A possibilidade de juros menores na economia do País é mais forte com a inflação abaixo da meta. A informação é do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Marcio Ferreira
da redação

A possibilidade de juros menores na economia do País é mais forte com a inflação abaixo da meta. A informação é do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que divulgou na quinta-feira a ata da sua última reunião, realizada na semana passada, que baixou a taxa básica de juros (Selic).

A manutenção da inflação abaixo do centro da meta de 4,5% abre “espaço para juros reais menores no futuro”, informa o Copom. O documento do BC demonstra que outras reduções da Selic poderão ocorrer daqui para frente, levando-se em conta o comportamento da política monetária adotada pelo governo federal. Segundo a ata, a cautela do governo tem sido fundamental para que a inflação permaneça menor que a meta estabelecida, condição necessária para os juros caiam mais ainda.

Apesar da redução da taxa registrada no último encontro do Copom, a ata da reunião diz que os membros do comitê avaliaram a possibilidade de parar com o processo de queda da Selic. O motivo seria a instabilidade do mercado internacional causada pela crise imobiliária dos Estados Unidos.

No entanto, o Copom entendeu que “o balanço dos riscos para a trajetória prospectiva da inflação ainda justificaria estímulo monetário adicional”. Com isso, a taxa caiu dos 11,50% ao ano para 11,25%. A decisão não foi acompanhada de viés, ou seja, não há possibilidade de ser alterada antes da próxima reunião.