Foto: Levy Ferreira/SMCS

O primeiro edital do Projeto de Gestão de Risco Climático do Bairro Novo do Caximba (PGRC) foi encerrado nesta quinta-feira (2/6). A empresa Sial Construções Civis Ltda protocolou proposta para a construção das 752 unidades habitacionais, além de obras de pavimentação e urbanização na Vila 29 de Outubro, no valor de R$ 163.833.678,97.

O processo licitatório segue o rito legal, com análise dos documentos e validação da proposta. Agora, a Comissão de Licitação, formada por técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (Utag) e da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), vai avaliar a documentação legal da empresa. A divulgação do resultado será feita em uma reunião pública que deve ser convocada pela Comissão de Licitação em até três semanas.

Obras previstas

Nesta primeira fase, serão construídas 752 unidades habitacionais, formada por conjunto de quatro casas sobrepostas, além de 12 unidades mistas, de comércio no térreo e moradia no piso superior. Serão 44 mil m² de área construída, com redes de distribuição de água, esgoto, energia elétrica, iluminação pública, paisagismo e microdrenagem.

Cada unidade habitacional terá em média 50m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, lavanderia e acesso individual para a rua. Todas serão construídas com sistema on grid de micro geração de energia solar fotovoltaica, com compensação de energia extra como crédito na conta de luz. Também terão reservatório para captação e reuso de água da chuva.

Na infraestrutura viária, pavimentações permeáveis e ajustes na inclinação das vias vão permitir uma microdrenagem que mantém o solo seco, além de canalizar as águas pluviais para o leito do Rio Barigui, ajudando no controle de alagamentos.

Depois de prontas, as unidades irão receber parte das 1.147 famílias que hoje ocupam a Área de Preservação Permanente (APP) do Rio Barigui.

A faixa de 200 metros a partir do leito do rio será totalmente desocupada para a implantação de um corredor verde que vai permitir a recuperação de uma área frágil ambientalmente que vem sendo degradada há mais de 10 anos.

Além do corredor verde, um dique de contenção de cheias e um parque linear, com áreas de lazer e convivência, vão delimitar a ocupação humana na área.

Com SMCS