TCU adverte a Confederação Brasileira de Esgrima por falhas

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A Confederação Brasileira de Esgrima cometeu irregularidades de 2014 a 2017 (Wander Roberto/Exemplus/COB)

O Tribunal de Contas da União – TCU deu sua sentença em relação à denúncia apresentada pela ABE (Associação Brasileira de Esgrimistas) em 2016. O órgão comprovou irregularidades na CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), no que se refere ao uso indevido de recursos públicos. O TCU, porém, optou por uma advertência. O motivo foi o de não prejudicar os atletas, pois considerou que os erros ocorreram após orientação do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

“A CBE seguiu a orientação então sustentada pelo COB no uso de suas competências e que os recursos foram utilizados em despesas administrativas que visaram a beneficiar a entidade. Nessa situação, penso que seria medida de excessivo rigor exigir que a CBE e as demais confederações realizassem a restituição dos recursos gastos no passado com as referidas despesas. Especialmente porque esse ressarcimento irá afetar o futuro custeio das atividades esportivas e do apoio concedido aos atletas”, constatou Augusto Sherman Cavalcanti, relator do processo.

O TCU atestou que a CBE extrapolou o limite de 20% de investimento em manutenção nos anos entre 2014 e 2017. Segundo orientação do COB na época, o custeio de centro de treinamento não se enquadrava como despesa administrativa, tratando-se de investimento direto com o intuito de promover a modalidade e proporcionar as melhores condições aos atletas.

Em sua defesa, o COB, por meio do presidente Paulo Wanderley, contestou as naturezas administrativas do pagamento das assembleias, da remuneração de dirigentes e de estatutário, e do custeio de centro de treinamento.