Região metropolitana de Curitiba gera 66 mil empregos em junho
A região metropolitana de Curitiba, no Paraná, contabilizou 66.779 novas admissões com carteira assinada em junho, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mesmo período, a região registrou 63.199 demissões e um saldo positivo de 3.580 empregos formais. Os dados detalham o perfil dos novos contratados: a maioria é de homens (36.623), com ensino médio completo (43.203) e idade entre 18 e 24 anos (18.310). Os setores que mais contrataram na região foram serviços (39.220), comércio (13.579) e indústrias (7.985). No Brasil, o mês de junho registrou 2.139.182 admissões e 1.972.561 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 166.621 empregos com carteira assinada. O levantamento nacional mostra que a maior parte dos admitidos — 1.233.879 — era de homens. A maioria tinha ensino médio completo (1.396.376) e idade entre 18 e 24 anos (605.094). Todos os cinco principais setores da economia tiveram resultados positivos. O setor de Serviços foi o destaque, especialmente nas áreas de informação, comunicação, finanças, imobiliário e atividades profissionais e administrativas. Em seguida, vieram comércio, agropecuária, indústria e construção.
TRABALHO TEMPORÁRIO GEROU MAIS DE 9 MIL VAGAS NO PR
O Brasil registrou 88.025 contratações de temporários em junho, sendo 43.397 homens e 44.628 mulheres. O perfil dos temporários admitidos segue a mesma tendência: a maioria tinha ensino médio completo (68.910) e idade entre 18 e 24 anos (30.799). O setor de serviços foi o que mais contratou nesta categoria, com 87.834 admissões, impulsionado por áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e profissionais. No Paraná foram 9.632 contratações temporárias, sendo 8.518 na região, com destaque para o setor de serviços, responsável por 9.605 admissões no período. Entre os contratados, 1.852 tinham ensino médio completo e 1.023 idades entre 18 e 24 anos. "O trabalho temporário é uma ferramenta estratégica que oferece às empresas a flexibilidade necessária para se adaptarem rapidamente às variações do mercado. Com ele, conseguimos ajustar o número de funcionários de acordo com a demanda, o que otimiza a produtividade e reduz custos operacionais, simplificando processos internos de contratação e gestão”, explica Lorena Cavalieri Rocha, gerente da Employer Recursos Humanos em Curitiba.
PREÇO DO QUEROSENE DE AVIAÇÃO SOFRE MUITAS INFLUÊNCIAS
O QAV (querosene de aviação), combustível que responde por 99% do consumo da aviação comercial no Brasil, representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas, acima da média global, de 31%. Seu preço é fortemente influenciado pelo valor do petróleo, pela taxa de câmbio, pela elevada concentração da indústria de refino e distribuição do combustível e por gargalos logísticos. Esses dados estão no estudo inédito Caracterização da Cadeia de Produção e Comercialização de Querosene de Aviação no Brasil, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte). A pesquisa detalha como fatores externos e estruturais determinam o preço do QAV. O petróleo e o dólar são as principais variáveis, somadas aos custos de refino. Em 2024, a produção nacional atingiu 5,86 bilhões de litros, recuperando-se da queda registrada durante a pandemia. No entanto, o Brasil continua dependente de importações, que representaram, em média, 17,4% da oferta total (consumo aparente) do combustível entre 2000 e 2024. Essa dependência é agravada por limitações logísticas. O transporte do QAV exige navios-tanque de grande porte e infraestrutura portuária adequada, o que reduz a rentabilidade da operação para muitas distribuidoras. A situação se torna ainda mais desafiadora devido à concentração da produção em poucos estados e refinarias. Em 2024, apenas duas refinarias foram responsáveis por 96,6% da produção nacional, enquanto duas distribuidoras dominaram 80,8% do mercado.
O CARRO 0KM MAIS PROCURADO NO PARANÁ
A Ford Ranger se manteve na liderança como o modelo de veículo 0KM mais procurado no Paraná no mês de julho. A informação é do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, com base nas visitas em anúncios da plataforma no estado. Segundo o levantamento, a picape da Ford é seguida por Hyundai Creta, Volkswagen Nivus, Volkswagen Tera, BMW 320i, Audi A3, Ford Maverick, CAOA Chery Tiggo 7 PRO, Audi RS6 e Toyota Corolla Cross. No segmento de usados, o Honda Civic se manteve como o modelo mais buscado, seguido por Toyota Corolla, Volkswagen Gol, Volkswagen Jetta, Chevrolet Cruze, BMW 320i, Volkswagen Polo, Ford Ranger, Chevrolet Onix e Chevrolet S10.
LARANJA ESCAPOU DE TAXAÇÃO AMERICANA, MAS TEM OUTRO RISCO
O suco de laranja brasileiro, um dos produtos mais emblemáticos do nosso agronegócio, escapou da taxação de 50% que os Estados Unidos estudavam aplicar a uma série de importações. A medida, que fazia parte de uma retaliação a subsídios concedidos à indústria nacional, teria afetado diretamente a exportação do produto, que depende fortemente do mercado norte-americano. Por enquanto, o alívio é real: o tarifaço não vai atingir o setor. No entanto, nem tudo são flores para quem vive da citricultura. Apesar de o Brasil ocupar o topo do ranking mundial como maior exportador de suco de laranja, a produção nacional também enfrenta uma ameaça silenciosa e difícil de controlar: o Greening. A doença, que já causou um colapso nos pomares dos Estados Unidos, continua avançando pelas plantações brasileiras. Transmitida por um inseto chamado psilídeo, a doença compromete a saúde da planta, afeta o sabor e a coloração da fruta e, com o tempo, torna inviável a colheita. Nos EUA, especialmente na Flórida, os impactos foram devastadores: a produção local nunca mais voltou aos patamares anteriores à chegada da doença. No Brasil, os sinais também preocupam. Só no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais, mais de 44% das árvores já apresenta sintomas. A estimativa é do Fundecitrus, e o número não para de crescer. Uma das únicas formas de controlar sua disseminação é agir no vetor da doença, ou seja, no inseto que a carrega de planta em planta. Nos últimos anos, práticas mais sustentáveis de manejo têm ganhado espaço entre os produtores, que buscam alternativas eficazes, mas com menor impacto ambiental.
ENCONTRO DA INDÚSTRIA DE TRIGO
Principal polo moageiro de trigo do Brasil, responsável pelo processamento de 30% da produção nacional e pela moagem de 4 milhões de toneladas do grão ao ano, o Paraná se prepara para a 8ª edição do Café Moageiro. Promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo-PR), o evento acontecerá no próximo dia 19 de agosto, a partir das 8 horas, no Recinto Milton Alcover, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina (PR). Com aproximadamente 40 moinhos de trigo, o Estado detém o maior parque moageiro de trigo do país. Apesar da robustez, o setor enfrenta desafios significativos e complexos, como a redução sistemática de área plantada, infraestrutura deficitária em armazenamento e logística, e as crescentes ameaças climáticas, temas que estarão em pauta no Café Moageiro 2025.
SEM AUTOSSUFICIÊNCIA
Uma análise aprofundada da conjuntura se faz necessária, especialmente porque o Paraná, embora seja o maior produtor de trigo, não é autossuficiente na produção do grão, enfrentando uma deficiência de cerca de 1 milhão de toneladas. O Estado complementa essa demanda com produtos vindos do Rio Grande do Sul, Argentina e, em menor escala, do Paraguai e São Paulo. Além de sua relevância na moagem, o Paraná também se destaca como um importante fornecedor de farinha para diversas regiões do Brasil.
BRASIL É FORTE NA EXPORTAÇÃO DE DISPOSITIVOS MÉDICOS
A indústria brasileira de dispositivos médicos segue ampliando sua presença global e encerrou o primeiro semestre com um crescimento de 7,5% nas exportações em relação ao mesmo período de 2024, alcançando US$ 572,6 milhões em vendas internacionais. O desempenho reforça o reconhecimento da qualidade da #saudefeitanobrasil e o posicionamento cada vez mais estratégico do Brasil na cadeia global de saúde. “Os resultados mostram que o mundo confia na tecnologia e na inovação da indústria nacional. Estamos falando de um setor que entrega qualidade, segurança e competitividade para os sistemas de saúde de diversos países”, afirma Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing da ABIMO. Esse avanço também se refletiu no desempenho das empresas participantes do Brazilian Health Devices (BHD), projeto setorial da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). As 135 fabricantes integrantes do programa somaram US$ 74,2 milhões em exportações no semestre, mantendo o ritmo de crescimento e abrindo novos mercados – mais da metade das empresas do BHD conquistaram novos destinos, enquanto 27,4% passaram a exportar produtos que antes eram comercializados apenas no Brasil. “É um movimento que mostra maturidade exportadora. Essas empresas estão inovando, diversificando seus produtos e alcançando novos compradores em diferentes regiões do mundo”, completa Larissa.
CENÁRIO MUNDIAL INCERTO FAVORECE INVESTIMENTO EM IMÓVEIS
O setor imobiliário volta ao centro da estratégia de investidores diante do cenário de instabilidade econômica provocado pelo anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, tem potencial para pressionar o dólar, sustentar a inflação e ampliar os custos de construção, o que já repercute em toda a cadeia produtiva do setor. Com a taxa Selic fixada em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006, e a perspectiva de manutenção desse nível nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o crédito imobiliário segue caro. Ainda assim, os imóveis voltam a ganhar protagonismo como ativos de proteção diante da desvalorização cambial e da volatilidade nos mercados de renda variável. Segundo Cézar Haik, empresário, corretor e conselheiro estratégico no mercado imobiliário, em contextos de incerteza, os investidores buscam ativos reais como forma de preservar o patrimônio e manter poder de decisão no médio e longo prazo. “O momento atual é de transformação e de oportunidade. O imóvel continua sendo o ativo que mais protege em momentos de instabilidade. Por essa razão, os investidores estão se antecipando e comprando bons ativos, com foco em geração de caixa e valorização”, afirma o especialista.