Prata na malha detém coronavírus

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A catarinense Dalila Têxtil utiliza partículas de prata no acabamento de seu tecido antiviral. Essa solução expõe o DNA ou o RNA do vírus, que fica inócuo quando infecta uma célula, conforme explica Alexsandra Valério, doutora em engenharia química pela UFSC e uma das responsáveis pelo desenvolvimento do produto.

O Antiviral Dalila já foi distribuído para segmentos fitness, hospitalar, cama, mesa e banho, entre outros. Mas André Klein, diretor da empresa, acredita que essa inovação pode ajudar o mercado da moda pelo fato das roupas começarem a unir design e proteção à saúde. A empresa há 28 anos produz malharia circular, com expertise em produtos diferenciados para a moda masculina, sendo representada por 50% das marcas no market share nacional.

Alessandra Valério lembra que o íon de prata é utilizado no setor têxtil devido à excelência de suas propriedades ópticas, físico-químicas e biológicas. O produto não apresenta toxinas nocivas às células e sua formulação é baseada em química verde, com estabilizante natural de origem brasileira.

Ela observa que, além de 100% eficaz contra o coronavírus, segundo testes e certificações laboratoriais, entre eles da Unicamp, o tecido é também sustentável porque o íon de prata reage com floculantes, sendo assim facilmente precipitado nos efluentes.  “E, depois da prata ter reagido e se tornado um sal no efluente, biologicamente ela não é mais antimicrobiana”, explica.

“Como é um tecido de alta qualidade, ele tem uma vida útil mais longa e pode permanecer em uso por mais tempo, ajudando a preservar o meio ambiente e economizando recursos”, acrescenta André Klein, lembrando que sua eficácia se estende a 50 lavações. O Antiviral Dalila estará  na Febratex 2021, uma das maiores feiras do mundo para a indústria têxtil, transferida para abril, em Blumenau.

Bolsa de luxo de retalhos

A mineira Isla, marca de bolsas de luxo, lança a Rainbow, colorida coleção de cinco modelos, incluindo pochete, bowling e maxi clutch, tramados por técnicas artesanais com base em resíduos têxteis. A inspiração é a simbologia do arco-íris: recompensa, união e esperança. “Atrás de cada nuvem existe um arco-íris, por trás de cada arco-íris um novo começo. Esse foi o propósito por trás da criação de cada peça da coleção!”, revela a diretora criativa da marca, Silvia Monteiro.

Primavera rústica

Os lançamentos de primavera da Lia Line Calçados para o público destacam-se pelos materiais rústicos e naturais, aplicados em modelos com saltos estruturados. Em salto anabela no estilo plataforma ou modelos robustos com plataforma e salto bloco, as sandálias surgem revestidas com corda, ráfia e tramados.  Os nós e as amarrações conferem volume extra para o couro. As peças estão disponíveis na loja virtual www.lialinecalcados.com.br e também em pontos de venda.

Mala em domicílio ajuda venda do varejo de moda

Para sobreviver à crise provocada pela pandemia do Coronavírus,  32 empresas do Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina adotaram práticas inovadoras para as vendas por meio do programa de capacitação para micro e pequenos varejistas de moda realizado pelo Sebrae e a Malwee. Entre as novidades, destaca-se a bag delivery.

“Selecionamos vários looks, de acordo com as preferências do cliente, higienizamos as peças, embalamos, colocamos lacinhos para identificar cada um dos conjuntos, escrevemos cartinhas explicando as combinações e quais foram os cuidados tomados com o preparo do kit. Essas roupas são colocadas em uma mala e enviadas para a casa do cliente. Ele tem 24h para dar um retorno”, detalha Camila Herrero, dona da Estação Malwee, revelando: “Publicamos isso nas redes sociais e muitos outros clientes em potencial entram em contato para receber a bag delivery”.

Para ela, “esse serviço pode ser implantado em qualquer loja de roupas, independente do tamanho” e argumenta: “A crise do coronavírus nos colocou em um novo modelo de funcionamento, mesmo com a loja aberta, ainda temos clientes receosos em sair de casa. Por isso, temos que nos adaptar e oferecer diversidade para o consumidor”.

A capixaba Risonette Carretta, proprietária da loja Dandi Kids, conta como prepara sua bag delivery: “Quando é para crianças colocamos um pirulito, quando é para um casal enviamos chocolates. Consegui potencializar as vendas e estou empolgada para continuar”.

Anny Santos, analista de competitividade do Sebrae, ensina: “Os varejistas de moda precisam adaptar seu negócio de acordo com o comportamento do seu cliente. O foco sempre deve ser nas necessidades do consumidor. A partir do momento que você consegue entregar essas soluções, o aumento do faturamento é natural”.