R$ 460 milhões. Esse é o valor previsto de investimento por três cooperativas dos Campos Gerais do Paraná para a instalação de uma queijaria na cidade de Ponta Grossa (PR). O projeto, realizado pela Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos por dia. Com uma previsão de crescimento na produção de leite de 8% ao ano entre 2020 e 2024, a iniciativa é vista como uma forma de absorver esse volume, que pode representar 600 mil litros a mais por dia e agregar valor ao leite in natura. A previsão é que projeto da nova queijaria leve 30 meses até início das operações. Mais da metade do investimento das cooperativas será feita na aquisição de máquinas e equipamentos.

UNIÃO DAS COOPERATIVAS

Para o diretor presidente da Castrolanda e um dos diretores da Unium, Willem Berend Bouwman, esse projeto demonstra ainda mais a força da intercooperação. “Vendo o crescimento da produção de leite dos nossos cooperados, o grupo se adiantou e buscou uma solução rentável para mostrar aos parceiros que todo o aumento será revertido em produtos e valor agregado. Isso consolida cada vez mais o conceito da intercooperação, já que, em três cooperativas, o investimento para um projeto dessa magnitude fica mais leve e possível”, explica.

CONSUMO DE QUEIJO

Atualmente a demanda interna de queijos no Brasil é consideravelmente maior do que a oferta por produtores locais. O mercado nacional do setor está em crescimento e tem grande margem para isso. Atualmente, o consumo do produto no país é de pouco mais de cinco quilos per capita. Bem abaixo dos 37 quilos da Alemanha e menos da metade do que os vizinhos Uruguai e Argentina, que têm um consumo de 11 quilos por ano por pessoa. Com o projeto da queijaria, a projeção é que a produção da Unium represente 1,87% do consumo de queijos no Brasil projetado para 2024. O projeto prevê a produção dos queijos tipo mussarela, prato, cheddar e massa de queijo, além de soro em pó e manteiga. Ao todo, os 600 mil litros de leite por dia que serão destinados para a produção dos derivados devem totalizar 35 mil toneladas de produtos por ano.

TRANSPORTE CORPORATIVO

Segundo dados da Junta Comercial do Paraná, o Estado registrou um aumento de 23% no saldo de novas empresas no primeiro semestre do ano. Isso colocou a região em terceiro no ranking de locais com maior número de pedidos de abertura de empresas no Brasil. O mercado aquecido, fez com que mais trabalhadores ficassem ativos e isso passou a chamar mais a atenção das companhias. Uma delas é a BusUp, multinacional de gestão e otimização de rotas de fretados corporativos, que acaba de anunciar uma nova operação no local.

REDUÇÃO DE CUSTO

“Vemos a nossa chegada como algo muito positivo. As empresas e os setores de RH da região já perceberam a importância do colaborador para elas e passaram a investir nisso. Essa parceria permite às empresas uma redução de custo, além de mais segurança, podendo resultar em ganho em questão de bem estar e produtividade da equipe”, avalia Marco Aurélio Almeida, General Manager da BusUp.

BUSUP

A BusUp é uma empresa de tecnologia em mobilidade, número um na Europa em gestão otimizada e flexível de fretamento, e a primeira empresa no mundo a oferecer serviços de transporte corporativo compartilhado entre empresas. Fundada em 2016 em Barcelona, na Espanha, opera atualmente também no Brasil, Estados Unidos, Portugal e Peru para grandes corporações como Roche, Siemens, Cognizant, Nestlé, Louis Vuitton, Grupo BIG, DHL e eventos como Rock in Rio e Lollapalooza. Está presente em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Paraíba. Por meio de tecnologia e um modelo de negócios inovador e sustentável de transporte coletivo, em um setor pouco digitalizado, já atendeu mais de 150 operadoras de transporte, mais de 100 empresas e ultrapassou 500 mil passageiros em todo o mundo.

ITA PARADA

A companhia aérea do grupo Itapemirim, a ITA, surpreendeu o mercado na última sexta-feira ao paralisar por completo suas operações, deixando “na mão” cerca de 40 mil passageiros que viajariam pela companhia até o dia 31 de dezembro. Em nota, a ITA disse que a paralisação foi feita para ser realizada uma “reestruturação interna”, sem dar maiores detalhes. Agora vêm as consequências. O Procon-SP quer que a empresa explique como prestou atendimento e acomodou os passageiros que ficaram sem voar. A Anac suspendeu o Certificado de Operador Aéreo da ITA horas do anúncio de suspensão de voos pela companhia. Sem o documento, a empresa não poderá voltar a voar. Até 31 de dezembro, a ITA tinha 514 voos programados. A multa por cancelar os voos pode chegar a R$ 11 milhões.

FÓRUM ADIADO

A próxima edição do Fórum Econômico Mundial, programada para o período de 17 a 21 de janeiro de 2022, em Davos, na Suíça, foi adiada em razão da variante Ômicron, informou nesta segunda-feira (20) a organização do evento em comunicado. “Apesar dos estritos protocolos de saúde para a reunião, a transmissibilidade da Ômicron e seus impactos em viagens e mobilidade tornam o adiamento necessário”, informou a organização internacional. A edição de 2021 do Fórum Econômico Mundial também foi cancelada em virtude da pandemia de covid-19. Segundo o comunicado, a data será remarcada para o período do verão que, no Hemisfério Norte, compreende os meses de junho, julho e agosto.

CRESCIMENTO EM QUEDA

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 4,65% para 4,58%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (20), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 0,5%, a mesma previsão da semana passada. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,85% e 2%, respectivamente.

PREVISÃO

A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,05% para 10,04% neste ano. É a segunda redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 5,03%. Para 2023 e 2024, as previsões são de 3,4% e 3%, respectivamente. Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 9,26% no ano e de 10,74%, nos últimos 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003.