Inflação desacelera em janeiro em Curitiba
19/02/2025 às 05:00

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, registrou inflação de 0,16% no Brasil em janeiro, mas em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) houve deflação de 0,09% no período. O economista e assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, esclarece que a recente depreciação cambial na economia brasileira vem contribuindo para a aceleração inflacionária no Brasil e em Curitiba e Região Metropolitana, influenciando principalmente a dinâmica dos preços de alimentos. Em 12 meses, o IPCA geral acumulou inflação de 4,56% na economia brasileira, mantendo-se acima da meta de inflação, que era de 4,50%. “Observaremos, portanto, uma inflação oficial acima do limite de 4,50% em 2025”, comenta Dezordi. “Com os reajustes dos preços dos combustíveis, preços administrados e educação, a inflação de fevereiro será elevada em cerca de 1% no mês”, projeta. Em Curitiba e RMC, a inflação acumulada em 12 meses foi de 3,94%, resultado abaixo da meta nacional.

MAIORES ALTAS E MAIORES QUEDAS

Entre os itens que mais tiveram aumento de preço na capital paranaense e região metropolitana no primeiro mês de 2025, destacam-se o pepino (+38,30%), passagens aéreas (+18,70%), cenoura (+17,20%), café moído (+9,80%), repolho (+9,00%), filé mignon (+4,90%) e costela e capa de filé (+4,40%). Segundo Dezordi, a alta nos preços das carnes já havia sido prevista em relatórios anteriores, devido aos impactos das queimadas sobre os pastos e à valorização do dólar. Por outro lado, os produtos que registraram as maiores quedas foram a batata-inglesa (-16,50%) e energia elétrica residencial (-16,40%). O economista destaca que a queda registrada no preço da energia elétrica residencial é decorrente da incorporação do bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de janeiro. “Essa queda é pontual e não vai se repetir nos próximos meses, mas trouxe um alívio na fatura de energia de janeiro, mês em que os consumidores possuem muitos compromissos financeiros a cumprir, como IPVA, IPTU, material escolar e despesas feitas nas férias e fim de ano”, observa. Outros itens que apresentaram redução nos preços em janeiro foram cebola (-11,70%), banana-d’água (-7,70%), ônibus urbano (-5,50%) e tomate (-4,60%). Dezordi ressalta que a redução nos preços de tubérculos, raízes e legumes foi favorecida por melhores condições climáticas no início do ano.

CALOR FAZ DISPARAR A VENDA DE VENTILADORES

A semana começa com a terceira onda de calor no país, com São Paulo podendo chegar a 38ºC em algumas regiões, segundo a Defesa Civil. Para amenizar o calor nos ambientes internos, o uso de ventiladores tem se mostrado uma solução eficaz e acessível. Segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), no primeiro semestre de 2024, as vendas de ventiladores de mesa aumentaram 123% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais de sete milhões de unidades vendidas.
Na lojasmel, o crescimento nas vendas chega a aproximadamente 15% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado. Os ventiladores auxiliam na circulação do ar, proporcionando uma sensação de frescor, contribuindo para a redução da sensação térmica nos ambientes. Modelos de teto, por exemplo, são recomendados para melhorar a circulação do ar e promover uma sensação de frescor sem gastar muita energia, explica Rose Chaves, arquiteta e especialista em design de interiores. No entanto, para garantir o melhor desempenho, a instalação correta é essencial. Segundo a especialista, um dos erros mais comuns é a escolha inadequada do tamanho do ventilador em relação ao ambiente, o que pode comprometer sua eficácia. “Em espaços maiores, ventiladores com hélices de 40 centímetros são mais indicados, pois oferecem uma maior vazão de ar e melhoram a circulação, criando um clima mais agradável. Já para ambientes pequenos, um modelo de 30 centímetros pode ser mais eficiente, evitando o excesso de ventilação e otimizando o espaço”, explica Rose Chaves.

VENDAS NO VAREJO DEVEM CAIR NOS PRÓXIMOS DOIS MESES

As projeções de vendas do varejo IBEVAR – FIA Business School são de queda do volume comercializado tanto no conceito restrito, no qual se exclui veículos e material de construção, como no ampliado, onde esses segmentos estão considerados. A previsão é de recuo de 2,86% do varejo restrito e um pouco maior do ampliado, isto é, 3,26%. Essa queda é mais preocupante por ser de forma disseminada considerando os segmentos classificados pelo FIBGE. De fato, apenas os segmentos de Alimentos (1,1%) e Supermercados (1,18%) mostram tendência positiva. Para todos os demais estima-se retrocesso, para alguns, quedas muito acima da tendência histórica: Livros e Revistas (-56,88%), Artigos de Uso Pessoal (-15,69%), Móveis e Eletrodomésticos (-13,85%), Material de Construção (-4,87%), Tecidos e Vestuário (-4,67%), Veículos e Peças (-3,92%), Material de Escritório (- 3,89%), Combustíveis e Lubrificantes (-1,4%), Artigos Médicos e Farmacêuticos (-0,43%). Segundo Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School, “Esses resultados estão muito associados ao recrudescimento das pressões inflacionárias. Tal situação pode ser explicada pelas seguintes razões: fatores climáticos, gastos públicos, preço do petróleo e aquecimento da demanda (emprego e salário-mínimo)”, diz. 

INDICADOR DE PREÇO PARA O FEIJÃO

Produtores de feijão do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador diário do feijão, que disponibiliza a média de preços nos mercados destes Estados. A iniciativa coordenada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema FAEP, busca mais transparência e suporte à tomada de decisões no setor. Os valores são publicados diariamente no site do Cepea. O indicador abrange os preços da saca de 60 quilos dos feijões preto e carioca, levando em conta o tipo de produção de cada Estado. No Paraná, o foco será o feijão preto, já que o Estado é responsável por 70% da produção nacional. "Com as informações regionalizadas, o produtor pode planejar sua safra e seu negócio com mais clareza, entendendo os preços praticados em sua região. Isso facilita decisões sobre a venda, exportação e armazenagem do produto com mais confiança", aponta Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

INDÚSTRIAS DE CALÇADOS AUMENTAM PRODUÇÃO EM 2024

O crescimento da demanda doméstica por calçados impulsionou a produção da indústria do setor em 2024. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos índices do IBGE, apontam que, no ano passado, a produção cresceu 3,5% no comparativo com 2023. No total, foram produzidos 896,8 milhões de pares de calçados, dos quais 97,4 milhões destinados à exportação.
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, explica que o crescimento na produção poderia ter sido ainda maior, caso não fosse a "invasão" de calçados importados, especialmente da Ásia. No ano passado, as importações cresceram 26% em relação a 2023. Cerca de 90% das importações são de calçados produzidos na Ásia, com destaque para Vietnã, China e Indonésia. "Hoje, mais de 85% da nossa produção é absorvida pelo mercado interno, que estava aquecido ao longo de 2024, com um crescimento no consumo aparente de 7,7%. No entanto, boa parte desse bom momento doméstico foi abocanhado pelos importados", comenta Ferreira.

QUASE RECORDE
Os 896,8 milhões de pares quase bateram o volume registrado na pré-pandemia de Covid, em 2019. Naquele ano, foram produzidos 898,8 milhões de pares, 0,2% mais do que em 2024. Para 2025, mesmo diante de um cenário ainda nebuloso, especialmente no mercado externo, possivelmente o setor recupere as perdas ocasionados pela crise internacional da pandemia. "Em 2025, temos um ano desafiador, mas estamos otimistas. Em maio, com a BFSHOW, maior feira de calçados da América Latina, em São Paulo, teremos o termômetro mais exato do comportamento do mercado", projeta Ferreira.

LEÃO LANÇA CHIMARRÃO E TERERÊ PARA TODO O BRASIL

A Leão é líder absoluta no mercado de chás e bebidas para infusão no Brasil, com um share de 55% do mercado. Seu blend único da erva-mate tostada é tido como referência na categoria e agora, como forma de valorizar uma bebida tradicional e de grande relevância cultural para o Sul do país, a Leão apresenta a linha Mate Verde. A novidade conta com dois produtos – Chimarrão e Tereré – feitos com uma erva-mate cuidadosamente selecionada, garantindo o sabor e aroma típicos das bebidas. "Ao entrar no segmento de Chimarrão e Tereré, ampliamos ainda mais a nossa presença no setor de erva-mate dentro de um movimento estratégico para a expansão da marca, já que a categoria de mate verde tem grande representatividade no volume do mercado brasileiro", avalia Marcelo Correa, CEO da Leão. O Chimarrão, tradicionalmente consumido quente, está disponível em embalagem de um quilo, enquanto o Tereré da marca chega em embalagem de 500 gramas e três sabores: natural, abacaxi e menta com limão para consumo em água gelada. Ambos os produtos contam com a qualidade de ervas selecionadas, pensados para agradar os paladares mais exigentes e trazer toda a autenticidade da cultura brasileira para os consumidores de todo o país.

EVITANDO OS JUROS DO CARTÃO DE CRÉDITO

As dívidas de cartão de crédito são uma realidade para muitos brasileiros. Segundo a pesquisa Panorama Crédito no Brasil (Creditas, 2024), sete em cada dez brasileiros já se endividaram, sendo o cartão de crédito um dos principais motivos. Além disso, dados do Banco Central (2024) revelam que os juros do crédito rotativo chegaram a 438,4% ao ano, transformando pequenas dívidas em grandes pesadelos financeiros. Neste contexto, o diretor do Grupo KSL, Edemilson Koji Motoda, compartilha orientações para ajudar consumidores a sair dessa armadilha. “A taxa de juros do crédito rotativo é uma das mais altas do mercado, o que exige do consumidor planejamento e disciplina. Não é apenas uma questão financeira, mas também de comportamento”, alerta Motoda. Quando um consumidor paga menos que o valor total da fatura do cartão de crédito, ele automaticamente contrai um empréstimo — o chamado crédito rotativo. Após 30 dias, se a dívida não for quitada, ela é parcelada com juros que chegam a 185,8% ao ano, conforme o Banco Central. “A conscientização é o primeiro passo para sair dessa situação. É fundamental reconhecer o problema e buscar alternativas para quitá-lo o mais rápido possível. Quanto mais tempo a dívida durar, maior será o impacto financeiro e emocional”, explica Motoda.

 

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