Paiol Musical tem Ravi sem plateia presencial

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Pela primeira vez em três anos, o Paiol Musical, programa da Fundação Cultural de Curitiba, acontece sem plateia. Os shows são gravados e serão transmitidos durante a programação artística da Oficina de Música e nas comemorações dos 50 anos do Teatro Paiol, que acontecem em 2021. A proposta, alterada devido à pandemia da covid-19, possibilitou a gravação de videoclipes de três músicas de cada grupo.

“A produção toda da equipe ficou sensacional e desejo que através desse espetáculo minha música reverbere e que as pessoas sejam impactadas por ela de maneira positiva”, diz Ravi Brasileiro, um dos vinte artistas selecionados. Cantor e compositor, desde 1998, ele se dedica à pesquisa de diversos gêneros musicais, comprometido em encontrar caminhos inusitados.

“O trabalho de pré-produção foi fundamental para o crescimento do espetáculo. Foi um processo diferente e intenso, construído durante meses com outros artistas, tudo feito em conjunto. Os arranjos tiveram uma construção coletiva em que contei muito com a participação do Lucas Abreu (programações, percussão e tecladista) e do Sérgio Monteiro Freire (saxofones, guitarra e programações)”, destaca Ravi, que ainda contou com participações especiais de Janaina Fellini, Laura Binder e Otto Brasileiro.

O espetáculo Quiçá que Sacudisse já foi apresentado em 2016 por Ravi Brasileiro, no entanto, para o Paiol Musical de 2020, houve uma grande reformulação. Catorze canções se conectam entre si durante toda a apresentação. Mas, sem plateia, apenas as parafernálias de filmagens, Ravi confessa: “ Ali, sem essa presença, o desafio é abstrair o vazio e buscar a conexão pela memória”.