Daniel Signori diretor técnico da empresa

Tendo em vista manter-se entre as maiores empresas do concorrido mercado brasileiro de produtos de higiene e cuidados pessoas, a tradicional fabricante de papel higiênico e líder nacional do segmento folha simples, a paranaense Mili, passou por mudanças estratégicas em seus modelos de gestão.

Além da reformulação de produtos já conhecidos do público e do investimento estrutural, a empresa seguiu a mesma esteira das grandes companhias, apostando na nova mascote virtual, Emili, para aproximar-se ainda mais do consumidor final.

Sob a mira da concorrência e dos bancos de investimento, a empresa investiu R$ 100 milhões em maquinário, ampliação de portfólio, bem como no seu parque industrial e presença geográfica, nos últimos quatro anos. Tudo isso em meio à onda de consolidação que tem movimentado a indústria de tissue no país.

Entre as principais novidades estão a entrada no segmento de papéis premium e reposicionamento dos produtos já consolidados da marca, ampliando a presença em cuidados pessoais. Com o lançamento do Mili Prime Comfort Folha Tripla, por exemplo, a empresa chegou ao topo da pirâmide do mercado de papel higiênico. Mirando em novos consumidores, também lançou a folha dupla da marca Bianco – por oito anos seguidos o folha simples mais vendido no país.

Já com o objetivo de se aproximar do consumidor final, lançou a mascote virtual Emili, responsável pelo crescimento de 120% no número de seguidores da empresa. “A Mili vem de uma crescente fase de investimentos, até como reação às necessidades que a pandemia de covid-19 trouxe”, conta o diretor técnico Daniel Signori.

Para a gerente de Marketing da companhia, Renata Gomes Maciel, no passado, um terço das vendas de papel higiênico no país era de folha dupla e dois terços, folha simples. Hoje, essa relação se inverteu. “Queremos que clientes e parceiros comerciais saibam que nosso produto, além de ter um excelente custo-benefício, é de alta qualidade”, diz.

Os investimentos recentes não se limitaram à linha de papéis e chegaram às fraldas infantis e geriátricas, hastes flexíveis e absorventes. Ao todo, são 120 produtos no portfólio.

Mudanças que já começaram a trazer resultados. No primeiro trimestre, as vendas cresceram 20% na comparação anual, contra expansão de 13% do mercado de higiene, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

Com o  Mili Prime Comfort Folha Tripla a empresa chegou ao topo da pirâmide do mercado de papel higiênico

Com produção anual da ordem de 200 mil toneladas de papel higiênico, a Mili reconhece que o mercado brasileiro segue desafiador, diante da sobreoferta e da pressão crescente dos custos de produção proveniente da celulose e do câmbio. “A briga na área comercial é significativa, o que acaba se refletindo em margens achatadas”, afirma Signori. Tendo em vista, então, evitar a limitação das negociações com clientes aos preços, a companhia optou por trabalhar com margens mais justas e concentrar-se na oferta de serviços: vantagens que os que possuem produção própria de celulose possuem.

Com estimativas de responder por 12% a 14% do mercado nacional, a Mili conta com 15 mil  CNPJs ativos em sua base de clientes em todo o país. E teve, em 2021, um aumento de 13% na receita líquida (R$ 1,26 bilhão).  Hoje, cerca de 70% do faturamento é gerado pelo negócio de papel e 30%, de “personal care”.(fonte: assessoria de comunicação da Mili, com informações do Valor Econômico)

Região Sul é opção para o mercado livre de energia

Claudio Ribeiro: “Com mais informação, pequenas e médias empresas terão acesso ao modelo que promove maior economia”

 A Região Sul possui cerca de 12,5 mil empresas que já poderiam migrar para o mercado livre de energia, segundo um estudo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os benefícios deste ambiente de contratação incluem potencial economia na tarifa, migração para energia renovável, maior controle e uso mais eficiente do recurso. Gráficas, faculdades, hospitais, clubes e pequenas indústrias são exemplos de setores para os quais a migração é bastante vantajosa.

Para chegar a este público, a 2W Energia realizou na semana passada em Florianópolis o evento “Expedição Economia Verde”, com presença do navegador Amyr Klink para falar sobre planejamento futuro e oportunidades no mercado de energia livre. O evento ocorreu no Novotel Florianópolis e recebeu mais de 70 participantes interessados em saber mais sobre este mercado.

“A Região Sul é uma região-chave para avançarmos na popularização da opção pelo mercado livre de energia em todo país. Com mais informação, as pequenas e médias empresas terão acesso a um modelo que promove maior economia e sustentabilidade e que até hoje só estava disponível para as grandes organizações”, afirma Claudio Ribeiro, CEO da 2W Energia

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o número de migrações para o mercado livre de energia bateu recorde no ano passado no Brasil, com 5.563 novas Unidades Consumidoras (UCs). Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina (27%) estão entre os seis estados com maior volume migrado nos últimos três anos.

Outro reforço da empresa no avanço deste mercado é o canal de venda direta “2W e VC”, em que coloca consultores de energia para fazer a abordagem porta a porta. Atualmente, a 2W dispõe de 1.500 consultores em âmbito nacional, a maior rede do setor. Além do canal de venda direta, a empresa também atua com canal próprio, digital e televendas.

O mercado livre de energia é uma realidade em diversos países do mundo, como Portugal, Estados Unidos e Alemanha. No Brasil, este mercado está disponível para empresas com o mínimo de demanda contratada e deve chegar a consumidores residenciais nos próximos anos.

A 2W Energia é uma cleantech que está democratizando o acesso à energia renovável no Brasil com soluções inovadoras, tecnológicas e disruptivas.