POSSE, MAS NÃO DE TODOS

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No dia 1º de janeiro tomam posse prefeitos e vereadores de todo o país, eleitos neste ano. Mas não serão todos. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem uma lista de 96 prefeitos que não serão empossados no primeiro dia do ano. Eles tiveram o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. Nestes municípios quem assume a prefeitura é o presidente da Câmara Municipal. Há prefeitos eleitos aguardando a votação do recurso e eles podem tomar posse posteriormente, mas há casos de registros já definitivamente indeferidos e aí acontecerão novas eleições, possivelmente a partir de março.

COMBUSTÍVEIS

A Petrobras anuncia reajuste dos preços da gasolina e do diesel nas refinarias a partir desta terça-feira. A gasolina será reajustada em 5% e o diesel, em 4%. É o segundo reajuste em duas semanas dos dois produtos. O preço do litro da gasolina nas refinarias passa a R$ 1,84, com redução do valor durante o ano de 4,1%. Já o diesel custará R$ 2,02 nas refinarias, com redução no ano chegando a 13,2%.

CONFIANÇA

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas avalia a confiança da indústria. O ICI (Índice de Confiança da Indústria) chegou a 114,9 pontos no mês de dezembro, sendo o maior valor desde maio de 2010. De acordo com o levantamento, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança na leitura de dezembro, e 17 se encontram em nível acima de fevereiro deste ano, antes da pandemia.

ESCASSEZ

O crescimento da indústria foi freado pela escassez de matéria-prima e a alta dos preços dos insumos. Papelão, plástico, alumínio e vidro estão em falta nas linhas de produção, segurando a expansão de muitos segmentos no momento em que a demanda começa a ressurgir. Segundo levantamento da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em novembro, 75% das indústrias de transformação no país enfrentaram dificuldades para conseguir insumos. E 54% delas tiveram problemas para atender os clientes.

INFELIZ

O presidente Jair Bolsonaro voltou a ser vítima de críticas por parte dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff ao questionar se Dilma realmente foi torturada durante a ditadura. Disse o presidente: “Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio-X para a gente ver o calo ósseo. Olha que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio-X”, afirmou.

AS REAÇÕES

Dilma disse que Bolsonaro é fascista, sociopata e “cúmplice da tortura e da morte”. Lula prestou solidariedade a Dilma: “O Brasil perde um pouco de sua humanidade a cada vez que Jair Bolsonaro abre a boca”. Já FHC disse que “brincar com tortura é inaceitável”, independentemente do lado político das vítimas. Para ele, as declarações de Bolsonaro “passam dos limites”.

E-COMMERCE

As vendas de Natal para o comércio on-line tiveram alta de 44,6% em relação ao ano passado, alcançando os valores de R$ 3,8 bilhões entre os dias 10 e 24 de dezembro, segundo estudo da Ebit/Nielsen. O crescimento das vendas on-line do Natal superou o da Black Friday, que aumentou 26,4% em relação ao ano passado. No Natal da pandemia, o valor médio de compras online dos brasileiros foi de R$ 462, ante R$ 408 em 2019. O número de pedidos também cresceu — 8,1 milhões contra 6,4 milhões no ano passado.

VAREJO EM QUEDA

Se na internet as vendas cresceram, o mesmo não se pode dizer das vendas do varejo para o Natal. O varejo, em todo o país, teve um resultado fraco de vendas no Natal, como o registrado em 2015 e 2016, os mais fracos dos últimos anos.

RESULTADOS RUINS

A associação de lojistas de médio e pequeno portes que operam em shopping centers (Ablos), estima queda, em dezembro, entre 10% e 35% nas vendas de produtos como vestuário, calçados, acessórios, itens de perfumaria e ótica, além do setor de serviços. Os maiores recuos no varejo estão em moda e calçados (25% a 28%). Em lojistas da área de serviços (cabelereiro, manicure, consertos de produtos), o recuo varia de 30% a 35%. Há projeção de alta nas vendas em apenas dois segmentos: artigos para o lar (12% a 15%) e joalheria (5% a 6%).

DÓLAR

O dólar voltou a ter aumentos expressivos de valor. Depois de andar beirando a casa dos R$ 5,00, a moeda americana voltou a apresentar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira, o dólar bateu a casa dos R$ 5,31, que fez com que o Banco Central precisasse intervir e leiloar US$ 530 milhões para conter o avanço da moeda americana. Ela fechou o dia em R$ 5,2390, sendo o maior valor desde o dia 2 de dezembro. Graças à procura pelo dólar, o real foi a moeda mais desvalorizada do mundo durante a segunda-feira.