Foto: Andre Ribeiro/Agência Petrobras

O cartel do petróleo da Opep+ decidiu, nesta quarta-feira (3), aumentar levemente sua produção, apesar das negociações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em meados de julho na Arábia Saudita, para tentar conter o aumento de seus preços.

Os representantes dos 13 membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus dez sócios concordaram em “aumentar a produção (…) em 100 mil barris diários no mês de setembro”.

O número é bem abaixo dos meses anteriores, quando chegaram a em torno de 432 mil e 648 mil barris adicionais, segundo uma nota divulgada após uma videoconferência ministerial.

Os preços do petróleo subiram imediatamente, “para decepção do presidente dos EUA”, disse à AFP Tamas Varga, analista da PVM Energy.

Os 23 membros do cartel deveriam decidir uma nova estratégia, em um momento em que os níveis de produção voltaram aos seus níveis anteriores à pandemia de coronavírus.

A decisão da Opep+ mostra que ela continua unida e, de fato, atende aos interesses da Rússia, que são diametralmente opostos aos dos Estados Unidos.

Em seu comunicado à imprensa, o cartel do petróleo insiste na “importância de manter o consenso imprescindível para a coesão da aliança”.

Com informações de AFP