Mulheres marcham pela paz

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A 2ª Marcha Mundial pela Paz e Não Violência será neste domingo, 08/03, Dia Internacional da Mulher, data marcada como o final do trajeto da Marcha em Madrid, onde tudo começou. Em Curitiba, a manifestação será de manhã e de tarde, no bairro Parolin e no Parque Barigui.

Desde que teve início em 2 de outubro de 2019, na capital espanhola, a Marcha percorreu cerca de 150 países dos seis continentes, passando inclusive pelo Brasil.

A data escolhida para a largada, 2 de outubro, se comemora o nascimento de Gandhi e foi declarada pelas Nações Unidas “Dia Internacional da Não-Violência”.

Sua principal finalidade é promover a educação da não violência e federar movimentos em todo o mundo que defendem e promovem a democracia, a justiça social e ambiental; a igualdade entre os gêneros, a solidariedade entre povos e a sustentabilidade da vida no planeta.

A Marcha é uma iniciativa impulsionada pela organização internacional Mundo Sem Guerras em conjunto com diversas organizações e pessoas dispostas a organizar ações e percorrer novamente todo o planeta, para contribuir na construção de um mundo sem guerras e sem violência.

“Acreditamos que a força das mulheres de todo Brasil é essencial para que a Marcha continue ativa e para que seus objetivos sejam alcançados”, diz Régis Garret, integrante da equipe promotora da Marcha em Curitiba.

Entre os objetivos da 2ª Marcha Mundial da Paz e Não-Violência estão:

– Ativar um Plano de Medidas Urgentes contra todo tipo de supremacia, racismo, segregação e perseguição por sexo, raça, nacionalidade ou religião.

– Promover uma Carta Democrática de Cidadania Global, que complemente a Declaração de Direitos Humanos (Civis, políticos e socioeconômicos).

De acordo com o IBGE, de uma forma geral, o caminho a ser percorrido em direção à igualdade de gênero, ainda é longo para as mulheres e ainda mais tortuoso se esta for preta ou parda e residir fora dos centros urbanos das Regiões Sul e Sudeste.

Ainda que na área da educação, o gargalo tenha sido superado, com mulheres em maior número e maior grau de escolarização, há muita disparidade no que tange aos direitos reprodutivos, participação na economia, salários, representação política e outros aspectos.

As diferenças se agravam ainda mais em um país em que a cada quatro minutos é registrado um caso de violência contra a mulher. Consolidação de dados feita pelo jornal Folha de São Paulo aponta que os casos de feminicídio aumentaram mais de 7% em 2019, comparados com o ano anterior.

“A constatação é de que não haverá paz num mundo onde mulheres e homens não tenham os mesmos direitos e não usufruam das mesmas liberdades. A 2ª Marcha Mundial da Paz e Não-Violência, portanto, dá as mãos a todas as mulheres do Brasil e as conclama para fazer parte desse movimento”, conclui Garret.

Programação

Dia 8

Local: Rua Santa Zita, 281 – Parolin

https://www.facebook.com/events/499069900805129/

9h – 1º Ato – Denuncia da violência que atinge a favela.

9h30 – Saída da marcha.

2º Ato – A exploração do trabalho, em frente ao Supermercado Extra, na Av. Kennedy.

3º Ato – Educação e Moradia, em frente à Escola de Ensino Fundamental Professora Nansyr Cecato Cavichiolo, na Lamenha Lins.

4º Ato – Conversa sobre a Paz que queremos e como vamos construir.

Com a participação da Bloca Feminista Ela Pode/Ela Vai.

12h – Encerramento

Tarde: 15h às 17h30

Local: Parque Barigui – Coreto atrás do Salão de Atos

Atividades: Danças da paz, Prática de Entre Olhares, Meditação pela Paz, Jogos Cooperativos, Brincadeira de Paraquedas, Roda de conversa. Formação do símbolo humano da Paz para celebração do Ato. https://www.facebook.com/events/533591310621727/