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O Índice de Confiança de Serviços do Brasil caiu pelo terceiro mês seguido em agosto em meio a uma piora tanto da avaliação atual quanto das expectativas para o futuro, afirmou a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira.
O indicador caiu 2,6 pontos em agosto, para 87,1 pontos, igualando o menor nível desde maio de 2021, de acordo com a instituição.
"Neste mês, nota-se resultados negativos nos principais indicadores da pesquisa, sobretudo na demanda de serviços prestados às famílias que outrora sustentou a recuperação geral do setor", disse em comunicado Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, que apontou ainda que o resultado de agosto reforça a tendência de desaceleração observada ao longo do ano.
Já o Índice de Expectativas teve queda de 4,1 pontos, para 83,1 pontos, menor patamar desde março de 2021, quando o índice foi de 81,8 pontos.
"Em relação ao futuro, os empresários mantêm um olhar mais pessimista para o segundo semestre, em linha com a complexidade do cenário econômico brasileiro", acrescentou Pacini, citando aumento da incerteza e expectativa geral de desaceleração da atividade com a política monetária contracionista.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve no final de julho a taxa básica de juros Selic em 15% ao ano, alertando que antecipa uma manutenção da taxa por período bastante prolongado, também pregando cautela diante de incertezas geradas pela tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Fonte: Reuters