Observadores de países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mostraram-se dispostos a promover o desarmamento nuclear no segundo dia de encontro sobre o tratado da ONU de proibição de armas do gênero.

Foi aberto terça-feira em Viena o primeiro encontro de nações signatárias do Tratado das Nações Unidas de Proibição de Armas Nucleares. Países da Otan não firmaram o tratado por estar sob a proteção nuclear proporcionada pelos Estados Unidos. Representantes de alguns destes países participam da conferência de três dias na condição de observadores.

O principal representante da Noruega assinalou que o ataque militar da Rússia à Ucrânia “alterou de modo fundamental o cenário de segurança na Europa”. Ele afirmou: “A Noruega respalda inteiramente o posicionamento nuclear da Otan.” Acrescentou: “Buscamos um diálogo construtivo entre todos os Estados para fazer avançar o desarmamento nuclear e para exercer oposição à polarização nesta área, ainda que tenhamos escolhido diferentes caminhos e instrumentos rumo ao zero.”

Já o principal representante da Holanda comparou o Tratado de Proibição de Armas Nucleares com o Tratado de Não Proliferação Nuclear. Manifestou esperança de que o primeiro venha a complementar o segundo na concretização da meta.

O chefe da delegação da Alemanha declarou: “Compartilhamos integralmente da meta de livrar o mundo de armas nucleares.” Ele destacou que a Rússia vem fazendo ameaças de uso de armas nucleares e que a China amplia o seu arsenal nuclear tanto em tamanho como em sofisticação. Concluiu: “Em tempos como os atuais, o diálogo de espírito aberto e o debate honesto são mais essenciais do que nunca.”

Com NHK