A queda da cotação do dólar no mês passado teve impacto nas contas do setor público, que inclui a União, Estados, municípios e estatais.

A queda da cotação do dólar no mês passado teve impacto nas contas do setor público, que inclui a União, Estados, municípios e estatais. Isso ocorreu porque alguns ativos da União são atrelados ao câmbio – quando a cotação cai, eles passam a valer menos. O superávit primário (receitas menos despesas, excluindo gastos com juros) foi de R$ 7,904 bilhões em julho, contra R$ 8,796 bilhões no mesmo mês do ano passado e R$ 11,647 bilhões em junho.

"O resultado de julho está relacionado aos juros nominais, que têm uma forte relação com o câmbio, que teve uma apreciação de 2,25% em julho (do real frente ao dólar). A carga de apropriação de juros é maior, por isso o resultado nominal é pior", afirmou Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

No mês passado, o gasto com juros somou R$ 14,087 bilhões. O gasto com juros acima do que o setor público conseguiu economizar resultou em um déficit nominal (receitas menos despesas, incluindo gastos com juros) de R$ 6,184 bilhões. Em junho, o resultado nominal havia ficado superavitário em R$ 677 milhões.

Além da queda na cotação do dólar, o maior número de dias úteis também teve impacto sobre a conta de juros, o que ajudou a reduzir o superávit.

Contribuições

Lopes destacou que julho foi um mês marcado por contribuições positivas de todas as instâncias do setor público.

O governo central contribuiu com R$ 4,052 bilhões para o superávit de julho. Já os governos regionais apresentaram um resultado positivo de R$ 2,224 bilhões e as estatais, de R$ 728 milhões.

O resultado dos governo regionais foi o melhor para o mês de julho, assim como a economia registrada pelo Estados (R$ 1,739 bilhão) e pelos municípios (R$ 485 milhões). "Isso mostra o comprometimento com o saneamento fiscal."