Foram cumpridos 57 mandados de prisão e de busca e apreensão para desbaratar a quadrilha formada por donos de postos e distribuidoras de combustível.


Além de contadores e donos de gráfica. Estão presos 12 suspeitos de participar do esquema, que forçava a manutenção de preços elevados de combustíveis.
De acordo com o delegado Marcus Vinícius Michelotto, titular da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, que coordenou as investigações, há quatorze envolvidos, que devem responder por formação de cartel e de quadrilha, falsificação de documentos, estelionato, corrupção ativa e passiva e crimes contra ordem tributária. Dois ainda estão foragidas. A polícia apreendeu muitas armas de fogo e 28 postos de combustíveis da região foram alvo dos mandados de busca e apreensão.

A operação foi acompanhada pelo secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, e também pela diretora da Secretaria de Direitos Econômicos, do Ministério da Justiça, Ana Paula Martinez, além de funcionários do Ministério da Fazenda e da Receita Estadual. Segundo o delegado, cerca de 20 funcionários, dos três órgãos trabalharam ao lado da polícia, investigando administrativamente os fatos.

MILHÕES – Os 57 mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em Londrina, Ibiporã, Jataizinho e Cambé, na manhã desta quarta-feira (29). A operação, batizada como Medusa III, é continuação das investigações sobre a venda ilegal de combustíveis no Paraná e que já descobriu lucros indevidos e desvios de mais de R$ 65 milhões e levou para cadeia, pelo menos, 19 pessoas.

“É um trabalho forte da polícia do Paraná contra o crime organizado, contra o crime do colarinho branco que fatura milhões de reais, prejudicando não só os cofres públicos, mas toda a população que paga impostos”, disse o secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari.

A diretora da Secretaria de Direitos Econômicos, do Ministério da Justiça, informou que deve instaurar procedimento administrativo contra os postos em breve. “Quero parabenizar a polícia por este trabalho, que reflete não apenas para os cofres públicos mas, principalmente, para o bem da população e da nossa economia. Vamos agora juntar todas as provas e instaurar os procedimentos”, disse.

Mandados de prisão:

  • – Djalma Eugênio Guarda , 52 anos – Seria um dos líderes do cartel e organizador dos preços, dono de uma distribuidora de combustíveis e postos, o que seria ilegal. Está foragido.
  • – Djalma Eugênio Guarda Júnior, 26 – Filho de Djalma Guarda, auxiliaria seu pai, realizando visitas a postos de gasolinas para pressionar outros donos a fazer o preço estabelecido do combustível. Seria dono de posto e integra o cartel.
  • – Itauby Netto José Ramalho Guarda, 30 – Filho de Djalma Guarda, auxiliaria seu pai, realizando visitas a postos de gasolinas para pressionar outros donos a fazer o preço estabelecido do combustível. Seria dono de posto e integra o cartel.
  • – Mauro Cezar Guarda, 50 – Irmão do Djalma Eugênio Guarda e sócio dele na Oilpetro. Está foragido.
  • – Sérgio Góes de Oliveira, 46 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Edson Fernandes Gimenes, 29 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Jonatas Cerqueira Leite Filho, 55 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Claudir Osmir Bolognesi, 42 – Seria o intermediário de Djalma para negociar os preço
  • – José Eduardo Maluf, 36 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Márcio Jiovani Matiazi, 38 – Contador da OilPetro.
  • – Adelton Antonio Fevereiro, 32 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Emilio Sergio Santaella, 50 – Dono de posto, que integraria o cartel.
  • – Amauri Peretti e Pires Godoy, 51 – Seria um lobista, usado pelo cartel, suspeito de corromper funcionários públicos.
  • – Rodrigo Werner Silva, 28 – Proprietário da gráfica Tradição e venderia notas não autorizadas pela Receita Estadual para a quadrilha.