A partir desta sexta-feira (29), o preço médio de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 3,71 por litro, uma redução de R$ 0,15 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,81, em média, para R$ 2,70 a cada litro vendido na bomba. Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

IGP-M DESACELERA

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador usado no reajuste dos contratos de aluguéis no país, ficou em 0,21% em julho deste ano. A taxa é menor à registrada no mês passado (0,59%) e a de julho de 2021 (0,78%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxa de 8,39% no ano. Em 12 meses, o acumulado é de 10,08%, abaixo dos 33,83% acumulados em julho do ano passado.

TRÊS SUBÍNDICES

A queda da taxa de junho para julho foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, registrou deflação (queda de preços) de 0,28% em julho ante uma inflação de 0,71% no mês anterior. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que avalia o atacado, caiu de 0,30% em junho para 0,21% em julho. Já a taxa do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) recuou de 2,81% para 1,16% no período.

CONFIANÇA DO COMÉRCIO RECUA

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 2,2 pontos em julho, na comparação com junho, e chegou a 95,1 pontos, em uma escala de 0 a 200. A queda veio depois de duas altas consecutivas. Empresários de quatro dos seis segmentos do comércio pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança. O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no presente, caiu 2,9 pontos e chegou a 105,6. Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção do empresariado em relação ao futuro, caiu 2,7 pontos e atingiu 84,8.

Segundo Rodolpho Tobler, economista da FGV, as medidas de estímulo recentemente anunciadas pelo governo ainda devem sustentar o nível de demanda atual por mais alguns meses. A inflação e os juros altos, aliados a níveis baixos da confiança do consumidor, devem segurar uma retomada mais consistente do setor, argumentou ele.

PREÇOS NA INDÚSTRIA SOBEM

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação de preços na saída das fábricas, registrou inflação de 1% em junho. O percentual é menor que os observados em maio deste ano (1,81%) e em junho de 2021 (1,29%). Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPP acumula inflação de 18,78% em 12 meses. No primeiro semestre, o acumulado é de 10,12%. Quinze das 16 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em junho, com destaque para refino de petróleo e biocombustíveis (4,05%). “O setor de refino foi impactado principalmente pelas variações observadas em produtos derivados do petróleo, em especial pelas altas do óleo diesel e da gasolina”, disse Murilo Alvim, analista do IBGE.

PREÇOS DOS ALIMENTOS SOBEM

Outra atividade com alta importante de preços foi a indústria de alimentos (1,99%). “O setor de alimentos teve seu resultado influenciado, em grande parte, pelos maiores preços do leite e dos seus derivados. O grupo de laticínios apresentou aumento de 14,91% no mês. Essa variação é justificada pelo período de entressafra do leite, junto a uma oferta já escassa por conta de questões climáticas e dos maiores custos de produção”, explicou.

ITENS COM DEFLAÇÃO

Paralelamente, entre as nove atividades com deflação (queda de preços), destacam-se indústrias extrativas (-2,89%) e metalurgia (-1,50%). Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, as maiores altas de preços em junho foram observadas nos bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (1,04%), e nos bens de consumo semi e não duráveis (1,01%). Os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos utilizados no setor produtivo, tiveram inflação de 0,98%, enquanto os bens de consumo duráveis apresentaram a menor alta de preços: 0,48%.

PARANÁ/IMPORTAÇÃO

As importações brasileiras dos EUA bateram recorde de US$25 bilhões no 1º semestre de 2022. Em comparação com o mesmo período de 2021, o crescimento foi de 52,4%, o que levou a um recorde no comércio bilateral. Com US$578,8 milhões, ou seja, 5,3% das importações brasileiras, o Paraná é o quinto maior importador, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Maranhão. O Estado se destaca na importação de óleos combustíveis e petróleo. Os dados são do Monitor do Comércio Brasil – EUA elaborado pela Amcham (Câmara Americana de Comércio).

COMPRA DE COMBUSTÍVEIS

O desempenho das importações foi fortemente determinado pelo aumento nas compras de produtos do setor de energias não renováveis. Os combustíveis de petróleo, compostos principalmente por diesel e naftas para petroquímica, se consolidaram como principal item importado. Tiveram alta expressiva as compras de gás natural, petróleo bruto e carvão.

Em seguida, se destaca a importação de motores e máquinas não elétricos, adubos e fertilizantes, inseticidas e fungicidas. O aumento no valor das importações dos produtos de energia e de fertilizantes tem relação direta com a alta internacional causada pelo conflito na Ucrânia. A Amcham prevê que com o cenário de aumento dos preços internacionais e os resultados bilaterais já registrados no 1º semestre, ocorra um valor recorde no comércio bilateral em 2022, com crescimento expressivo de importações e, em menor medida, das exportações.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

O Brasil fechou o mês de junho com um saldo de 277.944 empregos formais (com carteira assinada), segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) apresentado pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O saldo de junho foi resultado de 1.898.876 de contratações e 1.620.932 desligamentos. Já o estoque total de trabalhadores celetistas aumentou 0,67% em relação ao resultado de maio deste ano, passando de 41.729.858 para 42.0.13.146. Na média nacional, os salários iniciais pagos a quem foi admitido em um novo emprego em maio foi de R$ 1.922,77. Comparado ao mês anterior, houve acréscimo real de R$ 12,99 no salário médio de admissão, uma variação em torno de 0,68%. No acumulado do ano, foi registrado saldo de 1.334.791 empregos, decorrente de 11.633.347 admissões e de 10.298.556 desligamentos (com ajustes até junho de 2022).