Uma situação particular na educação tem trazido dor e desânimo: a falta de mudança na essência.  Sim, eu concordo que houve avanços significativos, mas na essência, mudamos? Saímos de um lugar para outro totalmente diferente? Estamos em uma nova jornada educacional?

Pensar nisso me leva a outra reflexão. Você saberia dizer por que o ser humano não foi extinto do planeta Terra e os dinossauros sim? Alguns dizem que é por que nos adaptamos, outros dizem por que somos racionais e alguém sobre quem quero falar, o rabino Bonder, diz algo extremamente significativo para mim. Não perecemos porque a condição humana carrega dentro de si a capacidade de mudar, de sair de ambientes altamente agressivos e apertados, de fugir, de buscar se salvar a qualquer custo. A maior analogia para essa condição é a hora de parir. Para o bebê no ventre da mãe não haveria por que deixar aquele lugar maravilhoso se não houvesse um motivo maior: não caber mais neste lugar que de “paraíso” passa a “inferno” com pouco oxigênio, pouca comida, pouco espaço trazendo  para o bebê tamanho desconforto que o melhor é sair, ainda que não haja nada mais depois dali.

Agora pense em você. Todas as vezes que precisou decidir coisas ou sair de situações muito difíceis…por que decidiu ou saiu? Quando decidiu? Não foi quando aquela situação já não cabia mais dentro de você? Quando a única e melhor resposta era sair daquele lugar e procurar outro mais espaçoso?

E agora vamos ao meu dilema inicial: E a educação? Por que não sai? Ainda bem, há dezenas de reflexões para essa minha crítica. Será que enquanto política de Estado e, não, de governos, ainda não se chegou ao sufoco suficiente que leve à mudança radical? Leis novas, cursilhos e palestrinhas espalhadas pelo país “a torto e à direita”. Milhões de certificados distribuídos como nunca até então e tecnologias  inovadoras não conseguiram reunir o necessário para elevar a educação brasileira  a sua função essencial: desenvolver as potencialidades humanas para o bem viver, para o exercício da cidadania, para o trabalho e o desenvolvimento do país.

Será que ainda não chegamos aos nove meses? Será que ainda há oxigênio suficiente? Será que ainda conseguimos nos movimentar dentro desse espaço tão reduzido e ineficaz para nossas necessidades? Infelizmente, não tenho as respostas, apenas sonho com esse dia, porque, para mim…não sobrou oxigênio, nem espaço, eu queria (re)nascer. E você? Pense!

Profª Ma. Maristela Barcelos Castro
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Prof. Dr. Adelar Hengemühle
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