Quase 12 mil pessoas assistiram às apresentações da mais recente montagem de ópera do Centro Cultural Teatro Guaíra.


“A produção da ópera ‘La Traviata’ foi um sucesso”. A opinião é da presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG), Marisa Villela, sobre a montagem da obra do compositor italiano Giuseppe Verdi que foi apresentada entre os dias 18 e 26 de agosto, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto, o Guairão, em Curitiba. “O público tem prestigiado as produções e vamos continuar investindo em óperas nos próximos anos”, adianta Marisa.

O sucesso de “La Traviata” pode ser percebido pela presença maciça do público. Mais de 11,7 mil pessoas praticamente lotaram o Guairão em seis apresentações. “A taxa de ocupação do espaço foi de 95% a cada dia”, observa a presidente. Além disso, cerca de mil pessoas, entre estudantes, artistas e visitantes, marcaram presença nos ensaios da ópera.

O valor dos ingressos também ajudou a atrair o público, segundo a direção do CCTG. “A entrada mais cara, que era para a platéia, custava R$ 30,00. Mas, também tínhamos ingressos a R$ 20,00 e, até, R$ 10,00. Se compararmos com o preço dos bilhetes de espetáculos em outras capitais, como São Paulo, é muito barato. Em algumas apresentações similares, a entrada mais cara chega a custar R$ 200,00”, explica Marisa.

Um dado interessante foi o constatado num blog criado para divulgar a ópera na internet. “O resultado de uma pesquisa feita pelo site mostrou que 87% do público que assistiu à montagem nunca tinha visto uma apresentação de ópera antes”, conta a presidente do Teatro. “Também demos a oportunidade para mais de 2,1 mil pessoas assistirem ‘La Traviata’ de graça dentro do projeto Teatro para o Povo”, completa.

Além do público em geral, centenas de servidores públicos puderam assistir à produção. “Nós disponibilizamos muitos ingressos para órgãos como a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap), Faculdade de Artes do Paraná (FAP), entre outros, e escolas municipais e estaduais. Inclusive, alunos de Campo Largo e de Morretes estiveram no Teatro Guaíra para conferir a ópera”, afirma Marisa.

Produção – Tirar as idéias de “La Traviata” do papel para levá-la ao público somente foi possível graças aos esforços de uma equipe formada por 406 pessoas, entre funcionários do CCTG e trabalhadores contratados temporariamente. Durante a produção, foram criados 278 empregos diretos para profissionais paranaenses nas áreas de cenografia, carpintaria, pintura, iluminação, adereços e para músicos e cantores.

Um total de R$ 320 mil foi investido no espetáculo, sendo que R$ 230 mil foram captados por meio da Lei Rouanet (de incentivo à cultura) e outros R$ 72 mil saíram do próprio caixa do Teatro Guaíra. De acordo com a presidente do CCTG, o retorno financeiro foi de 81% do valor desembolsado pelo Teatro. Isso ocorreu por meio da arrecadação de bilheteria, que rendeu em torno de R$ 58,2 mil.

A montagem de “La Traviata” movimentou outros setores da sociedade, além do cultural. No ramo da gastronomia, cinco restaurantes elaboraram pratos em homenagem à obra de Verdi para serem servidos durante o período de apresentações. “Na Cantina Jacobina, por exemplo, o sucesso foi tão grande que o prato ‘Fettucce La Traviata’ entrou definitivamente para o cardápio do local”, conclui Marisa.