Ministro Jobim admite a ocorrência de problemas. Malha aérea terá de ser alterada

 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu pela primeira vez neste sábado que as obras no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, que terá a pista principal fechada por mais de três meses, causarão algum transtorno aos usuários. Com o fechamento da pista, a malha aérea terá de ser alterada, o que pode significar a transferência de vôos, sobretudo conexões, para outros aeroportos, além do remanejamento de outros ao longo do dia. Com a diminuição do fluxo aéreo em Congonhas, existe o temor de que o fechamento de Cumbica possa causar um novo caos aéreo no país.

Nós precisamos, em alguns casos, sacrificar o conforto à segurança – disse Jobim.

Na véspera, Jobim dissera não acreditar em transtornos argumentando que já havia um processo de redistribuição de slots (pousos e decolagens por hora). Segundo o Ministério da Defesa, agosto é um mês de baixa temporada para o tráfego aéreo, e Guarulhos está operando com 43 slots, quando sua capacidade autorizada é de 54 slots.

Teríamos dificuldades se tivéssemos que fechar a pista no momento de pico e no período de chuvas (dezembro e janeiro) – disse Jobim.

O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, também vê problemas para os usuários de Guarulhos:

Não temos alternativa, e a pista tem que ser feita. Claro que vai haver transtorno. A população vai sentir um pouco – afirmou Gaudenzi.

No início da semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o problema da crise aérea já estava "resolvido em parte".

Em relação a Congonhas, Gaudenzi confirmou que as obras para colocação de grooving (ranhuras) na pista principal do aeroporto será encerrada entre 6 e 7 de setembro, conforme afirmara Jobim no início da semana.