O IBGE divulgou ontem que o crescimento do PIB no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2006, é o maior desde o resultado do segundo trimestre de 2004.

Marcio Ferreira
da redação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, é o maior desde o resultado verificado no segundo trimestre de 2004.

De abril a junho de 2007, o PIB brasileiro cresceu 5,4% nesta base de comparação. Há três anos, o aumento tinha sido de 7,5%. Os destaques foram a indústria, o setor de serviços e o setor agropecuário, segundo informações da gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis.

“Sem dúvida, pela ótica da produção, o principal destaque foi à indústria, com destaque para os subsetores de Indústria de Transformação e Construção – com taxas de expansão acelerando bastante", analisa a gerente.

"Já pela ótica da demanda, o destaque ficou para a formação bruta de capital fixo (FBCF). Neste caso o investimento como um todo foi impulsionado por três fatores: a aceleração das importações de máquinas e equipamentos, a produção interna e mais uma vez a construção civil.”

CRISE

Ao analisar os números do PIB divulgados ontem pelo IBGE, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) afirma que o crescimento da produção industrial pode ancorar a atividade industrial brasileira se houver um aumento da crise internacional. A opinião é do economista-chefe do Iedi, Edgard Pereira.

Na sua opinião, “o que impacta mais efetivamente o comportamento da economia não é a bolha financeira imobiliária em si que foi estourada, porque no caso brasileiro você não tinha instituições carregando ativos deste mercado. Então o impacto direto é praticamente nenhum. Há o impacto sobre os fluxos de capitais, com um esperado aumento da aversão ao risco, que deverá levar a um menor fluxo de capitais para países emergentes, com resultado em transações correntes do Brasil”.