R$ 4 bi em infraestrutura

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O governador Ratinho Junior anunciou um programa de obras de infraestrutura que soma R$ 4 bilhões. Os projetos envolvem melhorias e modernização de rodovias, estradas rurais em todas as regiões do Paraná, além de um grande investimento no Litoral do Estado e na segurança pública.

Segundo Ratinho Junior, parte dos novos projetos foram viabilizados com o financiamento de R$ 1,6 bilhão, recentemente captado pelo Governo do Estado junto ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Chamado Paraná em Obras, o programa conta também valores do Tesouro do Estado, acordos de leniência e parcerias com a Itaipu, além de ações estratégicas com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Segundo o governo, as obras estão prontas para serem licitadas e a expectativa é que comecem até o início do ano que vem. “Assumimos o compromisso de planejar o Estado e fazer do Paraná uma central logística da América do Sul. É um planejamento a médio e longo prazo que demanda muito investimento público e privado”, disse. “Estamos fazendo a nossa parte em cima deste planejamento, para que as obras saiam do papel no menor tempo possível”, explicou.

Modernização

O governador destacou que o Paraná precisava de um grande investimento para modernizar a infraestrutura. “Temos rodovias das décadas de 1970 e 1980 que estão sendo usadas hoje, são de uma época em que o tráfego e mesmo o tamanho dos caminhões eram muito menores”, salientou. “Muitas rodovias do Paraná se tornaram perigosas, porque não houve um aumento na capacidade de carga ou uma preocupação com a segurança”.

PP vai de Greca

O diretório do Progressistas de Curitiba decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Rafael Greca (DEM). O anúncio foi feito pela presidente municipal da legenda, deputada Maria Victoria, na convenção do PP realizada na quarta-feira (16). O PP foi o primeiro partido a declarar apoio a Greca no início do segundo turno de 2016 e volta a caminhar junto na eleição deste ano.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) cumpriu um mandado judicial de busca e apreensão no escritório do deputado federal Ricardo Barros (PP), em Maringá, na manhã de ontem. A ação realizada pelo Gaeco. Ricardo Barros é líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados desde agosto.

Tranquilo

O deputado Ricardo Barros está tranquilo e em total colaboração com as investigações. O parlamentar reafirma a sua conduta ilibada e informa que solicitou acesso aos autos do processo para poder prestar mais esclarecimentos à sociedade e iniciar sua defesa. Ricardo Barros, relator da Lei de Abuso de Autoridade, repudia o ativismo político do judiciário.

Dívida bilionária

Não é sempre que o presidente veta alguma lei recém-aprovada, para em seguida pregar que o Congresso derrube o veto. E logo depois anunciar que enviará ao Legislativo uma PEC, cujo objetivo é permitir aquilo que a Constituição o impede de fazer: eliminar uma dívida bilionária de igrejas com o Fisco, provenientes de contribuições (não impostos) sonegadas. Na primeira Constituição da República, em 1891, ficaram separados Igreja e Estado. Nada mais surpreende se Bolsonaro, em quase 19 meses de governo, quando ele demonstra preocupação apenas teórica com as finanças públicas e agora com as instituições. A bancada da fé e outros mais já estão se unindo para a derrubada do veto: é o que Bolsonaro quer.

Na Fiesp

Paulo Skaf anunciou que não concorrerá de novo à presidência da Fiesp e provavelmente apoiará Josué Gomes (Alencar), filho do ex-vice-presidente do país, José Alencar. Mas, há os que apostam que Benjamin Steinbruch, licenciado da vice-presidência e brigado com Paulo Skaf possa se candidatar à sua sucessão. E igualmente com espírito de política. No passado foi cotado para vice numa chapa encabeçada por Ciro Gomes.

Duas prateleiras

Candidatos a prefeito no interior do Rio e até muitos vereadores de todas as cidades, incluindo a capital, querem fazer campanha com foto ao lado de Bolsonaro. Não é bem assim: Flávio e Carlos Bolsonaro respondem pela interlocução com os nomes de maior interesse do clã, a começar por Marcelo Crivella e o pessoal da “série B” fica por conta de Hélio Lopes, mais conhecido como Hélio Negão.

Bateu uma luz

Bateu uma luz de otimismo na Avenida Chile: o BNDES trabalha para a privatização do braço de distribuição da gaúcha CEEE seja realizada ainda este ano. Com pandemia e tudo.

Blasfêmia

Em 78 países a blasfêmia é considerada crime e pode resultar em punições severas. O Brasil de Deus acima de todos que abra o olho porque o dia em que esta moda chegar por aqui não vai demorar muito.

Atrás da pandemia

O déficit primário consolidado do setor público, que era estimado em cerca de 1,5% do PIB para este ano, antes da pandemia, pulou para 13,4% do PIB e a dívida bruta com proporção do PIB, que era de 85% com tendência de queda, subiu para 95,9%. O PIB, este ano, cresceria 2,2% e agora projeta-se contração de 5,4%, segundo dados do Boletim Marco do Instituto Brasileiro de Economia da FGV. Esse era o Brasil em fevereiro deste ano confrontado com o período de pandemia.

Pós-Covid

Pesquisa do Instituto Locomotiva sobre o pós-Covid, entrevistando 2,4 mil brasileiros, revela que 61% se dizem otimistas em relação ao futuro, 49% seguirão com máscaras e 53% adotarão álcool gel para sempre.

Coincidências

Em Brasília, poucos acreditam em coincidências no fato do ministro Celso de Mello negar prerrogativa ao presidente Bolsonaro, obrigando-o a constrangedor interrogatório na PF, um dia depois do ministro Luiz Fux defender prerrogativas constitucionais dos demais poderes.

Reta final

A quatro meses e meio do final do mandato do presidente da Câmara e com limitadas chances de reeleição, Rodrigo Maia dá entrevistas sobre o tramite de reformas, com a administrativa, mesmo sabendo, até pela falta de acordo e tempo exíguo. Prestes a sair de cena, ele aproveita os holofotes, arruma confusão com Bolsonaro, Paulo Guedes e o que vier. Com a pandemia, recesso de mais de um mês, eleição e campanha no Congresso, sobram-lhe dois meses uteis de cargo.

Os sem computador

Em pleno século 20, o Brasil ainda tem 16% de suas escolas sem computador, 6% sem esgoto e 3% sem energia elétrica ou água. Esses percentuais são mais preocupantes nos 5% de municípios com menor gasto por aluno (média de R$ 3.051 por ano). Nessas redes, a proporção das unidades que não tem computador chega a 37%, as sem esgoto são 17%, as sem energia totaliza 10% e as em água 7%. Dados da área de educação da consultoria Idados.

Correnteza

Nos últimos dias, políticos ou autoridades que mais mencionaram o coronavírus nas redes sociais foram Benedita da Silva (PT) e Guilherme Boulos (PSOL). A posição era tipicamente de Osmar Terra (MDB-RS).

“Autorização”

Um projeto de deputados do PT quer transformar em crime o governo realizar qualquer privatização sem “autorização” do Congresso, incluindo subsidiárias. Até o Supremo já decidiu contra isso.

Privilégios

A greve pela manutenção das regalias dos funcionários continua nos Correios que, cada vez mais, inviabilizam um processo de desestatização. Além dos R$ 600 milhões por ano (folha salarial de R$ 12 bilhões), os prejuízos somam quase R$ 2,5 bilhões apenas em 2020. Atém em férias, os funcionários recebem “auxílio-alimentação” de R4 1 mil. Se trabalhar em dia de repouso, ganha adicional de 20%. Pela lei, trabalhador tem direito a abono de férias de um terço do salário. Mesmo quebrado, os Correios pagam dois terços.

O que? Quando?

Faltam dois meses para a eleição municipal deste ano, mas apenas o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, se esforça para manter o assunto vivo no noticiário. Ninguém está nem aí.

Quase ministra

Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, que quase virou ministra do Trabalho na gestão de Michel Temer, foi presa pela Polícia Federal em operação que investiga desvios de contratos de assistência social. Ninguém se surpreendeu e até o pai não teve muito o que fazer.

Em baixa

De acordo com o Instituto para Produtividade Corporativa, 27% das empresas americanas abandonaram inteiramente os esforços em favor da diversidade e da inclusão em suas cadeias de produção em razão da crise sanitária. Por aqui não muito diferente.

Vacina do Covid

Independente da obrigatoriedade, levantamento do Paraná Pesquisa revela que 61,2% dos brasileiros pretendem tomar a vacina contra o Covid-19, assim que estiver disponível. Outros 26,9% dizem que a depende do país de origem da vacina e apenas 8% não pretendem se submeter à imunização. Se for obrigatória, 55,2% são a favor 38,6% contrários e 6,2% não opinaram.

Desova

O Ministério da Saúde tem consultado países vizinhos – a exemplo de Paraguai e Equador – na tentativa de desovar parte de seus estoques de hidroxicloraquina. São  mais de três milhões de comprimidos. Isso porque outros cinco milhões já foram distribuídos pelo Brasil e agora estorvam os estoques das secretarias municipais e estaduais de Saúde.

Derrubada

Wilson Witzel não está sozinho. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, está convicto de que o clã Bolsonaro trabalha pesadamente junto ao STJ pelo se afastamento definitivo do cargo. A exemplo de Witzel, Moisés enfrenta um processo de impeachment

Artilharia pesada

A operação Status na semana passada, foi apenas o cartão de visitas. A Polícia Federal e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai já estão articulando outras duas grandes operações contra o crime organizado, notadamente o tráfico de drogas. A primeira ocorre ainda em setembro.

Frases

“Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final.”

Jair Bolsonaro sobre a criação de um novo programa para atender a população de baixa renda.