Viva EMBPA, Belas não pode morrer!

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Os responsáveis pela reconstrução da querida “Belas”, a Escola de Música e Belas Artes do Paraná-EMBAP (Rua Emiliano Perneta, 179, dentro de Curitiba), recebem, nesta quarta  13 de outubro, o abaixo-assinado do VIVAEMBAPVIVA, movimento em resposta ao descaso, por mais de 10 anos, que resultaram na sua interdição com risco de desabamento.

O abaixo-assinado surgiu no dia 1o de dezembro de 2020, ao meio da pandemia. Mesmo assim a participação da comunidade foi imediata, contabilizando quase sete mil assinaturas.

Também foi criada a Caixa da Embap, contendo um relatório das atividades até o momento, a proposta para a abertura de um novo espaço de arte para a comunidade a “Casa das Artes-EMBAP” e as assinaturas que endossam o movimento.

Programação:

– Dia 13/10, às 17 horas com Darci Piana, vice-governador em exercício, no Palácio Iguaçu;

– Dia 19/10, às 11 horas com Rafael Greca, prefeito de Curitiba.

Estarão presentes para a entrega dos documentos Vera Moura, artista plástica, ex-aluna da Embap e organizadora do movimento; Estela Sandrini, artista plástica, ex-professora da Embap, ex-diretora do MON e representante do movimento e Maria José Justino, doutora em estética, crítica de arte, ex-diretora da Embap e colaboradora do movimento, que juntas tem conduzido o VIVAEMBAPVIVA.

O grupo será acompanhado pelo senador  Flavio Arns, pela reitora da Unespar, Salete Cirino, e pelo diretor da EMBAP,  Marco Aurélio Koentopp.

A casa

Arquitetura eclética datada de 1930, a casa é de alvenaria com dois pisos, telhado em quatro águas e adornada na fachada. Unidade de Interesse de Preservação de propriedade do Estado, foi sede da Escola de Música e Belas Artes a partir de 1951, três anos após sua fundação. Para sua finalidade, passou a receber anexos, totalizando 730m2. Em 2009, os alunos foram transferidos para outros três imóveis e a casa histórica desde então está para ser reformada. Em 2010, o escritório Meta Arquitetura projetou o restauro e acrescentou uma torre. Mas o projeto licitado não saiu da prancha e as paredes da escola viraram compreensível mural de protesto.