O governo da Turquia afirma que a Rússia e a Ucrânia estão prestes a assinar um acordo para liberar milhões de toneladas de grãos que se encontram retidos em portos ao longo do Mar Negro. Há esperança de que a retomada dos embarques ajude a aliviar a crise alimentar global.

A Turquia informa que o acordo, apoiado pelas Nações Unidas, será assinado em Istambul, na sexta-feira.

Os detalhes ainda não foram divulgados, mas autoridades ucranianas afirmam que o acordo envolve garantias para assegurar o funcionamento seguro das rotas de exportação.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, também participará da assinatura, apesar de autoridades da organização afirmarem que ainda há chances de que o acordo não seja concretizado.

O porta-voz do vice-secretário-geral da ONU, Farhan Haq, disse: “A situação ainda permanece um pouco instável, então ainda não posso afirmar quando algo será assinado”.

A movimentação ocorre quase cinco meses depois que a Rússia deu início à invasão da Ucrânia.

Forças russas estão intensificando os ataques na Carcóvia, a segunda maior cidade ucraniana.

Autoridades locais chamaram os ataques dos últimos dois dias de “caóticos e brutais”. Pelo menos seis civis foram mortos e dezenas de pessoas ficaram feridas. Os alvos dos ataques incluem um mercado e uma instituição médica.

O chefe da Polícia Nacional da Carcóvia, Volodymyr Tymoshko, disse: “Isto é genocídio. E estamos falando disso todos os dias. Não foram alvos militares. Não havia qualquer objetivo militar nos bombardeios de hoje”.

Ao mesmo tempo, o chefe do serviço secreto de inteligência do Reino Unido disse acreditar que os ataques russos na Ucrânia estão perdendo força.

O chefe da agência de inteligência MI6, Richard Moore, afirmou: “Nossa avaliação é de que os russos vão cada vez mais se deparar com dificuldades de fornecer pessoal e materiais de guerra ao longo das próximas semanas. Eles terão que fazer uma pausa, de alguma forma. E isso dará aos ucranianos oportunidades de contra-atacar”.

Em fala para uma cúpula de segurança realidade em Colorado, o chefe da MI6 também disse que os ucranianos têm sido apoiados por moral elevado e pela importação de armamentos avançados.