Depois de quatro meses de investigação, a Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira dez pessoas acusadas de pertencer a uma quadrilha de fraudadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com o delegado Amaro Vieira Ferreira, que chefiou as investigações, a quadrilha falsificava documentos e procurações dos aposentados, entrava com os pedidos de revisão de aposentadoria e ficava com os benefícios das vítimas. Eles se apropriaram de R$ 5 milhões em benefícios que seriam pagos a 140 aposentados de cinco municípios do interior de São Paulo.

Segundo ele, a quadrilha era comandada a partir de São José do Rio Preto, a 440 km de São Paulo, onde seis pessoas, entre elas duas mulheres, foram presas. De acordo com o delegado, além de Rio Preto, aposentados de Campinas, Sumaré, Americana e São Sebastião, no litoral sul do Estado, foram lesados pelos fraudadores.

De acordo com a PF, as fraudes foram facilitadas pela participação de dois funcionários de uma empresa que presta serviços para a Caixa Econômica Federal, que entregavam os dados bancários dos aposentados necessários para se praticar a fraude. Um desses prestadores foi preso no município de Sonora, no Mato Grosso do Sul.

Segundo a PF, as investigações vão continuar porque há suspeita de que mais aposentados possam ter sido lesados pela quadrilha e outros colaboradores do grupo ainda não foram presos. No total, a PF cumpriu 12 mandados de prisão e apreendeu computadores e documentos usados pela quadrilha para praticar as fraudes.