Para alcançar a meta do Programa Mata Ciliar de plantar 90 milhões de árvores às margens dos rios, o governo do Estado reestruturou os 20 viveiros do Instituto Ambiental do Paraná.


Até 2003, eram produzidos três milhões de mudas anualmente nestes viveiros. Já em 2007, serão dez milhões, o que representa aumento de mais de 300%. O programa é coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e executado pelo IAP.

Também foram adquiridos outros 412 viveiros, modernizados, que foram entregues a parceiros do programa – como municípios, colégios agrícolas, Sanepar, Apaes, centros de adolescentes em conflito com a lei, penitenciárias, instituições públicas e privadas – para descentralizar a produção. Juntos estes viveiros produzem, em média, 15 milhões de mudas por ano.

“Se somarmos todos os viveiros ligados ao Programa Mata Ciliar, são produzidos 25 milhões de mudas em todo o Estado a cada ano. Oito vezes mais do que era produzido no mesmo período antes da criação do programa, há quatro anos”, afirmou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.

“Até 2003, eram produzidos dois milhões de mudas de espécies exóticas, como pinus e eucalipto, e apenas um milhão de árvores nativas. Hoje, 100% da produção é de espécies nativas. Se comparássemos à produção de nativas até 2003 com o que produzimos somente nos viveiros do IAP atualmente, já seria um aumento de 1.000%”, acrescentou o secretário.

VIVEIROS – Foram investidos cerca de R$ 15 milhões na aquisição dos 412 viveiros cedidos aos parceiros. Cada “kit viveiro” inclui uma casa de vegetação de 50 metros quadrados com sistema de irrigação, área de rustificação (incubadora de mudas) de 160 metros quadrados, tubetes para produção de 90 mil mudas anuais, sombrite (cobertura de plástico) e sistema tubular de sustentação da estufa, além de sementes. “Os parceiros se responsabilizam apenas pela mão-de-obra, terreno, instalação hidráulica e manutenção”, explicou o presidente do IAP, Vitor Hugo Burko.

Ele ainda comentou que o sistema de produção oferecido é considerado inovador. “No lugar das tradicionais embalagens plásticas descartáveis são usados tubetes reaproveitáveis. Em seu interior, casca de pinus em vez de terra”, disse. O tubete é o local onde a semente fica acondicionada até virar muda. Após atingir o tamanho ideal, a muda é transferida para a terra e o tubete é reutilizado para germinar outras mudas.

Entre as principais vantagens do uso do tubete está o custo-benefício e a facilidade no transporte. Um caminhão que transportaria 10 mil mudas com embalagens convencionais, por exemplo, poderá transportar 500 mil tubetes.