Sindicato dos professores do estado é contra volta às aulas presenciais

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Foto: reprodução – arquivo

A APP-Sindicato, que representa professores da rede estadual, diz não concordar com a volta às aulas de forma presencial, como estabelecido pelo governo do estado nesta terça-feira. Segundo a entidade, a forma como será feita o retorno às atividades vai contra estudos de saúde publicados em revistas científicas.

A direção estadual do Sindicato afirma que vai seguir “em defesa pela vida, mesmo que para isso seja necessário adiar o início das aulas presenciais”, diz a nota enviada à imprensa.

“Vacinar educadores e convocar aulas presenciais irá manter a pandemia ativa. Mesmo os imunizados podem contrair, de forma branda, e transmitir a doença”, afirma o epidemiologista e autor de um dos estudo que embasam a tese da entidade, Lucas Ferrante. O pesquisador também atua no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) ligado à Fiocruz.

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A recomendação, segundo o pesquisador é que não somente os professores sejam vacinados, mas que seja feita a vacinação em massa antes do retorno presencial. “Se só professores e funcionários forem vacinados a pandemia não estará controlada nas escolas”, afirma Ferrante.

O epidemiologista salienta ainda que a circulação diária de pessoas nas escolas e universidades é o fator de maior risco para a disseminação viral. “Vacinar grupo de risco é uma medida emergencial, mas insuficiente. Se convocarmos as aulas iremos fatalmente aumentar a disseminação e até forçar o surgimento de cepas ainda mais resistentes e letais”, aponta Ferrante.

Governo do Estado
Segundo o governo do estado, a volta às aulas de forma presencial não é obrigatório. Pais, mães ou responsáveis legais que desejem o retorno dos estudantes devem assinar um termo de autorização a ser entregue na instituição de ensino. Os alunos que optarem por não ir às aulas presencialmente continuarão no ensino remoto.