Recuo no otimismo

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O ambiente econômico no Brasil não está favorecendo muita gente. Na verdade, poucos são os brasileiros que estão fora da crise, podendo gastar o que quiserem sem se preocupar com a situação da conta bancária. A grande maioria está sendo fortemente afetada pela recessão que chegou graças a muitos fatores, dentre os quais podem ser citados a alta inflação, a cotação do dólar nas alturas, os juros exorbitantes, o desemprego e a crise política. Com tanta coisa ruim acontecendo, é normal que todos os setores sejam atingidos. Um deles é o empresariado.

Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria recuou 1,7 ponto na prévia de julho deste ano, na comparação com o número consolidado de junho, e chegou a 94 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. De acordo com a FGV, o recuo foi provocado pela avaliação dos empresários da indústria em relação ao presente e ao futuro. O Índice da Situação Atual, que mede o presente, recuou 2,5 pontos, para 94,1 pontos, o menor valor desde outubro de 2018 (93,4 pontos). São notícias negativas que merecem atenção do próprio empresariado e do poder público para que ações sejam implementadas no sentido de levar o setor a uma situação mais tranquila.