A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que o crescimento das vendas industriais em julho foi impulsionado por Alimentos e bebidas, Máquinas e Metalurgia básica.

Marcio Ferreira
da redação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que o crescimento das vendas industriais em julho foi impulsionado por três segmentos: alimentos e bebidas, máquinas e metalurgia básica. Naquele mês, a indústria mostrou crescimento de 1,2% nas vendas na comparação com junho.

O levantamento da CNI mostra que os três setores com maior aquecimento respondem por 92% da expansão das vendas industriais de 2007. De janeiro a julho deste ano, a alta foi de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em relação ao mês de julho de 2006, o resultado positivo foi de 6,5%. “Esses setores estão sendo apoiados tanto pelo consumo doméstico como pelas exportações”, afirma o economista da CNI Paulo Mol.

A demanda está sendo puxada pela indústria sucroalcooleira (de cana-de-açúcar) e de carnes no setor de alimentos e bebidas. Em relação às máquinas, Paulo Mol destaca os investimentos dos empresários para expandir o parque industrial e a recuperação da agricultura, que está impulsionando a compra de equipamentos pelos produtores.

Com os ajustes sazonais, as horas trabalhadas e o pessoal empregado na indústria também registraram crescimento em julho. O total de horas trabalhadas subiu 0,8% em relação a junho e 4,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O emprego industrial aumentou 0,3% ante junho e 3,7% em relação a julho de 2006, apesar de cair em atividades como vestuário, têxteis e madeira. Esses setores são afetados pelo dólar abaixo de R$ 2, que desestimula as exportações e acirra a concorrência com os produtos importados.