A extrema pobreza se tornou um dos grandes males do século XXI. A pobreza é o descaso mais cruel dos Direitos Humanos. O ser humano perde o sentimento de pertencimento da sociedade, como é o caso de 36 milhões de brasileiros, que não possuem acesso à água potável e vivem em estrema pobreza. Um estudo publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, revela que famílias mais pobres chegam a pagar 10 vezes mais por água do que as famílias mais ricas.

12% DA ÁGUA DO MUNDO

O país possui 12% da água doce do mundo e ainda assim vive uma crise ambiental e humanitária sem precedentes. O uso da água doce vem aumentando desde a década de 1980, com o crescimento de 1% ao ano. Alguns fatores apontados para esse crescimento são: crescimento populacional, aumento do consumo, desenvolvimento econômico e mudanças no padrão de consumo, conforme relatório das Nações Unidas para o desenvolvimento dos recursos hídricos. São despejadas mais de 7.300 piscinas olímpicas de esgoto in natura nos rios, lagos e oceano. Sem falar nos famigerados lixões, milhares em nosso país, que é problema grave, social e ambiental.

EMPREGO PARA DEFICIENTES

Nesta quinta-feira (28/07), a partir das 8h30, a PUCPR, do Grupo Marista, realiza um mutirão de vagas de emprego, direcionado para pessoas com deficiência (PcD). As oportunidades são para atuar na equipe da PUCPR, nas áreas de assistente de escritório e analista júnior, e os candidatos devem ter o ensino médio completo. Para se candidatar, os interessados devem ir até a sala 108, localizada no Bloco Laranja do Campus da PUCPR, em Curitiba, e apresentar um documento original com foto, além do currículo e laudo médico atualizados. O endereço é Rua Imaculada Conceição, 1155 – Prado Velho.

FALTA DE INSUMOS

A guerra na Ucrânia e os lockdowns em regiões industriais da China estão prolongando um problema que começou com a pandemia de covid-19, em 2020. A escassez ou o encarecimento de insumos afeta 22 de 25 setores da indústria, revela levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a CNI, há oito trimestres seguidos as indústrias citam a dificuldade de acesso a matérias-primas como o principal problema. No segundo trimestre deste ano, o setor mais afetado foi o das indústrias de impressão e reprodução, com 71,7% das empresas citando o problema. Em seguida, vêm os setores de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (70%) e indústrias de veículos automotores (69,8%).

MENOS AFETADOS

Apenas três segmentos da indústria não mencionaram a falta ou os preços altos das matérias-primas como o principal problema. Entre as indústrias de couros e artefatos de couro o problema apareceu em terceiro lugar, citado por 37,2% das empresas entrevistadas. Nos segmentos de móveis (38,7%) e de manutenção e reparação (45,5%), o problema ficou em segundo lugar na lista.

COMERCIANTE MAIS CONFIANTE

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) registrou alta de 1,5% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, que chegou a 123,1 pontos em uma escala de 0 a 200 pontos, segundo pesquisa publicada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A avaliação dos empresários em relação ao momento atual cresceu 4,7%, puxada principalmente pelo aumento da confiança na própria empresa (5%). As intenções de investimento também tiveram alta (1,7%), devido aos aumentos nas pretensões de investir na própria empresa (4,6%) e de contratar funcionários (1,6%). As expectativas do empresariado em relação ao futuro, no entanto, tiveram queda de 0,5%, principalmente devido às avaliações sobre o futuro da economia (-1,6%).

TAXA DE JUROS

As taxas de juros do crédito para empresas e pessoas físicas subiram em abril, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). A taxa média de juros para pessoas físicas e jurídicas subiu 0,8 ponto percentual em relação a março, para 50,3% ao ano e 22,4% ao ano, respectivamente. O rotativo do cartão de crédito é a taxa mais alta para as pessoas físicas: subiu 4,9 pontos percentuais para 364% ao ano, em abril. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. Na modalidade de parcelamento das compras pelo cartão de crédito, os juros chegaram a 175,1% ao ano em abril, com aumento de 3,4 pontos percentuais.

CRÉDITO PESSOAL CAI

O cheque especial ficou com taxa média de 132,7% ao ano, alta de 4,9 pontos percentuais. O crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) apresentou alta de 0,5 ponto percentual para 24,1% ao ano. A única modalidade pesquisada pelo BC que registrou queda nos juros foi o crédito pessoal. A taxa chegou a 87% ao ano, com redução de 1 ponto percentual em relação a março.

5G

Três capitais brasileiras receberão o sinal da tecnologia 5G já a partir desta sexta-feira (29). João Pessoa, Porto Alegre e Belo Horizonte vão ter a tecnologia ativada. A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores ao do 4G, com maior consumo de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. A Entidade Administradora da Faixa (EAF), que libera o uso da tecnologia, disse que não é possível definir quais as próximas capitais a terem a tecnologia instalada, mas que as que estão em estágio mais avançado são São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia e Salvador. Antes de João Pessoa, Porto Alegre e Belo Horizonte, Brasília foi a primeira cidade brasileira a ter a tecnologia disponível para uso.

ABAIXO DO INPC

O resultado preliminar das negociações salariais coletivas em julho mostra que 70,3% dos reajustes estão abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, indicou o boletim mensal Salariômetro – Mercado de Trabalho e Negociações Coletivas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Segundo os dados preliminares, a proporção de reajustes iguais ao INPC foi de 4,4% e a de reajustes acima do INCP foi de 25,3%. O piso salarial mediano foi de R$ 1.441 e o piso médio foi de R$ 1.476. De acordo com o boletim, em julho houve 70 acordos e 21 convenções. O informativo diz ainda que em junho 41,3% dos reajustes ficaram acima do INPC, sendo a maior proporção dos últimos 12 meses, e o reajuste mediano ficou igual ao INPC acumulado.