Araucária. Foto: José Fernando Ogura/ANPr

Alexandre Schlegel

Manter o foco é essencial para as instituições bem como para os profissionais. A realidade se apresenta com a necessidade de reconhecer que se faz bem no que se especializou. Começamos com o estudo preferido dos contadores da Região Metropolitana de Curitiba – RMC, transformando-se em um conteúdo completo para análise contábil.

Devemos inovar e empreender, avaliando as ações efetivas das estruturas que se postulam como geradores de riqueza, abrindo várias frentes de atuação, ao invés de focar em apenas uma, observando a manutenção e aprimoramento dos equipamentos públicos que devem atender a demanda da população como: educação, saúde, segurança, transporte, e concebendo uma visão na execução da sua verdadeira missão.

Buscamos trazer reflexões sobre gestão, ação de governança no território por um bom tempo para quem nos acompanhou. O momento que vivemos exige que iniciemos a análise do proposto pela estrutura pública como uma instituição que deveria criar ambientes de negócios. Não cabe se postular no papel de interventor na geração de riquezas. Novamente o roteiro do poder público é manter e aprimorar a infraestrutura além de criar vias possíveis e reais de fomento para os empreendedores nos bairros e municípios próximos da cidade núcleo.

A Infraestrutura visa melhorar a qualidade de vida da população de áreas rurais urbanas. A Constituição Federal promulgada em 1988, possibilitou aos municípios um incremento na arrecadação própria, conforme o artigo 156, tendo esses uma maior fonte de recursos, que são arrecadados no próprio município. Assim, o gestor municipal tem uma fonte de financiamento própria, podendo operar.

Vamos nos focar com as seguintes fontes de informações:

https://meumunicipio.org.br/perfil-municipio/4106902-Curitiba-PR?exercicio=2020

Receita R$ 9.316.608
Despesa R$ 8.553.053 Dados em milhares de reais

(Curitiba – 2020) Fonte: IBGE Cidades/Siconfi/STN 2020, atualizado em 00:00h de 21/10/2021

A microeconomia é um dos ramos principais da economia e trata das decisões individuais dos gestores ou agentes econômicos. Curitiba deveria configurar entre as cidades mais bem estruturadas e avançadas, com uma arrecadação de mais de 8 bilhões de reais por ano. Qual é o retorno ou a satisfação dos cidadãos, sejam eles produtores ou consumidores dos equipamentos públicos?

Ao analisar as despesas onde esse dinheiro é aplicado 53,87% dos gastos é com pessoal com funcionários, que totaliza o valor de R$ 4.612.678.978,81. Valor esse que dá inveja para qualquer grande empresa. Para uma simples análise, se o custo médio individual de cada funcionário for em torno de R$ 6.500,00 reais, podemos dizer que a efetivo de mais de 709 mil colaboradores. Ainda na coluna de despesas, encontramos um item sob rubrica de outras despesas correntes com 45,72%, equivalente a R$ 4 milhões de reais. O que são essas outras despesas correntes?

Vamos avaliar o setor que os bairros mais populosos de Curitiba receberam em especial em infraestrutura.  Somando os bairros do sul de Curitiba, ou seja, os bairros que ficam depois da via Verde, percebemos que Sitio Cercado, Boqueirão, Xaxim, Alto Boqueirão e Uberaba, são os locais mais populosos de Curitiba, com uma população de aproximadamente 371.612, representando 21,21% da população. Quantas obras foram efetivadas nessas regiões durante os últimos 6 anos? A arrecadação total do IPTU dessas regiões é de quase 1 bilhão de reais. Onde tem mais população, tem mais arrecadação, então esses bairros deveriam ter recebido um bom repasse, não é?

Os resultados apontam para um rendimento cada vez mais crescente e de escala. Sendo assim, a instituição municipal de Curitiba necessita aumentar sua produção para alcançar o ponto de maior concentração de rendimentos, apontando para que os trabalhos aumentem a escala de satisfação dos seus clientes, os cidadãos metropolitanos. Acompanhe as nossas redes sociais através do link https://youup.me/alexandreschlegel.com e compartilhe conosco a sua visão.