Foto: José Fernando Ogura/AEN

Por Alexandre Schlegel

Início este artigo com as palavras do Embaixador da Rede Governança Brasil o excelentíssimo Senhor Ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nades. “Desejo que os municípios possam dar este grande passo e que sirvam de exemplo para outros países por meio do uso das boas práticas de governança para transformar a administração pública municipal. Da Governança à esperança, todos unidos para transformar o Brasil. Abraço fraterno a todos(as) os(as) prefeitos(as).” https://www.rgb.org.br/cartilha-rgb-1

Nossa sociedade metropolitana tem demandado dos gestores públicos, eficácia e eficiência dos equipamentos públicos no trato para com a população, como na saúde, na educação, na implementação do saneamento básico, no transporte, na segurança, ou seja, que cumpram com o seu papel com um bom custo e benefício, para os mais de 3,5 milhões de habitantes. Se teve algo de positivo nesta pandemia foi a quantidade de recursos disponibilizados para os municípios da Região Metropolitana de Curitiba – RMC, bem como para o Estado do Paraná, porém comprovaram a ineficiência de uma gestão estratégica voltada para a aplicabilidade no território com mais de 116 mil km², localizado entre os estados ao norte com São Paulo e ao Sul com Santa Catarina.

Eximindo os prefeitos, foi comprovado que o sistema existente permeia a soberba do totalitarismo, empregando nas veias circulatórias do processo de gestão pública. Fica a dica do quanto podemos aprender sobre a fatalidade em que foi imersa toda a nossa sociedade.

Faltaram estudos logísticos de melhor distribuição, análise de riscos, dados que municiariam os componentes dos controles internos e o detalhamento do processo de gestão de riscos. Não houve um método de priorização de processos com uma metodologia de gestão territorial. O que chama a atenção é que a boa governança se mostra essencial para otimizar o desenvolvimento socioeconômico, político e cultural da região metropolitana bem como a estadual e da nacional. No Tribunal de Contas da União temos um embrião governamental um indutor do conceito para os serviços públicos brasileiros.

Quais os principais mecanismos apreendidos sobre a possível governança pública? Fazem parte do escopo desta possível governança pública os aspectos de liderança, estratégia e controle. A comprovação empírica destas sugestões deve ser o caminho natural de continuidade deste presente artigo, inclusive para a compreensão aprofundada do fenômeno com a busca de auxílio  com metodologias quantitativas e qualitativas.

Percebe-se que, desde a crise econômica e financeira 1998/2008, tem se instaurado no mundo e, em especial nos países em desenvolvimento, como por exemplo, o no nosso pais e por consequência nos estados e nas regiões, uma crise de confiança no papel do Estado.  (Salto, F.; Almeida, M. Finanças públicas: da contabilidade criativa ao resgate da credibilidade. Rio de Janeiro: Record, 2016).

As crises se tornaram molas propulsoras para se repensar a administração pública, uma vez que estimulam a busca de soluções em prol da, transparência, eficiência e governança (Bresser-Pereira, L. C.; Spink, P. Reforma do Estado e administração pública gerencial. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1998.), em especial pelo fato de o Estado possuir a finalidade de promover o bem comum e não o de ser um fim em si mesmo.

Acompanhe as próximas publicações através do nosso link https://youup.me/alexandreschlegel.com, faça o seu cadastro e receba semanalmente os nossos texto que abordam temas como economia, política, educação na região metropolitana de Curitiba e no Brasil.