Preços de carros 0km têm primeira desvalorização em seis meses
Após seis meses consecutivos de valorização, o mercado de veículos 0KM apresentou em junho sua primeira queda em 2025. É isto o que apontam os dados do Índice Webmotors, que calcula todos os meses as variações percentuais dos valores dos carros anunciados na plataforma. Segundo o levantamento, o indicador para o segmento de novos foi de -0,048% no mês de junho, o que representa uma variação de -0,125 ponto percentual com relação a maio, quando o índice para a categoria foi de +0,077%. Isto significa que o índice apresentado em junho encerra um ciclo de valorização do 0KM iniciado em dezembro de 2024. O segmento de usados apresentou seu terceiro mês consecutivo de desvalorização, com índice de -0,330% e variação de -0,033 ponto percentual com relação a maio. Com ambos os segmentos apresentando desvalorização, o mercado automotivo brasileiro (somando novos e usados) encerrou junho com índice de -0,313%, uma variação de -0,041 ponto percentual com relação a maio.
VEÍCULOS MAIS PROCURADOS NO BRASIL NO 1º SEMESTRE
O Honda Civic encerrou o primeiro semestre de 2025 como o veículo usado mais procurado do Brasil. É isso o que apontam os dados de um levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, com base no número de visitas de usuários aos anúncios da plataforma entre janeiro e junho de 2025. Na soma do total de visitas que os 10 modelos mais buscados da plataforma no período receberam, o clássico da Honda responde por 17%, seguido por Toyota Corolla (14%), Chevrolet Onix (10%), Honda HR-V (9%), Volkswagen Polo (9%), Volkswagen GOL (9%), Hyundai HB20 (8%), Honda Fit (8%), Jeep Compass (8%) e Volkswagen Jetta (8%). Do lado dos 0KM, o Hyundai Creta lidera como o mais procurado do Brasil com 12% do total de buscas na soma dos 10 modelos mais buscados no primeiro semestre. Na sequência, estão Ford Ranger (12%), Volkswagen Nivus (12%), Toyota Corolla (10%), Toyota Corolla Cross (10%), Volkswagen T-Cross (10%), Honda HR-V (9%), Volkswagen Polo (8%), Honda Civic (8%) e Jeep Compass (8%).
CAI O NÚMERO DE FINANCIAMENTOS DE VEÍCULOS NO PARANÁ
O estado do Paraná foi responsável pelo financiamento de 254,9 mil veículos, entre novos e usados, no primeiro semestre de 2025. De acordo com dados da B3, o número representa redução de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No segmento de autos leves, verificou-se diminuição de 3,9% entre os seis primeiros meses deste ano e o mesmo período de 2024. A queda na quantidade de financiamentos de motos foi de 0,8%, e de 9,2% no número de veículos pesados financiados. As vendas financiadas de veículos no Brasil totalizaram 3,4 milhões de unidades no primeiro semestre de 2025, entre novos e usados. O número, que inclui autos leves, pesados e motos em todo o país, representa uma redução de 0,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em valor absoluto, foram 24 mil unidades financiadas a menos.
CESTA BÁSICA EM CURITIBA TEM A MAIOR REDUÇÃO DE PREÇO
A capital fluminense segue liderando o ranking nacional com o maior custo da cesta básica entre as capitais pesquisadas. Em junho, porém, o preço recuou 1,75%, passando de R$ 986,70 para R$ 969,40, o menor preço médio registrado no ano. No acumulado dos últimos seis meses, a redução foi de 5,05%, indicando que o preço atual está abaixo do patamar observado em janeiro de 2025, quando a cesta custava R$ 1.020,92. Em São Paulo, o preço médio da cesta básica registrou queda pelo segundo mês consecutivo, com recuos de 1,55% em maio e 1,04% em junho. No acumulado semestral, a redução total chega a 4,58%, demonstrando uma tendência consistente de queda nos custos na capital paulista. Curitiba registrou a queda mais acentuada em junho, com recuo de 3,45%. O preço médio da cesta caiu de R$ 794,55 para R$ 767,14, a maior retração mensal entre as capitais analisadas. No acumulado do semestre, a variação foi mais modesta, com redução de 0,58%. Belo Horizonte registrou a segunda maior queda mensal, de 2,24%, reduzindo o preço da cesta de R$ 706,55 para R$ 690,74. No acumulado dos últimos seis meses, a capital mineira apresentou uma redução de 1,98%, em comparação aos R$ 704,71 registrados em janeiro de 2025.
ROTATIVO DO CARTÃO LEVA CLIENTES AO ENDIVIDAMENTO
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), mais de 70% dos brasileiros utilizam o crédito rotativo em algum momento, e quase metade dos endividados já comprometem mais de 30% da renda com dívidas no cartão. Além disso, dados do Banco Central mostram que os juros do rotativo superam 400% ao ano, uma das taxas mais altas do mundo. O educador financeiro Resende Neto alerta que o chamado “rotativo” nada mais é do que “aceitar um empréstimo automático com um dos maiores juros do mercado” ao pagar apenas o valor mínimo da fatura. “O problema é que esses juros são tão altos que, em poucas semanas, a dívida dobra de tamanho sem que o consumidor perceba”, afirma. O perigo está justamente na falsa sensação de que a dívida está sob controle. “A pessoa entra em um ciclo que corrói seu orçamento, sua paz e sua liberdade. É comum ver gente que acha que está pagando a fatura, mas na verdade está afundando cada vez mais”, completa. Para identificar se já caiu no rotativo, Resende orienta. “Se a fatura atual mostra encargos de juros, tarifas ou qualquer menção a ‘pagamento mínimo’, o rotativo está ativo. E se a próxima fatura já começa com um saldo anterior, é mais um sinal de alerta”. Na hora de sair da dívida, a estratégia mais eficiente, segundo ele, é a chamada avalanche. “O devedor deve listar todas as dívidas e começar pagando a de juros mais altos primeiro, como o rotativo do cartão. As demais são mantidas com o pagamento mínimo. Quando a dívida mais cara é quitada, o valor que era destinado a ela vai para a segunda mais cara e assim por diante”, explica.
GERAÇÃO DE EMPREGOS NO 2º SEMESTRE SERÁ MENOR
A geração de empregos no segundo semestre do ano deve desacelerar timidamente em todo o País, indica estudo de mercado realizado pela IntelliGente Consult. A partir de análise de dados, a empresa de consultoria e mentoria especializada em estratégias, programas e projetos empresariais revela que os empregos no setor de Serviços se mantêm na liderança, com 60% a 70% das vagas de trabalho, “graças ao consumo aquecido e à demanda por tecnologia e educação”. Entre os perfis profissionais em alta apontados no levantamento estão as áreas de TI (tecnologia da informação), engenharia e finanças. Nos primeiros cinco meses de 2025, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registra 1.051.244 novos empregos com carteira assinada. Nesta marca histórica, os setores de serviços, indústria e construção civil lideram a geração de vagas de trabalho. Em abril e maio, especificamente, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE indica uma taxa de desemprego de 6,1%, nível mais baixo desde 2012. “No estudo de mercado que realizamos a partir da avaliação de dados relevantes, não se espera a continuidade de uma performance tão positiva no segundo semestre”, afirma Aline Oliveira, diretora da IntelliGente Consult. Para Fernanda Toledo, CEO da IntelliGente Consult, o impacto será mais significativo em setores que demandam maior uso de crédito. “Os investimentos, nos quais se incluem contratações de mão de obra, devem ser refreados pela alta taxa de juros”, explica.
LABORATÓRIO DE BIOINSUMOS EM CAMBÉ
Referência no desenvolvimento de pesquisa e tecnologia para a agricultura sustentável, a IdeeLab Biotecnologia inaugurou o seu primeiro parque fabril, em Cambé, no norte do Paraná. Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, a fábrica projeta gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos nos próximos três anos e se tornar um marco para o desenvolvimento econômico da região, por meio do seu compromisso com o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro. Fundada em 2020 por pesquisadores da ESALQ/USP, de Piracicaba (SP), cidade onde fica o centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa, a IdeeLab, que já é líder na transferência de tecnologias biológicas para a agricultura, expande sua operação e se posiciona no mercado nacional como uma CDMO – sigla que vem do inglês Contract Development and Manufacturing Organization -, o que na prática significa que, além de desenvolver novas tecnologias por meio de suas pesquisas, também passa a fabricá-las em larga escala para entregá-las ao cliente final prontas para a distribuição no mercado. A nova fábrica, de aproximadamente 3 mil metros quadrados, vai operar sob rígidos padrões de qualidade alinhados às exigências internacionais. Ela está equipada com biorreatores de 100 a 5 mil litros e sistemas automatizados, com uma capacidade de produção de 1 milhão de litros de bioinsumos por ano.
CONTRATAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS 50+ CRESCE 17% NO PARANÁ
O Paraná tem se consolidado como um dos principais motores da geração de emprego formal no Brasil há alguns anos. Um dos destaques recentes do mercado de trabalho paranaense é o aumento significativo das contratações de pessoas com 50 anos ou mais. De acordo com o Boletim do Novo Caged, elaborado pelo Ministério do Trabalho, entre janeiro e maio de 2025 foram criadas 1.481 vagas formais para trabalhadores desta faixa etária no Estado, representando um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo era de 1.256 vagas. Em relação às novas contratações de 2025, a maioria dentro dessa faixa tem ensino médio completo. As áreas que mais empregaram trabalhadores com 50 anos ou mais foram produção de bens e serviços industriais, como indústria extrativa e da construção civil e transformação de metais. Também há registros em vendedores do comércio e professores do ensino médio. Esse aumento reforça a valorização da maturidade profissional. Cada vez mais, empresas estão reconhecendo a importância da experiência e do conhecimento acumulado por esses trabalhadores, derrubando mitos sobre dificuldades de adaptação tecnológica. O Paraná desponta como um dos estados mais engajados nesse processo de inclusão etária.
BOLSA FAMÍLIA NO PARANÁ
Os 399 municípios do Paraná começam a receber a parcela de julho do Bolsa Família a partir desta sexta-feira, dia 18. No estado, 569,6 mil famílias estão contempladas pelo programa de transferência de renda do Governo Federal neste mês, a partir de um investimento de R$ 373,9 milhões. O valor médio do benefício é de R$ 660,27. O cronograma de pagamento leva em consideração o final do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário e segue até o dia 31 de julho. A capital, Curitiba, concentra o maior número de famílias atendidas pelo programa no estado em julho. São 58,6 mil, a partir de um investimento de R$ 37,3 milhões e valor médio de benefício de R$ 640,93. Na sequência dos cinco municípios do estado com maior número de famílias contempladas neste mês aparecem Londrina (26,9 mil), Foz do Iguaçu (20,2 mil), Ponta Grossa (16,9 mil) e São José dos Pinhais (15,8 mil).