O governador Roberto Requião e a presidente do Provopar Ação Social, Lúcia Arruda, entregaram nesta terça-feira (28), no auditório do Museu Oscar Niemeyer.

Durante a Escola de Governo, o Prêmio de Geração de Renda Edição 2007 aos três melhores projetos inscritos no concurso voltado para os municípios que integram a Amunop (Associação dos Municípios do Norte do Paraná) e Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro).

O concurso foi idealizado por João Arruda Junior, diretor de Relações Institucionais Comunitárias da Cohapar – Companhia de Habitação do Paraná, parceira do Provopar no programa Ação Cooperar, que leva serviços públicos gratuitos aos moradores das áreas de invasões irregulares e municípios de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

Para Lúcia Arruda, o concurso faz parte da nova filosofia de trabalho do Provopar e está em consonância com as políticas públicas adotadas pelo governador Roberto Requião. “Procuramos mostrar aos municípios que mais importante que distribuir cestas básicas e cobertores é incentivar os projetos de geração de renda. O cobertor acaba e por ser em pequena quantidade, não atende os municípios por inteiro. Mas um projeto de geração de renda pode mudar a vida de uma comunidade”, declarou.

PREMIAÇÃO – Segundo ela, o concurso, que será lançado em outras regiões do Estado, tem por objetivo estimular e promover o espírito criativo e solidário na formulação de projetos, para a efetivação de programas de ação social, dentro do município, com foco na geração de renda da população mais pobre. “O prêmio busca resgatar o espírito cidadão renovador, criativo e fértil na ação social, levando os municípios e as comunidades a pensarem em sociedades transformadas pela força da solidariedade e da oferta de oportunidades para todos”, acrescentou Lúcia Arruda.

Ao todo, foram apresentados 29 projetos, sendo 11 de municípios ligados a Amunop e outros 18 a Amunorpi. Os três vencedores foram o Provopar Municipal de Barra do Jacaré, a Apae de Siqueira Campos e a APMI (Associação de Proteção a Maternidade e Infância) de Sertaneja. Cada um recebeu do governador Roberto Requião e da presidente do Provopar estadual um cheque no valor de R$ 30 mil.

“Receber esse prêmio foi maravilhoso. A nossa cidade é totalmente agrícola e não oferece muita oportunidade de trabalho para a maioria das pessoas. O dinheiro será usado na compra de máquinas e equipamentos para ampliar a produção de produtos feitos a partir da fibra de bananeira e taboa”, disse Ana Dutra de Aguiar, presidente do Provopar de Barra do Jacaré. Ela revelou que o projeto conta atualmente com 35 pessoas, que trabalham na confecção de cestos, chapéus, bolsas, porta-jóias, porta-talheres e outros produtos.

Na opinião do presidente da Apae de Siqueira Campos, Carlos Alberto de Oliveira, o prêmio conquistado pela entidade, através do projeto de Oficina de Costura e Estopa, é “um grande incentivo da parte do Provopar e do Governo do Estado para a nossa instituição. Sem dúvida este prêmio vai ajudar em muito o nosso projeto, que precisa de alguns equipamentos”.

Ele informou que a escola da Apae atende 182 pessoas portadoras de deficiência mental e múltiplas deficiências, de todas as faixas etárias. A maioria provém de famílias pobres. A oficina de costura pretende melhorar o processo de profissionalização e oferecer oportunidade de trabalho protegido, através da ocupação terapêutica dos jovens especiais que não conseguem ingressar no mercado de trabalho.

O setor de confecção do município conta com 20 fábricas, que empregam cerca de 1,5 mil trabalhadores e, portanto, em condições de receber os alunos especiais depois de treinados. “Dentro do foco da Apae, de proporcionar ocupação terapêutica para os alunos, procuramos inseri-los no mercado de trabalho. Já temos cinco ex-alunos trabalhando e outros dois fazendo estágio nas indústrias de confecções de nossa cidade”, destacou.

ALIMENTAÇÃO – O terceiro prêmio foi entregue à presidente da APMI – Associação de Proteção a Maternidade e Infância, de Sertaneja, Estela Oliveira, pelo projeto “Cozinha da Gente”, implantado com o apoio da Emater e Secretaria Municipal de Saúde – Setor de Nutrição, para a produção de alimentos à base de soja e banana, dois dos principais produtos agrícolas do município. São produzidos tofu (queijo de soja), bolachas, balas, pães, geléias, doces, banana passa e seca.

A cozinha funciona num pequeno espaço do Centro Cultural, que deve ser reformado e ampliado para abrigar as máquinas e equipamentos que serão adquiridos com o dinheiro do prêmio. “A nossa idéia é oferecer, nesse espaço, cursos de capacitação para as primeiras 30 famílias de baixa renda que se inscreverem para participar do projeto. E, para tanto, esperamos contar com nova ajuda do Provopar estadual, que dispõe de técnicos especializados para a realização desses cursos”, afirmou Estela Oliveira, presidente da APMI.

Segundo ela, a princípio, o projeto pretende envolver dez famílias do Distrito Paranagi, dez da zona rural e dez cadastradas no Bolsa Família. Os três grupos vão passar por processo de orientação e capacitação, possibilitando uma produção organizada e dentro dos padrões de qualidade e higiene exigidos.