Repudiado até por Jaime Lerner, o prefeito das canaletas exclusivas para ônibus, estações tubo, bi-articulados.

Alem de outras obras que projetaram as administrações de Curitiba na área de transporte coletivo, o projeto do metrô parece que vai sair do papel. Não sem tempo. No ritmo que o número de veículos jogados no trânsito da capital, cresce, o modelo que embora já crítico ainda está sob controle com os ajustes que vem sofrendo, até quando dará  conta do recado? Está quase exaurido! Nos horários de pico, congestionamentos podem ser notados em várias das principais artérias, aquelas que quando implantadas eram chamadas de vias rápidas. Mesmo que não se saiba  de onde virá o dinheiro para implantação do metrô, na medida em que o governo federal ainda não dispõe sequer dos investimentos anunciados pelo PAC, um projeto um tanto quanto mirabolante previsto para ser aplicado em prazo que supera o atual mandato do presidente Lula ( a menos que os petistas estejam considerando a possibilidade de um terceiro período para ele). De qualquer modo o metrô é um projeto para espichar os olhos das empreiteiras. Daí o número de interessados em participar da licitação para a realização do projeto básico, que adquiriram o edital. Uma estrutura que ligará em sua primeira fase a Cidade Industrial ao bairro Santa Cândida, cortando a cidade no sentido sudoeste/nordeste. Com até 24 estações. Se concretizado, um avanço que somado à Linha Verde, em construção, deverá proporcionar à capital paranaense avanço significativo. Resta discutir o aproveitamento posterior das canaletas hoje ocupadas por ônibus. Será uma grande besteira abandonar a oportunidade de criar uma extensa via para trânsito limpo, como por exemplo enormes ciclovias.

 Opostos

Má notícia para os projetos restritivos do governador e boa para o Estado. A Monsanto, um dos alvos das “peleias” desenvolvidas no mandato anterior, que culminou com uma invasão da Syngenta, especializada em pesquisas de soja transgênica, agora desocupada por decisão judicial, volta a operar.

 

Parcela apreciável

A boa notícia é que boa parte dos US$ 28 milhões de dólares que serão investidos pela multinacional, no país, fica no Paraná. Razão mais do que suficiente para se evitar nova invasão por parte do MST e do governo se render á evidência: a soja transgênica aparentemente veio para ficar.  

Preocupação

Inativos e pensionistas do Judiciário, do Tribunal de Contas e do Executivo podem ter seus salários revistos. Se a decisão do governador que pretende reimplantar os 11% de descontos para aposentadorias acima de R$ 5 mil, até o Chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, aposentado como Conselheiro do TC, será atingido.  

Estilo familiar

O questionamento do deputado Ney Leprevost sobre o destino de uma cábrea (espécie de guindaste) pertencente ao Porto de Paranaguá que desapareceu, foi brindado com uma carta furibunda do superintendente da APPA, Eduardo Requião. 

Desajuste

Sugere o administrador em sua missiva deselegante que o deputado dirija-se ao reitor da UFPR, Carlos Moreira Jr., já que o equipamento foi doado à Universidade e estava sob sua guarda. O detalhe curioso: Moreira é o candidato “in pectore” do irmão, governador Roberto Requião, para disputar a prefeitura de Curitiba. 

Eleições 2008

Começa a movimentação visando as eleições municipais de 2008. Ponta Grossa, em que o atual prefeito Pedro Wosgrau ainda não se decidiu por sua candidatura à reeleição; o deputado Holleben de Melo do PT, ainda avalia o ambiente e Jocelito Canto, a opção petebista, pode ser impedido de disputar pela Justiça Eleitoral. Quadro sujeito a chuvas e trovoadas. 

De volta

Londrina, se a eleição fosse hoje traria de volta o ex-prefeito, agora deputado estadual, Antônio Belinatti, dizem as pesquisas. Nem a força do PT nacional, neste momento, onde um aliado poderoso, ministro Paulo Bernardo, reforça a candidatura de André Vargas, adiantaria. 

Divisão benéfica

Cascavel por sua vez tem pré-candidatos aos borbotões. Jacy Scanagatta, Salazar Barreiros, Edgar Bueno, todos ex-prefeitos  e outros tantos, criam condições para enfrentar o prefeito Lísias Tomé, se este resolver disputar a reeleição. Lísias por sinal torce para que a divisão da oposição seja a maior possível. Na importante cidade oestina a eleição ainda é decidida em turno único. 

Decreto tranquilizador

Um decreto legislativo de autoria do deputado federal Eduardo Sciarra, aprovado pela Casa de Leis,  trouxe tranqüilidade a proprietários rurais em uma faixa de 150 quilômetros das fronteiras com Argentina e Paraguai, ameaçadas de desapropriação pelo Incra.

 Clamor das ruasSe o os senadores se espelharem na melhora  da credibilidade do Judiciário, com a aceitação de ação contra os mensaleiros pelo STF, o julgamento de Renan Calheiros pelo plenário, em voto secreto, não trará surpresa. Terão os senadores dado ouvidos ao “clamor das ruas”, para usar uma expressão da moda.  Em choqueDo prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, preocupado com a perda de R$ 300 mil mensais do FPM, por suposta redução no número de habitantes, apontada pelo IBGE: “Não sei como seria administrar a cidade sem esse dinheiro no ano que vem. Todo o planejamento é baseado na expectativa de receita”.