Vereadora quer saber porque obras da Linha Verde demoram tanto

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A interminável obra da Linha Verde foi motivo de questionamento à prefeitura de Curitiba. Custos aumentados também estrão na pauta

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) irá encaminhar ao Poder Executivo, nos próximos dias, indicação aprovada pelos vereadores que sugerem a celeridade na conclusão das obras da Linha Verde Norte. Protocolada por Indiara Barbosa (Novo), a proposição foi debatida na segunda parte da ordem do dia.

A indicação de ato administrativo ou de gestão que pede que a Prefeitura de Curitiba verifique, de forma mais “criteriosa”, a capacidade da empresa contratada para conclusão da Linha Verde Norte, também orienta ao Executivo que invista “maiores esforços para o andamento mais acelerado da obra para que não ocorram mais atrasos além dos já ocorridos até o momento”. Como argumento, Indiara Barbosa lembra que as obras da Linha Verde já “duram mais de uma década e atrapalham muito o trânsito” da cidade.

Na justificativa da proposição, a vereadora citou dados levantados no Portal da Transparência referentes ao contrato do trecho que está em obras e seus aditivos, e informou que também apresentou pedido de informações ao Executivo, solicitando documentos que não são encontrados no Portal da Transparência. “Com base nos contratos e aditivos realizados, verificamos que a obra não avançou. O contrato do último trecho já foi reajustado, passando de R$ 70 milhões para R$ 82 milhões. O valor total da obra já quase dobrou: o projeto inicial era em torno de R$ 480 milhões e está em quase R$ 1 bilhão”, reclamou.

Ainda segundo Indiara Barbosa, uma das duas empresas que integram o Consórcio Estação Solar, a construtora Triunfo, “está em recuperação judicial, solicitada em junho de 2019 e concedida em 2020”. “O ritmo está lento e o custo de lentidão [para os cofres públicos, para motoristas que precisam utilizar a Linha Verde, para comerciantes e moradores do entorno] é gigantesco. “Obra da Linha Verde está em andamento há anos e precisa o mais brevemente ser concluída”, complementou Amália Tortato (Novo), em apoio à indicação da colega de bancada.

 

Bancada do PT cobra os motivos de não realização de Conferência de Educação

A bancada do PT encaminhou a cobrança dos motivos da não realização da Conferência Municipal de Educação ao prefeito

 

A bancada do PT na Câmara Municipal questiona o prefeito Rafael Greca pela ausência de realização da Conferência Municipal de Educação, jamais realizada pela atual gestão. “Há algum tempo o tempo o prefeito [Rafael Greca] não cumpre a legislação municipal, que determina a realização das conferências municipais de Educação”, alertou Professora Josete (PT), ao defender a indicação da bancada do seu partido – ainda formada por Carol Dartora e Renato Freitas – para que a Prefeitura de Curitiba volte a promover a Conferência Municipal de Educação, que na sua opinião é o espaço ideal para que a população possa avaliar as políticas públicas aplicadas na área.

Segundo a vereadora professora Josete, a última conferência foi realizada em 2015, ainda na gestão do ex-prefeito Gustavo Fruet. A não realização do evento configura, de acordo com sua análise, o descumprimento de duas leis municipais: a lei 14.681/2015, que instituiu o Plano Municipal de Educação (PME) de Curitiba; e a lei 12.090/2016, que regulamenta o SISMEN – Sistema Municipal de Ensino. A primeira norma estabelece que a conferência seja realizada a cada 3 anos; já a segunda, fixa a promoção do fórum de deliberação dos princípios norteadores das ações educacionais a cada 2 anos.

 

Projeto para funcionamentos de bares e casas noturnas para sanção do prefeito

Os bares e casas noturnas não podem funcionar e têm sido fechados pela fiscalização da prefeitura e da Polícia Militar

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) ratificou, na sessão plenária desta terça-feira (15), proposta de lei de diversos vereadores para auxiliar os setores de bares, casas noturnas, eventos, casas de festas, serviços de catering, de bufê e similares. A ideia é que os estabelecimentos sejam autorizados a funcionar como restaurantes e lanchonetes, de forma desburocratizada, durante a pandemia da Covid-19. Aprovado em segundo turno unânime, com 35 votos favoráveis, o projeto segue para sanção ou veto do prefeito Rafael Greca.

A redação original, de iniciativa dos vereadores Alexandre Leprevost (Solidariedade) e Tico Kuzma (Pros), dispunha sobre o funcionamento de bares e casas noturnas como restaurantes e lanchonetes, na pandemia. Protocolada em fevereiro passado, a matéria já havia encerrado o trâmite nas comissões e estava apta para ser incluída na ordem do dia.

 

 

Câmara debate ritmo da vacinação em Curitiba

Vereadores querem que prefeitura vacine professores de ensino técnico e profissionalizante

O enfrentamento da pandemia na capital do Paraná continuou sendo a tônica dos debates entre os vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Foi aprovada, em votação simbólica, uma moção de apoio à vacinação imediata dos trabalhadores do Ensino Médio técnico e profissionalizante. Segundo relato mediado pela Professora Josete (PT), autora da moção, esses profissionais dirigiram-se aos postos de imunização, “mas não conseguiram se vacinar”, apesar de isto acontecer normalmente na região metropolitana. Josete reclamou da “incongruência nas informações” e pediu a inclusão desses profissionais na lista de prioridades.

 

Professor Euler sugere cancelamento de multas em ruas com velocidade reduzida

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, em votação simbólica, a sugestão de ato administrativo ou de gestão para que a prefeitura cancele as multas de trânsito aplicadas em vias que tiveram as velocidades máximas reduzidas de 60 km/h para 50 km/h. O objetivo, segundo o autor da proposição, Professor Euler (PSD), não é “proteger os infratores de trânsito” e sim promover a educação no trânsito e dar mais tempo para adaptação às mudanças.

Ao defender a indicação, o vereador explicou que a mudança em várias vias onde pessoas “transitam já há 10, 15 anos” foi repentina, e que “sem campanha de conscientização, sem dar chance às pessoas de se adaptarem a essa nova realidade causa o problema que estamos vendo hoje, que é super autuação de pessoas que estão acostumadas com esses trajetos”, disse o vereador.