Todo esforço para ampliar a oferta de crédito

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O crédito é fundamental para o crescimento econômico. O acesso a esses recursos para investimentos produtivos ainda é limitado no país, mas vem avançando. No Paraná uma nova iniciativa no âmbito das garantias deve facilitar a vida de milhares de empreendedores

Durante muito tempo, no Brasil os juros foram o principal limitador da oferta de crédito ao setor privado para investimentos produtivos, especialmente para pequenos negócios. Com juros altos, aplicações financeiras são mais rentáveis que a taxa de retorno dos investimentos para produção, diante do risco de cada negócio.

Os juros eram altos por vários fatores, desde a necessidade do governo de atrair capitais interessados na rentabilidade dos títulos públicos, para custeio do Estado, ou das exigências dos bancos, temerosos da inadimplência e famintos por retornos polpudos.

Nas últimas duas décadas, a partir da estabilização da moeda, alcançada com o Plano Real (1994), por meio de alterações na legislação, inovações financeiras introduzidas nos contratos e, mais recentemente, com a redução da Selic (taxa básica da economia), levaram a um aumento paulatino da oferta de crédito, ainda que permeada por intervalos durante crises econômicas. Em fevereiro de 2021, segundo o Banco Central, o crédito ampliado ao setor não           financeiro totalizou

R$12,3 trilhões (164% do PIB), crescimento de 17,8% em doze meses.

A Covid-19 introduziu novas dificuldades no crédito, a partir da limitação e redução da atividade econômica, e forçou o governo federal a atacar em novas frentes ofertando tanto crédito como garantias, ou avais, um dos principais entraves para a tomada de crédito.

Aqui vou me deter a ações do Governo do Paraná, que desde março de 2020 direcionou as ações e praticamente todos os recursos do BRDE e da Fomento Paraná, inclusive recursos repassados por instituições federais ou captados internacionalmente, para ampliar e facilitar o acesso ao crédito como forma de manter a atividade econômica.

A novidade recente no âmbito dos pequenos negócios é a parceria entre Sebrae e Fomento Paraná, que vai alavancar quase R$50 milhões em operações de microcrédito por meio do FAMPE, um fundo de aval mantido pelo Sebrae para ser usado como opção de garantia nos empréstimos e financiamentos.

Parece pouco, mas cada real em crédito a mais colocado na economia circula até 7 vezes. Isso representa quase R$350 milhões que serão transacionados por negócios que empregam e garantem a renda de milhares de pessoas. O Paraná segue avançando.