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Alexandre Schlegel

Conheçamos alguns princípios do planejamento urbano em prol de cidades sustentáveis que deveriam ser seguidos, mas em grande parte das vezes não são. Todos sabem a necessidade de um planejamento antes de construir, ainda mais quando nos referimos a cidades sustentáveis. Este tem sido um problema frequente na Região Metropolitana de Curitiba – RMC, principalmente em cidades conurbadas, onde por falta de planejamento, os problemas se acumulam e a sustentabilidade é deixada de lado.

Entende-se por conurbação quando duas ou mais cidades se “encontram” e formam um mesmo espaço geográfico. No caso de municípios conurbados, observamos um exemplo em que várias cidades diferentes formam um mesmo espaço urbano integrado econômica, social e estruturalmente, com um intenso fluxo de capitais, mercadorias e, principalmente, de pessoas. A conurbação não é o único, mas com certeza, o principal elemento constitutivo das Regiões Metropolitanas. No caso de Curitiba esse processo se expande em direção às cidades vizinhas. Entre 1973 e em 2011 foi a última integração dos municípios que totalizam 29, compondo assim a Região Metropolitana de Curitiba.

Hoje em dia se fala na implementação de atitudes sustentáveis em seu cotidiano que, por vezes nos esquecemos que o Governo também possui papel fundamental nessa empreitada, ou ao menos deveria ter. Cabe a ele, por exemplo, a criação de estruturas dentro das cidades que as tornem mais sustentáveis.

Quais são os princípios de planejamento urbano que deveriam ser seguidos, na Região Metropolitana de Curitiba – RMC, instituída desde 1973, ou seja, há 47 anos. Cabe a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC) criada em 1974, a 46 anos pelo governo do Estado do Paraná, responsável pela articulação e congruência da Funções Públicas de Interesse Comum entre os 29 municípios da região, mas em grande parte não foram feitas como:

  1. Os serviços urbanos devem fazer parte da composição da cidade:

Serviços como água potável, luz elétrica e transporte público, entre outros. Na criação e planejamento de uma cidade os serviços urbanos devem ser criados em conjunto, não separadamente.

  1. Quando o assunto é benefícios para o meio ambiente, cidadãos podem receber recompensas econômicas:

Em locais em desuso, se houver reutilização deste espaço a prática deve ser recompensada e não proibida pelo governo.

  1. A sustentabilidade é inclusiva:

Existem em algumas cidades, os serviços urbanos de abastecimento para bairros sem a infraestrutura necessária. Em cidades desenvolvidas existem o abastecimento por este modelo de serviço.

  1. Inclusão do cidadão na proteção do meio ambiente:

Organizações, sejam governamentais ou não, devem trabalhar em parceria com os habitantes, fazendo com que eles valorizem e reconheçam a importância da manutenção de seu espaço, de sua cidade. Gerando, por exemplo, recuperações de rios e revitalização de espaços subutilizados.

  1. Incentivar o intercambio de conhecimento entre as cidades:

As cidades que se desenvolvem, surgem novos desafios. As cidades que compartilham experiências em prol da superação dos desafios as cidades conurbadas é uma oportunidade de crescer e gerar maior sustentabilidade para todas as localidades em questão.

A responsabilidade maior na criação, planejamento e gestão de uma região metropolitana vem do governo, mas cabe aos cidadãos exercer o papel de fiscalizar cobrando para que estas práticas sejam implementadas onde os cidadãos moram. Todos em prol de uma região melhor, um estado melhor, um país melhor e assim um mundo melhor, mais inclusivo e sustentável. Junte-se a nós nessa luta. Acompanhe as nossas redes sociais através do link https://youup.me/alexandreschlegel.com, compartilhe este texto e interaja conosco.