Fonte: https://srevarginha.educacao.mg.gov.br/images/DIRE/2020/PPP.png

Se você é pai, mãe ou responsável por alguém em idade escolar já deveria ao menos ter ouvido falar em Projeto Político-Pedagógico na escola. Se não ouviu, sugiro solicitar na escola e verificar para que direção está sendo direcionada a educação do seu filho.  Acreditem, o PPP  é, ou deveria ser,  o parâmetro da escola, o norte, ou a bússola por onde todos, digo todos mesmo, deveriam estar se focando. Ou seja, os professores, a direção, o administrativo, os pais e responsáveis e, até mesmo, a comunidade externa onde está inserida essa escola e que poderia auxiliar em muitas questões.

Na verdade, ele é obrigatório e foi criado pela lei nacional de educação, em 1996, nascendo para trazer autonomia às instituições escolares para que essas esclareçam para a comunidade externa e interna, suas intenções e pretensões. Nesse documento deve estar claro para que cenários a escola prepara os estudantes que adentram seu espaço, como essa escola compreende o ser humano para quem dirige o seu sentido de ser, educar, que competências deseja desenvolver, ou oportunizar o desenvolvimento, respondendo a uma pergunta simples, mas fundamental: “O que nossas crianças/adolescentes precisam para bem viver?”.

Respondida a questão acima, é preciso pensar em como fazer o que se diz que deseja fazer e o PPP auxilia exatamente nessa questão. A resposta teórica pode parecer muito simples e muitos autores, nem sempre da área da educação, têm respondido de forma esplêndida essa inquietação. No entanto, vemos em nosso dia-a-dia, que os profissionais da educação nem tem um PPP que possa ajudar e nem sabem, e nem conseguem, colocar esses conhecimentos na prática da sala de aula. Por causa disso ainda estamos em pleno século XXI, com uma educação bancária, do século XIX. Falta norte e faltam desejo e práticas de mudança.

Para além desse descompasso, o Projeto Político Pedagógico também não consegue dizer a que veio, nem seu uso, nem qualquer tipo de caminho que ajude  a alguma meta razoável de mudança dessa realidade educacional. Esse documento e sua importância poderíamos definir e relacionar com o que existe em muitas organizações, chamado de Planejamento Estratégico. É por esse planejamento que as organizações, olhando para os cenários atuais e futuros projetam o que desejam fazer, como farão, quem fará e quando fará e acabam por se transformar, a partir do plano mestre, em grandes empresas com potencial de transformação alto. Quem não consegue fazer essa projeção e determinar suas metas corre sérios riscos de ficar no meio do caminho, coisa que, na educação, sabemos bem o resultado, e sempre é desastroso.

Caso o que conversamos hoje seja algo totalmente desconhecido para você sugiro que busque informações na escola de seu filho(a) e verifique se as pretensões dessa escola são validadas com as suas, se o que dizem que querem fazer, está sendo realmente feito da direção à sala de aula.

Profª Ma. Maristela Barcelos Castro
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Prof. Dr. Adelar Hengemühle
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