Programa pretende intensificar parceria entre a Universidade e a área de segurança do estado.

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) acaba de lançar o Comitê de Segurança da Instituição. O programa, que pretende intensificar a parceria entre a PUCPR e a área de segurança do estado, começa com ações voltadas para atualização e especialização dos delegados de polícia. É o que prevê o primeiro acordo, assinado na última quarta-feira (29) com a Associação dos Delegados de Polícia de Carreira do Estado do Paraná (Adepol). A parceria é bastante ampla e prevê palestras e simpósios para delegados, acesso à Biblioteca da PUCPR e a criação, em 2008, da 1ª delegacia modelo dentro de uma universidade no estado, que terá como sede o Câmpus Curitiba. “Pretendemos levar a atividade da polícia para dentro da universidade e aproximar a Instituição da nossa realidade. Só assim vamos plantar a base para transformar a polícia paranaense”, justificou o presidente da Adepol, Luiz Alberto Cartaxo.Para a Universidade, a parceria entre empresas e organizações é a saída para uma sociedade melhor. “Esse convênio é o encontro entre duas entidades muito importantes para a comunidade. Desenvolveremos ações significativas tanto para a segurança quanto para a formação humana e intelectual dos policiais”, justifica Frederico Unterberger, vice-presidente da Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora da PUCPR. O Comitê de Segurança da PUCPR é formado por autoridades das polícias civil e militar e da Universidade, que terão encontros mensais para discutir assuntos relacionados às políticas de segurança do Câmpus Curitiba da PUCPR e Hospitais da Aliança Saúde (Santa Casa de Curitiba, Hospital Cajuru, Maternidade Alto Maracanã e Hospital Nossa Senhora da Luz).Entre os objetivos do Comitê estão a criação de estratégias para promover o tema segurança pública no ambiente acadêmico e auxiliar na elaboração de programas de caráter preventivo para possibilitar a melhoria da segurança nas comunidades envolvidas com a APC. “Vamos estudar junto com as autoridades policiais, trocar informações para o desenvolvimento de uma política de segurança. Não vamos só reivindicar, mas interagir”, explicou Pedro Lacava, coordenador do Comitê de Segurança. “Além disso, pretendemos organizar com alunos e a comunidade que faz parte da APC encontros para difundir a percepção de risco e com isso dar sugestões de prevenção”, disse.