NOVO PEDÁGIO

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A nova concessão das rodovias que cortam o Paraná será baseada em torno da menor tarifa oferecida ao usuário, sem limite de desconto na disputa na Bolsa de Valores, arrumando a modelagem de acordo com o anseio da população. A alteração na proposta original foi anunciada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (21), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, e é resultado das seguidas reuniões em Brasília (DF) do início desta semana.

O formato está alinhado ao documento proposto e encaminhado pelo G7, grupo das principais entidades do setor produtivo paranaense. Entre os pontos mais relevantes estão licitação da concessão pela menor tarifa, sem limite de desconto, além da garantia de execução das obras por meio de um depósito caução e adequação no degrau tarifário das pistas duplicadas.

O modelo é diferente do que está sendo adotado em todo o País e será personalizado para atender a demanda entregue pelo Governo do Estado. Ao encampar a proposta defendida pelo Paraná, o Ministério deixou de lado o chamado modelo híbrido, organizado em torno da menor tarifa de pedágio com limite de desconto, seguido de maior valor de outorga.

DINHEIRO BARATO

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destinou nos últimos quatro anos, no Paraná, R$ 394 milhões a financiamentos para empresas com propostas na área de energia limpa. Os maiores montantes foram pelo programa Fundo Clima, com R$ 60,82 milhões, e por meio da parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com mais R$ 96,40 milhões.

CONTRA BOLSONARO

Curitiba será na próxima semana, no dia 29 de maio (sábado), palco para mais um protesto político, o ato “Povo na Rua, Fora Bolsonaro!”. Desta vez, a manifestação, que está sendo organizada por movimentos como o “Juntos PR”, “Juntas Paraná” e “Ecoar – Juventude Socialista”, está marcado para acontecer a partir das 15 horas, na Praça Santos Andrade, região central da cidade, ponto tradicional para manifestações políticas na capital paranaense.

LULA COM FHC

Em campos opostos da política desde a década de 1990, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) almoçaram juntos na semana passada. O encontro foi promovido pelo ex-ministro Nelson Jobim, que atuou tanto no governo do petista quanto no do tucano. O almoço ocorreu na casa de Jobim e durou cerca de 3 horas. A reunião foi registrada nas redes sociais de Lula.

ESTRATÉGIA

A aproximação com o tucano faz parte da estratégia do ex-presidente de se apresentar como um pré-candidato moderado e atrair lideranças do centro político. No início do mês, ele esteve em Brasília e se reuniu com nomes como o do também ex-presidente José Sarney (MDB), o ex-ministro Gilberto Kassab, presidente do PSD, e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ).

MÉTODO

Eduardo Pazuello revelou uma nova definição para a maneira com que Bolsonaro exerce a Presidência da República: conseguiu separar o que o presidente fala daquilo que faz como chefe do Poder Executivo. Para Pazuello é uma espécie de método de Bolsonaro e por isso, suas declarações não devem ser levadas ao pé da letra, mesmo quando envolvem questões de saúde pública. Segundo o ex-ministro, o próprio Chefe do Governo deixa claro, em conversas reservadas, que o que ele quer dizer é feito diretamente sem intermediários.

FUMAÇA

Há pouco tempo, Arthur Lira, presidente da Câmara, disse a Bolsonaro “Os remédios da democracia são amargos, alguns fatais”. Era apenas fumaça. Lira foi chamado por Bolsonaro em Alagoas de “pai do voto impresso”. Na véspera, ele havia instalado a comissão que vai discutir a volta do voto impresso.

POLÊMICA

O Incra avalia uma medida polêmica: suspender temporariamente a transferência de terras para os novos assentamentos agrícolas em alguns estados do Brasil. A decisão permitiria ao instituto se concentrar 100% na regularização de requisições já existentes, reduzindo, dessa forma, o estoque de milhares de pedidos de Títulos Definitivo (TD) de posse de terra.

AUDITÁVEL

Antes, Bolsonaro chegou a afirmar que um embate com Lula  seria “mamão com açúcar”. Agora, com a volta do petista à cena nacional, mudou o discurso. Primeiro, Arthur Lira instalou a comissão que vai debater a volta do voto impresso. Depois, disse que, se perder para Lula, só aceitará o resultado se o voto for auditável. São sinais de desespero. Mas é apenas uma forma de ameaçar. O voto impresso não deve ser aprovado e a urna eletrônica é perfeitamente auditável.

MARAJÁS

A média salarial de servidores do Poder Judiciário é o dobro da registrada no Legislativo e o triplo da observada no Executivo, quando se consideram as três esferas. É o que aponta a nota técnica do Atlas do Estado Brasileiro, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2019.

DIFERENÇA GRITANTE

Somando os salários nas três esferas — federal, estadual e municipal —, enquanto no Judiciário a remuneração média de servidores e magistrados fica em torno de R$ 12.115, no Legislativo, ela é de R$ 6.011 e, no Executivo, de R$ 4.026.

MUITO CARO

Despesa com pessoal: Brasil é o 7º país que mais gasta com servidores públicos, aponta estudo, As médias de remuneração não incluem os salários dos terceirizados, cuja forma de ocupação não é captada pelas bases de dados do governo. Além disso, os valores registrados não incluem os “penduricalhos”, como são chamados os benefícios não salariais. No caso de juízes e procuradores, por exemplo, essas complementações fazem com que a remuneração supere o teto salarial de R$ 39,2 mil, que é o vencimento de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

PEGASUS

O equipamento Pegasus que espiona celulares e computadores de jornalistas e críticos de governos ao redor do mundo poderá ser usado pelo Planalto. É a intenção de Carlos Bolsonaro, que enfrenta a discordante área militar da sede do governo. Carlos acha que o Gabinete da Segurança Institucional e a Abin poderiam ser beneficiadas. Mas, há quem aposte numa “Abin paralela”. O Pegasus pode monitorar pessoas e empresas sem decisão judicial.

“VETERANOS”

Fabrício Queiróz, suspeito de operar um esquema de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj do Rio, compartilhou nas redes sociais cenas de um churrasco promovido em Belo Horizonte. Nelas, Fabrício e mais umas dez pessoas aparecem sem máscara. No início do mês, o mesmo ex-assessor compartilhou imagens de um passeio na praia, onde aparece batendo continência e entoando o slogan da campanha de Bolsonaro. Ele chama o grupo do churrasco de “Veteranos de São Bernardo”.

URGÊNCIA

A Máquina de Vendas tem sondado possíveis compradores para seus dois centros de distribuição, em Goiás e no Amazonas. Uma das empresas procuradas foi a Global Logistic Properties (GLP), de Cingapura, um dos maiores investidores em condomínios logísticos do mundo. A Máquina de Vendas, dona da marca Ricardo Eletro, precisa vender ativos com urgência. Em recuperação judicial, carrega um passivo de R$ 5 bilhões.

SÓ PROMESSA

Martha Seillier recusou o convite do Banco Mundial e aceitou seguir à frente da Secretaria do PPI depois de Paulo Guedes garantir que o programa permanecerá sob o guarda-chuva do Ministério da Economia. Há quem aposte, contudo, que o prometido não depende apenas do ministro da Economia.

 

 

 

VOZ DE PRISÃO 1

Sair preso de uma CPI não é exatamente um fato inédito, mas nos últimos anos foram poucos os casos registrados. O ex-secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten quase protagonizou essa cena: foi poupado após intervenção do presidente do colegiado Omar Aziz (PSD-AM). Outros presos – e libertados depois de algumas horas foram Chico Lopes, ex-presidente do BC e Celso Pitta, ex-prefeito de São Paulo.

VOZ DE PRISÃO 2

Voz de prisão na famosa CPI dos Correios também foi dada ao advo-gado Marcus Valerius Pinto Pinheiro de Macedo, que trabalhou para a empresa Skymaster. Foi preso em flagrante por desacatar um parla-mentar. Logo depois da comissão sugerir quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Macedo, sua mulher, filhos e outros parentes próximos, o advogado sugeriu: “Por que não pede da mãe também?”.

ESTILO

Deve ser uma nova questão de estilo: o ex-ministro Eduardo Pazuello teve momento, em seu depoimento, que sentia que sua voz não estava sendo ouvida plenamente. Então, adotou uma alternativa de máscara (franzida) apenas a parte do nariz.

FRASES

“Essa CPI da Pandemia é um vexame nacional.”

Jair Bolsonaro