As mulheres estão aderindo ao comércio eletrônico e já respondem por quase metade dos pedidos efetuados na rede.

As mulheres estão aderindo ao comércio eletrônico e já respondem por quase metade dos pedidos efetuados na rede. Por outro lado, elas ainda gastam menos da metade que os homens quando vão às compras na internet, segundo pesquisa divulgada na quinta-feira pela e-bit, empresa que acompanha o comércio eletrônico nacional.

O ticket médio (valor médio por compra) das mulheres é 62% menor que o dos homens. Elas gastam em média R$ 210 contra R$ 556 do consumo masculino.

Segundo Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, a diferença se dá porque a compra feita por homens tem maior valor agregado. Enquanto os homens respondem por 75% da compra produtos de informática, por exemplo, as mulheres atendem por 25%. E se as mulheres são responsáveis por 63% dos pedidos de saúde e beleza, os homens, 37%.

Em seis meses, o público feminino aumentou sua participação em cerca de dois pontos percentuais, de 43% no final de 2006 para 45% em julho deste ano.

"Um indicador do aumento da participação da mulher no comércio eletrônico, mas em produtos de baixo valor agregado é que, hoje, elas respondem pela maioria dos pedidos de livros", disse Guasti. Segundo ele, a categoria livros e revistas ocupa o primeiro lugar entre os produtos mais vendidos pela internet.

A presença feminina na rede já alterou o perfil do comércio eletrônico brasileiro, segundo o estudo: os produtos relacionados à vaidade feminina ganham espaço frente a livros, CDs e DVDs, eletrônicos, áudio e vídeo, líderes no ranking dos mais vendidos na rede.

Mas as influências ainda não acabaram, afirmou Guasti. "A maior presença da mulher nas compras virtuais devem aumentar as ofertas de relógios, jóias, eletrodomésticos e vestuário nas 'vitrines virtuais' dos sites", disse ele.

Ainda quanto aos hábitos de consumo, o estudo aponta que a internet é um instrumento importante na busca de informações sobre pacotes turísticos, mas não na efetivação da compra. A agência de viagem ainda é o meio preferido de 75% dos votos – 62% dos entrevistas, porém, disseram buscar informações na rede para a escolha do pacote turístico.

Natal

Segundo estimativas da e-bit, as compras de Natal deste ano devem alcançar faturamento de R$ 1 bilhão – 45% maior em relação à mesma data promocional em 2006. A expectativa é de ticket médio de R$ 300, com destaque para eletrônicos, itens de informática e telefonia celular, em detrimento de produtos mais baratos como CD, DVD e vídeo.

Para o ano, a e-bit projeta vendas 45% maiores no comércio eletrônico, com faturamento de R$ 6,4 bilhões, contra R$ 4,4 bilhões em 2006, e 9,5 milhões de pessoas com pelo menos uma compra na internet.

Primeiro semestre

No primeiro semestre deste ano, as vendas pela internet totalizaram R$ 2,6 bilhões, um salto de 49% sobre o mesmo período de 2006, segundo a e-bit,. O levantamento não inclui as vendas de passagens aéreas, automóveis e sites de leilão.

O resultado é um reflexo do maior volume de vendas, com expansão de 45%, impulsionado pelos novos consumidores. No final do ano passado, 7 milhões de pessoas já tinham feito pelo menos uma compra pela internet, ante 8 milhões no encerramento do primeiro semestre deste ano.