SEMINOVOS EM ALTA

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A venda de carros usados no Paraná segue em tendência de alta. De acordo com a Assovepar (Associação dos Revendedores de Veículos no Paraná), o primeiro semestre superou a venda do mesmo período de 2020 e, inclusive, o de 2019. Os resultados mais robustos foram alcançados por conta do consumidor estar buscando um veículo seminovo e usado pela economia que ele oferece, além da dificuldade de encontrar um carro novo disponível no mercado.

MELHOR DO QUE EM 2019

De acordo com a Assovepar, as vendas acumuladas no primeiro semestre de 2021, no Estado do Paraná, foram de 643.760, ante 439.608 em 2020, crescimento de 46%. Já no comparativo a 2019, antes da pandemia, quando no semestre registrou 559.767, o aumento foi de 15%.

MINISTÉRIO DO TRABALHO

Quando assumiu o governo, Jair Bolsonaro tinha um discurso de moralizar o país, acabar com gastos excessivos e outras promessas. Prestes a buscar a reeleição e ver sua situação de apoios em risco, o presidente mandou às favas o discurso moralizador. Depois de se aliar ao Centrão, grupo de parlamentares que estão preocupados com qualquer coisa, menos com o bem do país, agora Bolsonaro dá o comando da articulação política ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), que assume a Casa Civil. Na minirreforma ministerial, o presidente promoverá a volta do Ministério do Trabalho.

ECONOMIA MENOS PODEROSA

O Ministério da Economia perderá o braço do emprego, com a volta do Ministério do Trabalho, que acomodará Onyx Lorenzoni, que sairá da Casa Civil. A preocupação no Ministério da Economia é que a área de emprego e previdência social fique mais politizada, ou seja, decisões técnicas ficariam em segundo plano em prol de decisões políticas para agradar aliados. Em resumo, nenhum governo, nem da esquerda, nem da direita, consegue caminhar sem alianças. O problema é com quem elas são feitas. Lula e Bolsonaro fizeram as piores escolhas ao colocar o Centrão dentro do governo.

TURBULÊNCIAS

Um grupo de credores do Grupo Itapemirim, que está em recuperação judicial, mas que mesmo assim criou uma companhia aérea, pediu a destituição da direção da empresa. Eles alegam que a Itapemirim não está cumprindo os pagamentos de suas dívidas.

EVITAR A FALÊNCIA

Os credores argumentam que o afastamento seria um passo para evitar a decretação de falência e comprometer o negócio do grupo, inclusive o da Ita, companhia aérea recém-inaugurada. No meio da turbulência com os credores, a ITA opera desde 30 de junho com dois aviões e quer chegar ao final do ano com 20 aeronaves.

EM RECUPERAÇÃO

Enquanto isto, o setor aéreo comemora, em julho, o terceiro mês de retomada dos voos domésticos, segundo a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas). O acumulado do mês até agora registrou uma média diária de partidas de 1.624, ou o equivalente a 67,7% da oferta de voos no início de março de 2020, antes dos severos impactos da pandemia sobre o setor. A Abear aponta o avanço da vacinação como a principal causa do aumento de voos no Brasil.

FERTILIZANTES

Os portos de Paranaguá e Antonina receberam neste primeiro semestre 5,2 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 14,7% maior do que no mesmo período do ano passado. Segundo a Portos do Paraná, administradora dos dois locais, entram nos portos do estado 31% de toda a importação de fertilizantes do país. A origem dos fertilizantes é da Rússia (23%), China (21%), Canadá (8,4%), Bielorússia (7%) e Catar (6,5%).

FINANCIAMENTO

Duas cooperativas paranaenses, a C. Vale e Agrária Agroindustrial, tiveram financiamentos aprovados pelo BNDES para viabilizar a expansão de suas operações. A C. Vale vai receber de R$ 252,3 milhões do banco de fomento para construir uma unidade de processamento de soja e um armazém do produto em grãos, em Palotina, no oeste do Estado. A Agrária vai receber R$ 32,1 milhões para a instalação de uma unidade para recebimento, beneficiamento, armazenamento e expedição de grãos, em Guarapuava. Segundo o BNDES, os financiamentos vão gerar 584 empregos nas operações das unidades.

MATERIAL CARO

Os preços dos materiais de construção tiveram uma alta de 32,92% no período de 12 meses encerrado em junho, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os dados fazem parte do Índice Nacional de Custo da Construção – Disponibilidade Interna (INCC-DI). É o maior crescimento de preços para os materiais de construção em um ano desde o início do Plano Real, em 1994. O índice que inclui os preços dos materiais de construção, mão de obra e serviços subiu 17,34% no ano. Ambos os valores são bem maiores que o índice de inflação oficial do período (8,35%).

VILÕES DOS PREÇOS

Os itens que mais subiram de preço no período foram tubos e conexões de ferro e aço (alta de 91,66% em 12 meses até junho de 2021); vergalhões e arames de aço ao carbono (78,35%); condutores elétricos (76,19%); tubos e conexões de PVC (64,91%); eletroduto de PVC (52,06%); esquadrias de alumínio (35,21%); tijolo/telha cerâmica (33,82%); compensados (30,47%); cimento portland comum (27,62%) e produtos de fibrocimento (26,96%).01