No mês de agosto, o nível de desemprego apresentou estabilidade, ficando em 9,5% em seis regiões metropolitanas do Brasil, de acordo com informações do IBGE.

Marcio Ferreira
da redação

No mês de agosto, o nível de desemprego apresentou estabilidade, ficando em 9,5% em seis regiões metropolitanas do Brasil, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As regiões pesquisadas pelo instituto foram Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo."É um retorno normal de acontecer. Não é um dado negativo, o que se espera nos próximos meses é que a ocupação cresça, principalmente com as vendas de fim de ano", disse Cimar Azeredo, gerente da pesquisa do IBGE. Ele explica que os desempregados, com destaque para mulheres e jovens, voltaram a procurar trabalho em agosto. Isso fez com que o número de desempregados subisse em 41 mil. O contingente de desempregados no total das seis regiões atingiu 2,2 milhões de pessoas.A quantidade de pessoas que entrou no mercado de trabalho (217 mil) foi inferior ao número de desempregados que procurou emprego neste período. A estimativa do IBGE é que a taxa de desemprego fique abaixo de dois dígitos ao final de 2007, uma vez que o instituto trabalha com a expectativa de redução da desocupação nos próximos meses.A pesquisa revela que, na média dos primeiros oito meses, a taxa de desocupação está em 9,8%, número 0,5% menor na comparação com o mesmo período de 2006. "Apesar de a taxa (de desemprego) não ter cedido, a criação de vagas e com carteira de trabalho assinada é muito positiva", afirmou Cimar. Em agosto, a quantidade de trabalhadores formais no setor privado teve alta de 2,5% na comparação com julho. Essa foi a maior expansão da série histórica iniciada em 2002. Ante o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 7% – maior variação desde maio de 2005. “Os números significativos mostram uma tendência do aumento da formalização do trabalho verificada nos últimos dois anos”, diz Cimar. Já em relação ao rendimento dos trabalhadores, houve baixa em agosto em relação a julho, a terceira queda consecutiva. O salário foi estimado em R$ 1.109,40. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a renda subiu 1,2%.