Observatório sistema FIEP lança novo E-book de tendências para indústria

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Crédito da foto: Adobestock

Pelo terceiro ano seguido, o Observatório Sistema Fiep lança o caderno de tendências. Uma reunião dos principais fenômenos sociais e tecnológicos que estão em voga no momento e que têm grande potencial de acelerar mudanças e gerar oportunidades para a indústria e para toda a sociedade. O material é gratuito e está acessível em formato de um e-book que contempla temas como comportamento do consumidor, empreendedorismo, inovação, comunicação, educação e conhecimento, saúde e qualidade de vida.

Nesta edição, são apresentadas 12 tendências resultantes de uma ampla pesquisa realizada pelo Observatório Sistema Fiep, área com experiência de 17 anos em estudos de futuro, prospectiva e planejamento de longo prazo. Os profissionais reuniram informações extraídas de organizações nacionais e globais, provedores de tecnologia, estudos acadêmicos, trabalhos de startups e registros de patentes.

“Esta é a terceira edição do e-book sob curadoria, redação, edição e design da nossa área. As 12 tendências apresentadas no material são bem relevantes, o que nos traz satisfação com esta entrega”, resume a gerente executiva do Observatório, Marilia de Souza. O conteúdo da publicação contém informações que podem balizar o planejamento de ações e iniciativas estratégicas, além de definir políticas públicas. “Nosso foco é contribuir para o avanço da indústria e demais áreas para que resultem em benefícios à toda a sociedade”, complementa.

Conclusões do estudo

A Vida frenética, hiperconectada e saturada de estímulos e informações será um convite à autoavaliação. O estudo revela, na tendência Presente Estendido, em 2021, que cada vez mais as pessoas serão convidadas a desacelerar e estabelecer vínculos com o presente. “A busca pela normalidade demandará um comportamento proativo, mesmo diante de tantas incertezas e imprevisibilidades”, contextualiza o pesquisador do Observatório, Ramiro Pissetti.

De acordo com ele, a pandemia vai continuar induzindo mudanças no comportamento do consumidor, reestruturando portfólios e reequilibrando cadeias de suprimentos. “A retomada ganhará com o aumento do investimento internacional em energia limpa e programas voltados ao clima e questões ambientais, de acordo com a tendência Negócios Regenerativos”, destaca.

Estratégias de sobrevivência para as empresas são exploradas no capítulo Organizações Antifrágeis. A tendência trata de organizações que não apenas resistem, mas evoluem frente as dificuldades. A expansão das soluções tecnológicas e o crescimento de processos automatizados demandarão agilidade, flexibilidade e reaprendizagem para a indústria. Uma oportunidade para o setor fortalecer sua atuação no mercado capacitando pessoas para uso de novos recursos.

Segundo o estudo, um número significativo de empresas adotará definitivamente o home office e uma parcela ainda maior implementará ambientes de trabalho híbridos e flexíveis. Escritórios Fluídos explora em detalhes esse movimento, abordando a estruturação de espaços capazes de atender às necessidades de adaptação a eventuais medidas econômicas, sanitárias e climáticas.

“A adesão massiva ao teletrabalho e a necessidade de continuidade dos negócios no ambiente digital continuarão a fomentar a sofisticação de ameaças virtuais. O cenário de aumento das vulnerabilidades motivará um contínuo aprendizado de hábitos de Higiene Cibernética”, descreve o pesquisador.

No capítulo Internet dos Comportamentos (IoB), o e-book confirma que os rastros digitais aumentarão ainda mais com interações on-line, utilização de aplicativos de geolocalização e serviços de reconhecimento facial. A partir da perspectiva comportamental, a web fornecerá dados sobre hábitos, interesses e preferências dos clientes que poderão ser revertidos em criação e comercialização de novos produtos.

“Se em 2020, os grandes marketplaces (shoppings virtuais) ganharam a preferência do público e consolidaram a tendência dos super aplicativos, o modelo de negócio agora se direciona para a multiplicação e a segmentação de mercado”, sinaliza Pissetti. Para ele, os Marketplaces de Nicho podem evidenciar marcas com pouca visibilidade em grandes plataformas e fortalecer conexões entre compradores e vendedores com interesses semelhantes.

Ao combinar compra on-line, experiência personalizada e entretenimento, o Live Commerce desponta como estratégia complementar ao varejo tradicional. A tendência revela novas possibilidades de relação entre público e marcas, ao contemplar vendas ao vivo em plataformas especializadas e nas redes sociais das marcas. “Isso em parte se deve à modernização do sistema financeiro que continuará avançando no Brasil e no mundo, rumo à desburocratização, democratização e maior acesso ao crédito”, sugere.

A tendência Dinheiro 4.0 trata do pagamento instantâneo, do open banking, inovações financeiras além da indústria bancária e o fortalecimento contínuo do ecossistema de fintechs. Os códigos de verificação NFTs (Tokens Não-Fungíveis) apresentam potencial de reforçar processos de ruptura em relações econômicas, jurídicas e industriais. Com base em blockchain, os bens criativos digitais movimentaram milhões no último ano, com ilustrações, vídeos, fotografias e GIFs. “A tecnologia vem apresentando potencial de exploração crescente em patentes corporativas”, exemplifica.

A publicação traz também uma referência especial aos Curadores Educacionais, que devem ganhar relevância na aprendizagem, impedindo a divulgação de conteúdos falsos e desinformação. A tendência ganha relevância nas modalidades de ensino remoto, on-line e EaD. A Alfabetização para o Futuro trata do desenvolvimento de habilidades antecipatórias para transformar enfrentar os desafios contemporâneos e planejar o amanhã. Assim como em leitura e escrita, essa é uma habilidade que todos estão aptos a adquirir.

“2021 é um prolongamento de 2020 e antecipa o que será 2022. Continuaremos a nos confrontar com situações em que teremos de nos adaptar às circunstâncias extraordinárias”, avalia a gerente do Observatório Sistema Fiep, Marilia de Souza. “Mas, diferentemente do ano passado, não fomos pegos de surpresa quando viramos a folha do calendário. Mesmo que a batalha contra a pandemia não tenha sido vencida ainda, estamos aprendendo a lidar com seus impactos e a focar energia em oportunidades para o futuro”, completa Marilia.

Assessoria