Cida Borghetti (Foto: Aniele Nascimento)
Cida Borghetti (Foto: Aniele Nascimento)

Tudo não passou de um enorme mal-entendido. Cida Borghetti continua como coordenadora política do Escritório do Paraná em Brasília. E não há qualquer fundamento na informação de que o cargo passaria a ser exercido pelo jornalista Ricardo Caldas, assessor de imprensa da vice-governadora.

O que teria ocorrido, isto sim, foi a correção meramente por imposições burocráticas, do decreto que designara Cida para a posição. Outra pessoa vai, agora, assumir as funções administrativas da Representação, isto sim. Quer dizer: terá função meramente burocrática.

Na verdade, enquanto um site de notícias indicava a “designação” de Caldas para o cargo no Escritório de Brasília, o jornalista acabava de se recompor da festa de seu casamento, ocorrida no sábado e domingo, numa casa noturna de Curitiba.

PALAVRA OFICIAL

Rafaela Barbosa, jornalista que substitui Caldas em quanto ele cumpre licença, enviou ontem à coluna a seguinte informação, objetiva, definitiva:

“Cida mantém a Representação do Paraná em Brasília.

A vice-governadora, Cida Borghetti, mantém as funções de coordenação política do Escritório de Representação do Paraná em Brasília, como estava previsto desde a publicação do Decreto Oficial pelo Governo do Paraná. O grupo de trabalho é coordenado em Brasília por Cida Borghetti e formado por secretários e técnicos da Vice-governadoria, Casa Civil, secretaria estadual do Planejamento e Coordenação Geral, Procuradoria Geral e do próprio Escritório de Representação do Paraná em Brasília.

O trabalho político e de relacionamento continuará sendo desenvolvido pela vice-governadora e as funções administrativas e burocráticas serão exercidas por outro servidor público a ser nomeado nos próximos dias.”


ULISSES NA ACADEMIA

 

James Joyce é uma das paixões mais cultivadas pelo escritor Ernani Buchmann, que se ufanam de possuir dezenas de traduções da monumental obra do irlandês James Joyce.

E o livro e Joyce serão o tema da palestra que Ernani fará dia 10 de junho, na reunião mensal da Academia Paranaense de Letras.


DEFININDO FACHIN

 

José de Souza Martins, professor da USP, e o Ministro Luiz Edson Fachin
José de Souza Martins, professor da USP, e o Ministro Luiz Edson Fachin

José de Souza Martins, sociólogo e professor emérito da USP, em artigo sobre Luiz Fachin, publicado em O Estadão no final de semana, diz, a certo trecho: “Luiz Edson Fachin identifica-se com o humanismo de primeira tendência, que reflete as orientações do personalismo, de Emanuel Mounier, o pensador católico que fundou e dirigiu a revista Esprit. Ele não inaugurará essa tendência no STF…”


ACERTOU

 

Anderson Furlan: certeza
Anderson Furlan: certeza

O juiz Anderson Furlan, da Justiça Federal de Maringá e presidente da Associação de Juízes Federais do Brasil-PR, não titubeou um só instante quando a coluna o ouviu, em abril, sobre a indicação de Luiz Fachin para o STF. A resposta, entusiasmada com a indicação, foi clara, dando tom de certeza da aprovação no Senado: “Ministro Luiz Edson Fachin…”

 


 

NOVAS ATRIBUIÇÕES

 

Manoel Coelho: projeto (foto Pedro)
Manoel Coelho: projeto (foto Pedro)

Darci Piana, presidente da Fecomércio-PR, tem passado dois dias da semana no Rio, onde cumpre novas atribuições na Confederação Nacional do Comércio. É vice-presidente Administrativo da Confederação.

Com mandato na Fecomércio até 2018, Piana deverá entregar ao fim de sua gestão a nova sede da Federação, na Rua Augusto Stelfeld.

A burocracia consumiu dois anos, adiando o início da obra, projeto de Manoel Coelho.


 

 

SOBRE MICROBACIAS & OUTRAS OBSERVAÇÕES

 

Prezado jornalista:

Completando o comentário do jornalista Celso Ferreira do Nascimento, depois de Reinhold Stephanes (1979-1981), antes de Osmar Dias (1987-1994), ocupou a pasta da Agricultura no Paraná, Claus Magno Germer (1982-1985) e Francisco Albuquerque Neto (1985-1986). Germer representava a “esquerda” do governador José Richa, e defendia os movimentos de reforma agrária e pequenos agricultores. Tinha como chefe de gabinete o Jorge Samek, hoje presidente da Itaipu Binacional. Com os grandes produtores não se dava bem. É esse o motivo porque ele não tem destaque no livro “Ricardo Lunardelli, uma história a serviço da terra”, de Nilson Monteiro.

Foi nessa época que ingressei no jornalismo de agronegócio, para o Diário Indústria & Comércio. Costumava visitar diariamente a Secretaria da Agricultura em busca de notícias e informações.

COMENTÁRIOS

Lembro-me de comentários de técnicos (principalmente do DERAL – Departamento de Economia Rural) dando conta que estavam prontos diversos estudos para aplicar um grande programa de fomento agrícola, que fundia a técnica de plantio em terraços (microbacias), com plantio direto, fruticultura, controle no uso de agrotóxicos, etc. Em torno desse controle foram elaborados decretos e projetos de lei, mas o secretário encontrou muitas dificuldades políticas e jurídicas para colocá-las em execução. O resultado foi que saiu da Secretaria sem executar plenamente seu projeto.

Dele fica o empenho em defender e amparar a agricultura familiar, numa época de transição do café para a soja e milho.

A preocupação principal era criar meios para segurar o pequeno produtor no campo. A imigração para os centros urbanos era tão grande que causou problemas de infraestrutura que até hoje ainda pode se notar. No entanto, só a partir do secretário Osmar Dias, que projetos desvinculados de MSTs ou reforma agrária se desenvolveram com algum resultado positivo.

Seu sucessor, Francisco Albuquerque, foi mais uma gestão tampão, pois logo haveria a troca de governo. O governador era João Elísio Ferraz de Campos (1986-1987), cargo ocupado devido a saída de Richa, para concorrer ao Senado. Com a eleição de Álvaro Dias, Osmar Dias, seu irmão, ocupou o cargo.

ASSESSORIA

Em 1987 passei a fazer parte da assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura, onde fiquei por dois anos.

Nos comentários de corredor, deu-se a entender que o grande programa que reergueu a agricultura (Programa Paraná Rural) era nada mais, nada menos, que os projetos da equipe de Claus Germer sendo colocados em execução.

Dias conseguiu negociar a viabilidade política e econômica. Incluiu os grandes produtores e possibilitou o fortalecimento das cooperativas. O resultado podemos presenciar na força econômica que o setor rural presenta para o Estado.

ODAILSON ELMAR SPADA, jornalista, Curitiba

Odailson Spada, Claus Germer e Jorge Samek
Odailson Spada, Claus Germer e Jorge Samek