Exportações de tabaco brasileiro superam US$ 1 bi no primeiro semestre
15/07/2025 às 05:00

As exportações de tabaco brasileiro continuam em alta e o Brasil deve fechar 2025 como líder mundial em exportações pelo 32º ano consecutivo, confirmando a posição mantida desde 1993. Os dados do MDIC/ComexStat (Sistema de Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, de janeiro a junho, foram embarcadas 206.518 toneladas de tabaco, totalizando US$ 1,36 bilhão em divisas. Nesse período, os principais destinos do produto brasileiro foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes. O volume exportado no primeiro semestre foi 5,77% superior ao dos primeiros seis meses de 2024, quando o Brasil vendeu 195.261 toneladas. Em relação aos valores recebidos, as vendas externas cresceram 9,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações somaram US$ 1,24 bilhão até a metade do ano. A expectativa do setor é encerrar 2025 com números que superem US$ 3 bilhões em exportações de tabaco, uma previsão validada pela consultoria Deloitte, que projeta o aumento de 10,1% a 15% nas exportações brasileiras em relação a 2024. O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, destaca que a média histórica da última década é superior a 500 mil toneladas embarcadas e US$ 2 bilhões em divisas.
PRESENÇA DE MARCAS NOS LARES BRASILEIROS
O mercado brasileiro de bens de consumo massivo entra em um ciclo de crescimento moderado, com o consumidor adotando uma postura mais calculada na hora de comprar. É o que revela o estudo Brand Footprint Brasil 2025, realizado pela Worldpanel by Numerator, que aponta redução no número de marcas que conseguiram ampliar sua presença nos lares em comparação com anos anteriores. Em 2024, 167 marcas aumentaram seus Consumer Reach Points (CRP) – métrica que combina penetração e frequência de compra –, enquanto a média de empresas presentes nos lares subiu apenas duas marcas em relação ao ano anterior, totalizando 97. O dado confirma uma tendência: embora os consumidores estejam comprando mais por visita (+1,8% em volume por ocasião e +4,3% no gasto médio), estão sendo mais seletivos, optando por embalagens menores e mantendo a frequência de compra estável (-0,4%).
MARCAS MAIS PRESENTES 
As marcas que conseguiram ampliar seus CRPs o fizeram, principalmente, por meio da diversificação de estabelecimentos e foco em segmentos mainstream e premium. Das 50 marcas mais presentes nos lares brasileiros, 54% apresentaram crescimento, sendo que 93% delas expandiram sua atuação via oito ou mais canais. A Coca-Cola segue na liderança como a marca mais escolhida do País, com 644 milhões de pontos CRP. Completam o Top 5: Ypê (568 milhões), Perdigão (498 milhões), Seara (474 milhões) e Sadia (431 milhões), que retorna ao grupo das cinco primeiras.
EFEITOS DO TARIFAÇO DE TRUMP
O anúncio da tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, feito pelo presidente Donald Trump na última semana, tem efeitos imediatos no comércio exterior brasileiro. A medida, que passa a valer em 1º de agosto, é vista por analistas como uma ‘tarifa política’ e inverte a lógica das sanções tradicionais dos EUA. Segundo o especialista em comércio exterior Rogério Marin, CEO da Tek Trade e presidente do Sindicato das Empresas de Comércio Exterior de Santa Catarina (SINDITRADE), o prejuízo anual para as exportações do Brasil pode variar entre US$ 12 bilhões e US$ 17 bilhões (R$ 70 bilhões a R$ 100 bilhões), o que representa entre 3,6% e 5% das exportações totais do país. Esta estimativa, segundo a métrica adotada pela CNI, pode representar uma perda de 432 mil a 612 mil empregos. Em termos de PIB, Marin estima um impacto negativo entre 0,6 e 0,8% ao ano no PIB total brasileiro. “Não estamos diante de uma tarifa econômica, mas sim de uma ‘tarifa política’, já que os números da cadeia de comércio entre os dois países contradizem os argumentos apresentados pelo presidente Donald Trump de que o Brasil estaria se utilizando de ‘práticas comerciais injustas’. O impacto deve ser sentido principalmente nas exportações da indústria de transformação, que representa mais de 78,3% das vendas brasileiras aos americanos”, explica Marin. 
PRÊMIO ACP DE SUSTENTABILIDADE
A Associação Comercial do Paraná (ACP) anuncia a abertura das inscrições para o Prêmio ACP de Sustentabilidade 2025, iniciativa que reconhece as melhores práticas empresariais voltadas ao desenvolvimento sustentável no Estado. Alinhada à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), a premiação é promovida em conjunto com o Conselho de Ação para Sustentabilidade Empresarial (CASEM) da entidade. O prêmio valoriza ações que geram impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. A primeira edição, realizada em 2024, contou com 36 projetos inscritos, dos quais 15 chegaram à final e 12 foram premiados em três categorias: Promoção à Economia Circular, Combate às Mudanças Climáticas e Inclusão Social e Diversidade. As mesmas categorias foram mantidas em 2025, alinhando-se respectivamente aos princípios 12, 13, 5 e 10 das ODSs. Para o Presidente da ACP, Antônio Gilberto Deggerone, a premiação fortalece a mobilização por um futuro mais sustentável. "A sociedade já compreende a importância desse movimento, e vamos continuar incentivando e inserindo boas práticas em sustentabilidade. A natureza agradece e a ACP contribui com o desenvolvimento sustentável de nossa cidade e de nosso Estado", afirma.
HOMENAGEM NO DIA DO COMERCIANTE
A Associação Comercial do Paraná (ACP) promove nesta quarta-feira (16/07), às 12h, no Palácio Garibaldi, um evento para celebrar o Dia do Comerciante 2025, que reconhece anualmente os profissionais e empresas que mais contribuem para a expansão econômica do Estado e do país. Nesta edição, serão homenageadas a Casa Edith – na Categoria Pioneirismo e Inovação, a Elias Magazine – na Categoria Inovação e o Cooper Card – na Categoria Desenvolvimento Socioeconômico do Paraná.
PRESENTE DO DIA DOS PAIS SERÁ COMPRADO EM LOJA FÍSICA
Levantamento exclusivo da N bids, adtech especializada em dados e mídia geolocalizada omnichannel, revela que 95 milhões de brasileiros adultos (18+) têm intenção de presentear no Dia dos Pais deste ano. A data, marcada pelo apelo emocional e familiar, movimenta diferentes segmentos do varejo e se mostra uma oportunidade estratégica para marcas que desejam se conectar com seus públicos de forma assertiva. De acordo com a pesquisa, 60% dos consumidores (o equivalente a 57 milhões de pessoas) devem realizar suas compras em lojas físicas, enquanto 40% (38 milhões) optarão pelo e-commerce, seja por sites ou aplicativos. Entre os que compram online, 79% acessam sites e 63% utilizam apps — muitos consumidores, vale destacar, transitam entre ambos os canais. As categorias de presentes mais visadas são roupas (47% dos consumidores, ou 45 milhões), seguidas por perfumes e cosméticos (35%), calçados (27%), eletrônicos e informática (20%) e itens de esporte e lazer (15%). Na hora de pagar, o cartão de crédito lidera com 42% de preferência (40 milhões), seguido por PIX (38% ou 36 milhões). Os demais consumidores devem utilizar boleto ou débito.
PROJEÇÃO DE INFLAÇÃO REDUZ
As expectativas do mercado financeiro estão mais otimistas com relação à inflação do país. Pela sétima semana consecutiva, são registradas quedas nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (14), em Brasília, é esperado que o ano feche com uma inflação de 5,17%. Há uma semana esperava-se uma inflação de 5,18% para o ano. Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25%. Para os anos subsequentes, as expectativas se mantiveram estáveis, em 4,5% em 2026, e em 4% para 2027. A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
FOMENTO PARANÁ FAZ CAMPANHA PARA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
A Fomento Paraná, instituição financeira do Governo do Estado, deu início a uma nova campanha para renegociação de débitos de contratos de microcrédito com parcelas em atraso com a instituição. A nova campanha oferece descontos que podem chegar a 100% de juros e dos encargos moratórios para repactuação dos contratos, o que pode representar um desconto de até 70% do valor total da dívida. Com a renegociação e reparcelamento da dívida é possível estender os prazos de pagamento para até 60 meses. O objetivo é sensibilizar os empreendedores por meio de benefícios para liquidar contratos e eliminar restrições que atrapalham a busca por crédito no mercado financeiro. “A Fomento Paraná entende as dificuldades dos pequenos negócios e por isso procura oferecer vantagens nas condições de renegociação. Dessa forma o empreendedor pode tirar o nome do Serasa e voltar a ter crédito para investir ou fazer compras a prazo”, explica o diretor de Operações do Setor Privado, Renato Maçaneiro.
IPI ZERO PARA VEÍCULOS COMPACTOS
As montadoras brasileiras General Motors (Chevrolet), Renault, Volkswagem, Hyundai e Stellants (Fiat) enviaram ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) um pedido de credenciamento de cinco modelos de veículos de entrada para o programa Carro Sustentável, que garante isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis mais econômicos, sustentáveis e com fabricação no Brasil. Para ter direito ao IPI zero, o carro sustentável deve atender a quatro requisitos: emitir menos de 83 gramas de gás carbônico (CO₂) por quilômetro, conter mais de 80% de materiais recicláveis, ser fabricado no Brasil (etapas como soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem) e se enquadrar em uma das categorias de carro compacto (veículo de entrada das marcas). Os modelos credenciados pelas montadoras incluem diferentes versões: Chevrolet Onix, Renault Kwid, Volkswagen Polo, Hyundai HB20, Fiat Argo e Fiat Mobi.
 
 
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