Interesse por motos 0km cresce 35% no Brasil
26/06/2025 às 05:00

O interesse do brasileiro por motocicletas 0KM cresceu 35% em 2025. É isso o que aponta um levantamento do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, com base na quantidade de visitas às motocicletas anunciadas na plataforma entre janeiro e maio de 2025 com relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os modelos 0KM que mais receberam visitas nos cinco primeiros meses de 2025, destaque para a Honda CG 160 Fan na liderança, com 16% de participação entre as 10 mais visitadas. Na sequência, estão Honda CB 300F Twister (15%), Yamaha R15 (14%), Honda CG 160 Titan (12%), Honda CG 160 Start (8%), Honda Pop 110i (8%), Honda Adv (8%), Yamaha Fazer FZ25 Connected (7%), Shineray SHI 175 (7%) e Yamaha Fazer FZ25 ABS (6%). Em linha com o crescimento observado nas visitas por motocicletas 0KM entre janeiro e maio de 2025, o mercado de usadas observou um acréscimo de 14% no período. Neste caso, lidera o interesse a Yamaha MT 03 ABS, com 12% de participação entre as 10 mais visitadas, seguida por BMW G 310 GS (12%), Yamaha Fazer FZ25 ABS (11%), Yamaha XTZ 250 Lander (11%), Honda CB600F Hornet (10%), Yamaha NMAX 160 (10%), BMW S1000RR (9%), Honda CG 160 Fan (9%), Honda PCX (9%) e Honda CG 160 Titan (8%).
IMPOSTO ZERO NÃO SEGUROU PREÇO DOS ALIMENTOS
Um levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), confirmou o alerta feito pelo Sistema FAEP no início do ano: a decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre alimentos não surtiu efeito no controle da inflação. A medida, adotada sob o argumento de aliviar os preços ao consumidor, se mostrou paliativa e ineficaz. Ainda em janeiro, o Sistema FAEP se posicionou contra essa política, destacando que os preços praticados internamente são resultado dos altos custos de produção e do chamado “Custo Brasil”. “A tentativa de transferir o ônus da inflação para o setor produtivo, além de um equívoco, se mostrou ineficaz. O produtor rural nunca foi e não é o culpado pela inflação dos alimentos”, aponta o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O governo federal precisa adotar medidas realmente eficazes, que façam a diferença no dia a dia da população”, ressalta.
POUCO EMPREENDEDORISMO ENTRE OS JOVENS
De acordo com o relatório do Sebrae “Empreendedorismo Jovem Sob a ótica da PNAD Contínua”, publicado em março deste ano, apenas 12,6% da população jovem brasileira (grupo entre 18 e 29 anos) possui um negócio próprio. Apesar de representarem mais de 21% da população economicamente ativa, os jovens respondem por apenas 16% do total de empreendedores no país. Para Alan Oliveira, mentor de startups e especialista em estratégias para inovação e desenvolvimento de jovens líderes, apesar de divulgados em tom de celebração pelo crescimento nos últimos dez anos, os números evidenciam o que ele já observa na prática: “o empreendedorismo ainda não é apresentado como opção real de carreira nas escolas e universidades. Quando o jovem tenta empreender, muitas vezes o faz sem estrutura, sem orientação e sem acesso a uma rede de apoio, o que reduz drasticamente as chances de sucesso.”
FALTA DE FORMAÇÃO
A busca pelo caminho do empreendedorismo sem formação adequada leva à dificuldade de manter e escalar um negócio. Este é um dos motivos que, no Brasil, o número de empresas que nascem e morrem nos primeiros anos, que passa de 60%, é maior do que de outros países onde a preparação para o possível empreendedorismo e educação financeira começa cedo. No entanto, o novo negócio não dar certo não é o único efeito negativo para o qual apontam os dados. O relatório também indica que mais de 70% dos jovens empreendedores atuam por conta própria e na informalidade, sendo que apenas 27,2% possuem CNPJ registrado. Outro dado preocupante: 70,3% desses jovens não contribuem para a Previdência Social, o que demonstra não só a fragilidade econômica desses negócios, mas também a ausência de políticas públicas eficazes para esse público.
TRANSPORTE RODOVIÁRIO SOFRE COM ALTA DE CUSTOS
O transporte rodoviário de cargas, responsável por mais de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, está sendo diretamente impactado pela combinação de inflação persistente e custos operacionais em alta. A elevação recente nos preços dos combustíveis e serviços logísticos reacendeu a preocupação com o repasse desses custos ao consumidor final e trouxe à tona os desafios estruturais de um setor essencial para a economia nacional. Dados do IBGE mostram que o grupo "Transportes" foi o segundo com maior impacto no IPCA de 2023, com alta acumulada de 7,14%. A gasolina, item de maior peso individual no índice, subiu 12,09%, enquanto o etanol avançou 17,58%. O óleo diesel, combustível central para o transporte de carga, apesar de ter caído 3,18% no IPCA, ainda custa, em média, R$ 5,94 o litro nas bombas, segundo levantamento da ANP de maio de 2025 — uma redução tímida frente à deflação registrada pela Petrobras nas refinarias (-34,9% desde janeiro de 2023), que não chegou aos postos com a mesma força. Além dos combustíveis, outros custos também pressionam o setor. As tarifas de pedágio sofreram reajustes de 4,1% neste ano, segundo a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias). Em rodovias como a Régis Bittencourt e a Fernão Dias, que ligam os principais eixos logísticos do Sudeste ao Sul e Centro-Oeste, os valores superam R$ 100 em viagens de ida e volta para veículos comerciais. “Estamos lidando com um efeito cascata. O combustível sobe, o pedágio encarece, o custo da manutenção aumenta com a alta de peças — e tudo isso pressiona o valor do frete. Mas não há espaço proporcional para repasse, principalmente em contratos fixos ou no transporte fracionado. Isso reduz a margem e impõe ajustes severos nas operações”, afirma Célio Martins, gerente de novos negócios da Transvias, maior plataforma de conexão entre transportadoras e embarcadores do país.
SETOR IMOBILIÁRIO TEM QUEDA EM FUSÕES E AQUISIÇÕES
 O setor imobiliário brasileiro indicou um decréscimo de 42,86% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e foi um dos responsáveis pela quebra nas operações de fusões e aquisições de acordo com uma pesquisa realizada pela KPMG. No total, entre janeiro e março, registraram-se 8 transações, enquanto em 2024 as operações já constavam somavam 14 neste mesmo período. Para este ano, o setor indicou transações em 7 operações domésticas e 1 operação CB5, que consiste em empresas de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior. Apesar do cenário negativo, especialistas mantêm alguma esperança numa recuperação mais à frente. "O recuo nas transações do setor imobiliário reflete um momento de maior cautela por parte dos investidores, resultado de um ambiente econômico desafiador e da instabilidade nos mercados. No entanto, acreditamos que, com a retomada da confiança e possíveis ajustes nas taxas de juros, há margem de melhora", avalia o sócio da KPMG, Juan Diaz.
SAFRA HISTÓRICA DE MILHO
As impressões iniciais que indicavam uma safra inédita de milho no Brasil foram confirmadas em campo pelas equipes do Rally da Safra na etapa de avaliação da segunda safra. Com base nos resultados da expedição, a Agroconsult, organizadora do Rally, estima uma produção de 123,3 milhões de toneladas (mmt) de milho segunda safra - aumento de 10,4 mmt sobre a estimativa anterior (de 21 de maio) e de 20,2 mmt sobre a safra 23/24. A produtividade média nacional atingiu o patamar recorde de 113,8 sacas por hectare - a maior já alcançada no país. Na largada da etapa do milho, a estimativa era de 105 sacas por hectare, mas um conjunto de fatores contribuiu para o ajuste positivo. O clima foi fundamental para o resultado. Apesar do atraso no início do plantio, as chuvas de abril, maio e até mesmo de junho garantiram que não faltasse umidade no campo para o enchimento dos grãos.
NÚMERO DE MOTORISTAS DE APLICATIVOS AUMENTA 35% EM DOIS ANOS
O número de motoristas que trabalham por meio de aplicativos para transporte de passageiros cresceu 35% no período de 2022 a 2024 no Brasil, enquanto o aumento dos entregadores foi de 18%. O crescimento dos rendimentos, a flexibilidade da jornada e a competitividade da remuneração em relação a outras ocupações são fatores que tornam a atividade uma alternativa atrativa para muitos profissionais, segundo o estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que acaba de realizar a pesquisa “Mobilidade urbana e logística de entregas: Painel de acompanhamento dos motoristas e entregadores parceiros (2ª onda)”. Os dados apurados demonstram que a renda líquida média dos motoristas por apps em 2024 variam entre R$ 3.083 a R$ 4.400 por mês para quem dirige 40 horas semanais. Isto representa ganhos de R$ 19 a R$27 por hora, já descontadas estimativas de custos e incluindo variação no tempo de espera por corridas. No caso dos entregadores, a renda líquida mensal para jornada similar ficou entre R$ 2.669 e R$ 3.581, o que corresponde de R$17 a R$22 líquidos por hora. Os valores ficam acima ao salário-mínimo no período de realização da pesquisa (R$ 1.412 por mês ou R$ 6,42 por hora) e também são superiores à renda média observada pelo IBGE para trabalhadores do setor de serviços com ensino médio completo (R$2.392), nível de escolaridade mais prevalente em ambas as categorias. 
PARANÁ LIDERA VOLUME INDUSTRIAL NO SUL
O Paraná liderou o ranking de Valor de Transformação Industrial (VTI) no Sul do Brasil em 2023, segundo a mais recente Pesquisa Industrial Anual do IBGE, divulgada nesta quarta-feira (25). As indústrias instaladas no Estado responderam por 36,9% da participação de toda a região, à frente do Rio Grande do Sul (34,2%) e de Santa Catarina (28,9%), o que também coloca o Paraná com o 3º maior VTI do Brasil na indústria de transformação e o 4º maior empregador do setor. O VTI representa quanto de riqueza é gerado pelas indústrias a partir da matéria-prima utilizada – ou seja, é a diferença entre o Valor Bruto da Produção Industrial (VBPI) e o Custo das Operações Industriais (COI). Trata-se de um dos principais indicadores usados para mensurar o impacto da atividade industrial na economia. O IBGE considera, para fins estatísticos, apenas empresas com cinco ou mais empregados. Em 2023, o Paraná respondeu por 6,89% do VTI nacional, que foi de R$ 2,3 trilhões, marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento da participação estadual. Em 2022, a fatia paranaense era de 6,8%, e em 2021, de 6,53%.
 
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