Paraná também cresceu: o turismo paranaense registrou alta de 6,6%, o dobro do alcançado pela média brasileira para o período, que foi de 3,3%.
TENTATIVAS DE GOLPES ON-LINE JÁ ATINGIRAM 60% DOS BRASILEIROS
A Koin, fintech especializada em soluções de pagamento digital e prevenção a fraudes em e-commerce, divulgou os resultados de seu estudo anual sobre comportamento e segurança de consumidores em compras online no Brasil. O levantamento revela que os riscos de golpes permanecem significativos. A pesquisa aponta que 59,7% dos participantes já sofreram alguma tentativa de fraude virtual, número levemente inferior aos 62,4% registrados em 2024. Entre esses, mais da metade (52,4%) efetivamente caiu em algum golpe. Com relação ao tipo de crime, houve um aumento das tentativas em sites de compras do ano passado para 2025, de 41,8% para 45,2%, e no Pix, de 18,6% para 22,2%. Já os golpes via Whatsapp mostraram queda de 20,6% para 16,7%, assim como o phishing (roubo de dados), que baixou de 13,9% para 11,9%, e o roubo de senha, de 5,2% para 4%. Diante desse cenário, soluções antifraude como as da Koin se tornam essenciais para apoiar os lojistas a reduzir riscos e proteger suas vendas online. Como em 2024, os celulares seguem muito à frente dos computadores entre os meios utilizados pelos golpistas, com 91,3%. Apenas um ponto percentual a menos do que no ano passado, o que mostra que os dispositivos móveis continuam sendo o principal vetor de ataques. Os impactos financeiros demonstram que, embora a maioria dos entrevistados não tenha sofrido prejuízo (43,7%), os valores relatados pelas vítimas ainda são expressivos. Entre os atingidos, 16,7% tiveram perdas entre R$ 50 e R$ 100, outros 22,2% ficaram na faixa de R$ 500 a R$ 1 mil, 7,9% relataram prejuízos entre R$ 1 mil e R$ 1.500 e 9,5% perderam mais de R$ 2 mil.
MAIOR FEIRA AGRÍCOLA DO MUNDO
A Agritechnica 2025, maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, está cada vez mais próxima. O evento será realizado de 9 a 15 de novembro, em Hannover, Alemanha, e deve reunir mais de 2.700 expositores de mais de 50 países. Sob o tema “Touch Smart Efficiency”, a Agritechnica oferece aos visitantes acesso a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade. O Brasil terá presença expressiva, com 09 empresas expondo individualmente, além dos dois pavilhões nacionais, o do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), e o da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), que reunirão cerca de 22 empresas expositoras, ambos com apoio da Apex-Brasil.
CRESCIMENTO NO NÚMERO DE ABERTURA DE EMPRESAS NO PR
O Paraná apresentou crescimento de 14,8% no saldo de empresas entre janeiro e agosto de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. O levantamento considera a diferença entre negócios abertos (249.664) e aqueles que foram baixados (143.672). No período, o saldo foi de 105.992 empresas, enquanto nos oito primeiros meses de 2024 somou 92.327 negócios. Os dados fazem parte do Painel de Empresas, divulgado nesta segunda-feira (15) pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), vinculada à Secretaria Estadual da Indústria, Comércio e Serviços. Com o desempenho, o Estado já ultrapassou a marca de 1,9 milhão de empresas ativas. Para o presidente da Jucepar, Marcos Rigoni, esse avanço se deve às políticas de simplificação implementadas pelo Governo do Estado e pela Jucepar. "Um exemplo é o Selo de Baixo Risco que já beneficia um quarto das aberturas de empresas no Paraná, reduzindo custos e tempo para a regularização de negócios", disse. Ele citou também a integração de órgãos licenciadores e a digitalização dos processos. Se considerado apenas o número de empresas abertas, o avanço é ainda maior, com 18,37% no comparativo. Entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 249.664 novos empreendimentos, contra 210.916 no mesmo período de 2024.
PROJEÇÃO DE INFLAÇÃO FICA EM 4,83% NO ANO
O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, o Brasil fechará o ano com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) em 4,83% – abaixo, portanto, dos 4,85% projetados há uma semana. Há quatro semanas, o mercado trabalhava com a previsão de que 2025 terminaria com uma inflação ainda mais alta, de 4,95%. Para os anos subsequentes, as projeções são de 4,30% em 2026 e de 3,90% em 2027. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em agosto, o Brasil registrou, pela primeira vez desde agosto de 2024, inflação negativa (deflação, quando a média dos preços fica mais barata), de -0,11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com isso, as projeções do mercado financeiro ficam mais próximas do teto superior (4,5%).