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Mesmo com os prejuízos das geadas, o Paraná se mantém na liderança da produção.

Patrícia Vieira
da redação
A produção paranaense de grãos da safra 2006/2007 deve atingir 29,2 milhões de toneladas, alta de 21,9% em relação a safra do ano passado que foi de 23,96 milhões de toneladas de grãos. Os dados são da reavaliação da safra realizada pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
    A nova avaliação já considera os efeitos das recentes geadas que atingiram as lavouras do Paraná. A cultura mais prejudicada foi o trigo. No total as perdas na produção de grãos foram de 17%, causadas principalmente pelas geadas que caíram nas madrugadas dos dias 26, 27 e 28 de julho.
    De acordo com Valter Bianchini, secretário da Agricultura e do Abastecimento, mesmo com os problemas causados pelas geadas a produção vai superar a do ano passado e os preços também devem ser melhores.
    O diretor do Deral Francisco Carlos Simioni, considera os resultados da safra 2006/2007 de verão satisfatório. A produção de soja (11,8 milhões), bateu recorde superando até mesmo a safra 2002/2003 considerada a maior dos últimos anos.
    A produção de milho também teve bom desempenho na primeira safra, atingindo uma produção de 8,86 milhões de toneladas, para Segunda safra a expectativa é de uma colheita de 4,98 milhões de toneladas, com isso, a safra total deve chegar a  13,84 milhões de toneladas. o resultado positivo da colheita de milho deve-se à expansão de 37,6% na área plantada.
    A safra de trigo foi prejudicada pelas geadas e as estimativas para produção passaram de 2,05 milhões de toneladas para 1,71 milhão de toneladas. Com a perda de 340 mil toneladas do grãos o prejuízo deve ficar em R$ 180,2 milhões. Apesar das perdas a produção de trigo deve superar a do ano passado em 42,3% e o estado se mantém como maior produtor de trigo do país.
    Para Simioni, as perdas não são bem-vindas, mas tratando-se de culturas de inverno são naturais. “Se por um lado os produtores vão deixar de contabilizar a receita que era prevista, existe a possibilidade um faturamento maior por parte dos produtores em função da escassez do produto no mercado nacional e internacional”, disse.